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"O Eupalinos Moderno" : teoria e prática da arquitectura religiosa em Portugal ...

Author(s): Lima, Carlos Manuel Ruão da Costa cv logo 1

Date: 2007

Persistent ID: http://hdl.handle.net/10316/9600

Origin: Estudo Geral - Universidade de Coimbra

Subject(s): Arquitectura religiosa -- Portugal -- séc. 16-17


Description
A dissertação de douroramento acima apresentada – «O Eupalinos Arquitecto». Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal. 1550- 1640 – desenvolvida em dois volumes e anexo documental e gráfico, pretende ser uma reflexão teórico-prática acerca da cultura arquitectónica nacional entre os últimos anos do reinado de D. João III e a Restauração. O Volume I é dedicado, no essencial, às grandes linhas estruturais e teóricas que marcaram este período cronológico. Parte de uma breve nota acerca da fortuna historiográfico-artística, periodização e problemática estilística, inserindo a arte portuguesa no seu contexto artístico coevo e dedica um sub-capítulo à análise histórica da evolução do conceito de «arquitecto» e seu estatuto sócio-artístico entre a Antiguidade Clássica e o período do Renascimento e Maneirismo. A análise da realidade nacional inicia-se por um estudo da evolução do oficial «pedreiro» e «mestre de pedraria» até ao aparecimento do conceito de «arquitecto». Esta circunstância leva a que se tome em linha de conta questões como a do «vitruvianismo» e do «serlianismo», a divulgação e impacto dos tratados de arquitectura em Portugal – comparando-se a evolução entre os escritos de Diego de Sagredo e de Sebastiano Serlio – e a importante questão do ensino arquitectónico em Portugal, desde os tempranos momentos da aprendizagem do «antigo» até à criação da «aula de arquitectura» dos Paços da Ribeira. A produção teórica durante 1550 e 1640 é objecto de atenção fulcral, desde os textos vanguardistas de Francisco de Holanda ao tratado de arquitectura de Mateus do Couto. Dado que o estudo histórico-artístico se centra na arquitectura sacra, é analisada a evolução das tipologias com mais sucesso neste período, desde as «igrejas-salão», à criação do modelo nacional da «church-box» e à efectiva implantação da tipologia «contra-reformista» de planta em cruz latina, grandemente desenvolvida pela Companhia de Jesus nos templos das principais cidades onde os jesuítas se implantaram. O primeiro tomo não se conclui sem que, de forma abreviada, se anotem três realidades importantes para contextualizar a arquitectura da época: o problemática em torno da arquitectura e engenharia militar, a gravura e a arquitectura de «pendor flamengo» e a questão da influência da arquitectura castelhana durante o «período filipino» em Portugal. 1759 Este «breve resumo» surge ao abrigo do artigo 50º do Decreto-Lei nº 74/2006, de 24 de Março. «O Eupalinos Moderno». Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 762 O Volume II desenvolve e estuda, com profundidade analítica, a obra arquitectónica e os arquitectos e mestres de pedraria mais significativos deste período histórico. A todos os títulos, o destaque vai para o «Círculo Régio», o principal ponto irradiador da modernidade arquitectónica. As obras-paradigma desta época são, como é sabido, o claustro nobre do Convento de Cristo de Tomar, o Paço Real da Ribeira e a igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa, obras de vanguarda e que representam os mais eruditos modelos desenvolvidos em território continental. Recorre-se a um estudo biográfico dos mais eminentes mestres régios entre 1550 e 1640: Miguel de Arruda, Diogo de Torralva, Afonso Álvares, António Rodrigues e Jerónimo de Ruão – que se situam num período de transição entre o «mestre de pedraria» e o arquitecto – os «mestres arquitectos» Filippo Terzi, Nicolau de Frias, Teodósio de Frias e Luís de Frias e a «escola» régia representada por Baltasar Álvares, Pedro Fernandes de Torres, Diogo Marques Lucas, Pedro Nunes Tinoco e Mateus do Couto. O «Círculo do Granito» apresenta-nos a realidade arquitectónica no norte português. O «vértice dureense», a região que mais se destacou durante este período, a seguir ao ambiente cortesão, por desenvolver uma tipologia arquitectónica italianizante mas com características de pendor «flamengo», encontra-se representado pelo estudo biográfico dos mestres Manuel Luís, Jerónimo Luís, Gregório Lourenço, Gonçalo Vaz, Francisco Carvalho, Valentim Carvalho e Pantaleão Pereira. O «vértice minhoto» é dominado pela designada «escola» dos Lopes – responsável pela efectiva construção de São Domingos de Viana e pelo projecto de São Gonçalo de Amarante – representada por João Lopes-o-Moço, Gonçalo Lopes, Mateus Lopes, Pedro Afonso de Amorim, João Lopes de Amorim e Domingos Coelho.O «Círculo do Calcario», dedicado à região coimbrã e sua área de influência, parte do momento em que Diogo de Castilho aplica na cidade um modelo fixo de igreja e claustro colegiais e pretende demonstrar o «contrapeso» que representou o contributo de João de Ruão para a arquitectura religiosa da região mondeguina. Destaca-se o «risco régio» de três obras-maiores – o Colégio de Santo Agostinho, o Convento de São Francisco e a igreja do Colégio de Jesus – bem como as mais representativas obras colegiais erguidas durante este período: os colégios de São Jerónimo, das Artes, da Santíssima Trindade, de Nossa Senhora da Conceição, do Carmo, de São Bento, das Ordens Militares e de São Pedro dos Religiosos Terceiros. Um último olhar biográfico fixa o exercício profissional dos mais importantes mestres da cidade – Jerónimo Francisco, Francisco Fernandes, Manuel João e António Tavares. Tese de doutoramento em Letras, área de História (História da Arte) apresentada à Fac. de Letras de Coimbra
Document Type Doctoral Thesis
Language Portuguese
Advisor(s) Dias, Pedro
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