Author(s):
Alves, Andreia Lara Conde, 1978-
Date: 2010
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10451/4169
Origin: Repositório da Universidade de Lisboa
Subject(s): Ciências forenses; Medicina legal; Anatomia comparada; Osso e ossos; Antropologia forense; Teses de mestrado - 2011
Description
A determinação de espécie a partir de amostras de tecidos, nas quais se
inclui o tecido ósseo, é uma componente importante da análise antropológica e
forense.
Na maioria dos casos a identificação da espécie a que pertence um osso,
realizada a partir das suas características anatómicas macroscópicas é possível.
Esta análise é pouco dispendiosa, relativamente rápida e, na maioria das vezes,
bastante precisa. Implica a presença física das peças a analisar e um grau de
conhecimento bastante aprofundado em Osteologia Comparada por parte do
técnico, bem como o recurso a manuais de Anatomia e em casos mais complexos, a
esqueletos já identificados para efectuar a comparação das peças ósseas.
Este trabalho analisa os processos que incluem ossos não humanos que
foram remetidos para o Serviço de Patologia Forense, designadamente para a
Antropologia Forense, do Instituto de Medicina Legal, Delegação do Sul entre os
anos de 2004 e 2010 e Delegação do Centro entre os anos de 2001 e 2010,
abordando as diferenças osteológicas entre as diferentes espécies animais de modo
a que, através destas características, estas possam ser identificadas e esta
informação possa ser incluída nos relatórios do Serviço.
Apesar de a descoberta de ossadas animais não ser considerada merecedora
da atenção do Direito, quando estas se encontram associadas a ossadas humanas,
a sua análise pode ter um contributo considerável para a interpretação dos factos
que levaram ao cenário em questão.
Apresenta-se, como forma de conclusão, uma chave dicotómica para
identificação específica de ossos do esqueleto apendicular, com o propósito de
auxiliar neste tipo de análise em situações futuras.
The determination of the specie from tissue samples, which includes the bone
one, is an important component of anthropologic and forensic analysis. In most
cases the macroscopic anatomical diagnosis is possible, through the assessment of
the bones. In most cases the identification of the species to which a bone belongs,
made from its macroscopic anatomical characteristics, is possible.
This analysis is relatively inexpensive, fast and most often, fairly accurate.
That implies the physical presence of the pieces to analyze and a fairly in-depth
knowledge degree in Comparative Osteology by the technician, as well as the use of
Anatomy manuals and, in more complex cases, the comparison of bone pieces with
skeletons already identified.
This work analyzes the processes that include non-human bones that were
sent to the Forensic Pathology service, namely for the Forensic Anthropology,
Institute of Legal Medicine, South Branch between the years of 2004 to 2010 and
Center Branch between 2001 and 2010, addressing osteological differences between
the various species of animals so that, through these characteristics, they can be
identified and this information can be included in the reports of the Service.
Despite the discovery of animals bones shall not be considered worthy of
forensic attention, when they are associated with human bones, their analysis may
have a considerable contribution to the evaluation of the facts which led to the scene
in question.
We present, as a way of conclusion, a dicotomic key to specific identification
of appendicular skeleton bones, with the purpose of assisting in this type of analysis
in future situations. Tese de mestrado, Medicina Legal e Ciências Forenses, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2011