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Violência conjugal contra a mulher: histórias vividas e narradas no feminino

Author(s): Branco, Maria de la Salete Esteves Calvinho cv logo 1

Date: 2007

Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.2/736

Origin: Repositório Aberto da Universidade Aberta

Subject(s): Sociologia da saúde; Mulheres; Família; Relações homem-mulher; Saúde pública; Violência; Violência doméstica; História de vida


Description
Dissertação de Mestrado em Comunicação em Saúde apresentada à Universidade Aberta A violência contra as mulheres é universal e ocorre sobretudo no espaço privado familiar, infligida pelo companheiro com quem partilham afecto e responsabilidades. É considerada pela Organização Mundial de Saúde como um problema de saúde pública, com nefastas repercussões ao nível da saúde física e mental da mulher, dificultadoras do pleno desempenho familiar, social e laboral. Partindo destes pressupostos, quisemos compreender como vivenciam as mulheres os maus-tratos conjugais e quais as suas expectativas relativamente à intervenção dos profissionais de saúde. Para a condução científica do estudo abordámos a perspectiva psicossociológica da família e a comunicação no contexto familiar; a violência conjugal contra a mulher e a saúde. Inserido num paradigma qualitativo, o estudo que desenvolvemos configura-se como um Estudo de Caso do tipo Histórias de Vida, com mulheres de meio urbano em meio rural e de diferentes gerações. Este estudo contribuiu para compreendermos que estas mulheres viveram relações conjugais marcadas por valores tradicionais de género e desigualdade na família, onde as capacidades de diálogo e comunicação não permitiam resolver positivamente os conflitos. Verificámos ainda, que percepcionaram as atitudes dos profissionais de saúde, centradas no modelo biomédico, dificultador de uma relação empática capaz de inspirar confiança e de facilitar uma escuta activa, de modo a permitir-lhes considerar este grupo profissional como um recurso e apoio, apesar de identificarem múltiplas repercussões da violência de que foram alvo ao nível da saúde física e mental. A formação relacionada com as questões da violência como um risco para a saúde mental e física, parece-nos ser um aspecto a apostar ao nível da formação, que deve desenvolver capacidades comunicacionais favorecedoras da informação e interacção adequadas em contexto profissional e da mudança do paradigma biomédico, ainda dominante nas práticas dos profissionais de saúde, para um paradigma holístico em saúde, propiciador da intervenção centrada na pessoa inserida no seu contexto ecológico e sociocultural The violence against women is universal and it happens mainly in the familiar private space, inflicted by the male companion with whom they share affection and responsibilities. The WHO (World Health Organization) considers this as a public health problem, with fatal repercussions on a physical and mental health level on women, making difficult to have a fully familiar, social and laboring performance. Having this in mind, we wanted to understand how women experience the misbehaviors in married life and what their expectations considering the intervention of health professionals are. We approached the psycho sociologic perspective of family, the communication in a familiar context; the conjugal violence against women and health, to have a scientific conduction of the study. Inserted on a quality paradigm, the study that we developed configures itself as a Study of Case, type Life Stories, with women from the urban and rural environments and of different generations. This study contributed to the understanding of the fact that these women experienced conjugal relationships marked by traditional values of gender and family inequality and on the genders role, where the abilities of dialogue and communication didn’t allow solving the conflicts positively. We also verify the perception of attitudes of health professionals, focused on a biomedical model, difficult to have an empathic relationship capable of inspiring trust and making easy the active listening, so that it is allowed to them to consider this professional group as a resource and support, even if, they identify multiple repercussions of violence that they suffered, on a health, physical and mental level. The formation related to the violence issues as a risk to the mental and physical health, looks to us as an issue worth betting on a formation level, that must develop the communication abilities helper of information and interaction appropriate on a professional context and of the change of the biomedical paradigm, still dominant on the health professional performances, to an holistic on health, propitiator of intervention focus on the person inserted on his/her ecologic and socio cultural context
Document Type Master Thesis
Language Portuguese
Advisor(s) Ramos, Natália
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