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Referencial para o ensino em português língua segunda em Cabo Verde no contexto...

Author(s): Mendes, Amália Faustino cv logo 1

Date: 2009

Persistent ID: http://hdl.handle.net/10451/486

Origin: Repositório da Universidade de Lisboa

Subject(s): Ensino - Cabo-Verde; Língua portuguesa como segunda língua - Cabo-Verde; Crioulos de base portuguesa - Cabo Verde; Bilinguismo - Cabo Verde; Competência comunicativa


Description
Tese de mestrado, Língua e Cultura Portuguesa (Ensino do Português Língua Segunda), Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2009 A qualidade do ensino depende da língua em que é ministrado, conforme o domínio que dela têm os aprendentes. Historicamente, nas escolas de Cabo Verde, o Português tem sido a língua veicular e de alfabetização e é assumido como instrumento de comunicação escrita e meio de acesso a diferentes áreas de saber, já que usufrui do estatuto de língua recomendada para o ensino das diferentes disciplinas. No entanto, a UNESCO recomenda ou reconhece que o ensino deve ser iniciado e/ou realizado em língua materna, de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Linguísticos. Todavia, a Língua Cabo-Verdiana (LCV), que tem o estatuto de Língua materna (LM), é ainda predominantemente oral, embora seja utilizada à escala nacional, a nível do quotidiano. A LCV ainda não é ensinada nas escolas, pelo que a instituição de um modelo de ensino que favoreça a situação actual de Cabo Verde exige uma complexa e reflectida decisão a tomar pelas autoridades educativas. O ensino será ministrado na Língua Cabo-Verdiana? Continuará a sê-lo em Português, como se fosse língua materna, ou como língua estrangeira, língua segunda? Ou será melhor um ensino bilingue? As respostas a estas e outras questões serão procuradas junto dos professores do Ensino Básico, alguns do Secundário que ensinam em Cabo Verde e altos responsáveis pelo sistema educativo caracterizarão o ensino, a língua de ensino no processo pedagógico, a hipótese de introdução da língua materna. É nossa perspectiva reunir ideias que justifiquem a proposta de um planeamento educativo, onde sobressaem aspectos relacionados com a escolha de língua (s) de ensino, visando introduzir melhoria na qualidade das aprendizagens, de modo a satisfazer as necessidades do país. The quality of the teaching depends on the administered language. Historically, in the Cape Verdean schools, Portuguese has been the used language in the alphabetization process and is assumed as instrument of written communication and for accessing different areas of knowledge since it has the statute of the recommended language for the teaching of the different disciplines. However, the UNESCO recommends or recognizes that the teaching process must be begun and / or carried out in mother tongue, according to the Universal Declaration of the Linguistic Rights. However, the Cape Verdean Language (LCV) that has this statute, is still predominantly oral, despite it is the only language used in national scale in day by day. It is not taught in the schools, so the institution of a teaching model that favors the current situation of Cape Verde demands a complex and reflected decision to be taken for the educative authorities. Teaching should be administered in the Cape Verdean Language? Should it keep in the Portuguese language as if it were a mother tongue? As a foreign language a second language? Or is better to have a bilingual teaching? This and other answers will be searched near to the teachers of the basic and high school in Cape Verde and near people in charge in the educative system of this country, putting in perspective to find ideas that help in the proposal of an educative planning, where there are important aspects related with the choice of the teaching language(s), aiming to introduce improvement in the educative system in order to satisfy the requirements of the country.
Document Type Master Thesis
Advisor(s) Grosso, Maria José dos Reis,1953-
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