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Função eréctil e qualidade de vida em homens portugueses

Author(s): Santos, Abel Manuel de Matos Alves dos cv logo 1

Date: 2001

Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.12/889

Origin: Repositório do ISPA - Instituto Universitário

Subject(s): Psicologia da saúde; Qualidade de vida; Instrumentos; Sexualidade; Comportamento sexual; Erecção do pénis; Avaliação; Impotência; Health psychology; Quality of life; Sexuality; Sexual behaviour; Erection penis; Assessment; Impotence


Description
Dissertação de Mestrado em Psicologia da Saúde O objectivo do estudo, foi o de avaliar a relação entre a Função Eréctil (FE) e as dimensões de Qualidade de Vida (QDV), numa amostra de conveniência de 133 homens da área da grande Lisboa. Foram aplicados aos sujeitos questionários de auto-preenchimento, anónimos e confidenciais, o SF-36 (36-Item Short Form Health Survey) e o UFE (Índice Internacional da Função Eréctil), respectivamente recomendados pela Organização Mundial de Saúde e pela Sociedade Europeia para o Estudo da Impotência. Sujeitos apresentam uma idade mediana de 42 anos (21 aos 78 anos de idade), e nível de académico apresentando uma mediana de 13 anos de escolaridade (desde os 4 aos 21 anos de escolaridade). Após metodologia estatística não paramétrica, os resultados do SF-36 apresentam níveis globais elevados de Desempenho Físico, Desempenho Emocional e Função Física, com uma diminuição significativa ao longo da idade da Função Física (p<0,01), da Saúde Geral (p<0,05) e do Desempenho Físico (p<0,05). Não foram encontradas diferenças significativas entre o nível de escolaridade e as dimensões de QDV avaliadas. Os resultados do UFE, apresentam globalmente, uma Função Eréctil com um resultado compatível com Disfunção Eréctil (DE) ligeira, uma função orgásmica bastante elevada, um nível bom de Desejo Sexual, uma Satisfação na Relação Sexual não muito satisfatória, e uma Satisfação Sexual Global satisfatória, mas não muito elevada. A Função Eréctil apresenta uma diminuição significativa ao longo da idade (p<0,01), atingindo uma classificação de disfunção eréctil moderada no grupo etário com mais de 65 anos. Não se verificam diferenças significativas entre as dimensões do DGFE e o nível de escolaridade. A prevalência de DE na amostra é de 8,3% com DE grave, de 5,3% com DE moderada, de 50,4% com DE ligeira, e de 36,1% sem DE. Correlações entre os dois instrumentos, revelam que a FE se correlaciona fortemente e de modo directo com a Saúde Geral (p<0,0001), Função Física (p<0,001) e Desempenho Físico (p<0,01). A Função Orgásmica está relacionada com a Função Social, Vitalidade, Saúde Mental, Desempenho Físico e Saúde Geral (p<0,05). O Desejo Sexual relaciona-se de forma directa cora a Saúde Geral e a Função Física (p<0,05). A Satisfação com a Relação Sexual não se relaciona com qualquer dimensão do SF-36. A Satisfação Global com a Vida Sexual relaciona-se fortemente com todas as dimensões do SF-36, excepto a Função Física. As dimensões de QDV estão globalmente positivas ao nível da componente física, piorando com o avançar da idade, enquanto as dimensões mentais estão mais baixas, mas mantêm-se estáveis ao longo dos anos, mesmo com deterioração da condição física. A FE só se correlaciona com dimensões físicas do SF-36 e uma pior FE está associada a uma pior condição física, afectando a QDV dos homens estudados. Assim, uma boa sexualidade tende a melhorar a QDV dos sujeitos, devendo a avaliação da função sexual ser transversal a todos os estratos socioculturais e etários, neste último com principal enfoque nos mais velhos.
Document Type Master Thesis
Language Portuguese
Advisor(s) Ribeiro, José Luís Pais
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