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A gestão da inovação e a aproximação sistemática à inovação no meio industrial ...

Author(s): Sousa, António Manuel Miranda de cv logo 1

Date: 2007

Persistent ID: http://hdl.handle.net/10773/1549

Origin: RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro

Subject(s): Gestão de operações; Gestão industrial; Gestão da produção; Desenvolvimento empresarial; Inovação tecnológica


Description
Desaprender “... o verdadeiro desafio hoje é o de desaprender , o que é muito mais difícil. Cada um de nós tem um “modelo mental” que temos vindo a usar para dar um sentido ao mundo. Mas o novo mundo dos negócios comporta-se de forma diferente do mundo no qual crescemos. Antes de cada um de nós poder aprender novas coisas, temos de explicitar as nossas actuais assunções e encontrar formas de as desafiarmos.” John Seely Brown Chief Scientist, Xerox Corp Palo Alto, California Este trabalho pretende demonstrar que o processo da inovação pode ser efectivamente um processo cognitivo, organizacional e económico apoiado por uma aproximação sistemática ao desenvolvimento tecnológico e ao “lean manufacturing”. Sendo certo que a necessidade da sua existência tem de todo a ver com a incerteza e os desafios postos pela competitividade dos mercados é também verdade que nos últimos anos se tem assistido a uma abordagem mais preventiva, preditiva até, como forma de antecipação a mudanças de ambiente e conjunturas voláteis procurando assim que o mesmo funcione como um mecanismo de defesa que ponha as organizações a cobro de súbitas mudanças e inflexões de mercados e outras condições. 7 Ao longo deste trabalho relacionaremos o processo da inovação com o output do mesmo, doravante designado por a capacidade da inovação. Pretende-se que se identifique a capacidade de realização desse processo, enquanto estrutura de mecanismos e modos de actuação e comportamento; e é a essa capacidade de realização que designaremos por capacidade da inovação. O processo da inovação vai, enquanto modelo, sendo descodificado ao longo deste trabalho em diferentes sub-processos, tão díspares quanto a forma que assume em cada uma das organizações, mas todos eles decorrentes de uma estrutura primária que pensamos aplicável a todos os casos. No entanto é do alinhamento dos mesmos (subprocessos), da forma como objectiva e pragmaticamente se relacionam que se identificam as verdadeiras “best pratices”, casos de aplicação mais ou menos claros do modelo que procuraremos definir e descrever. Não tendo pretensões de levar a construção do nosso modelo até à exaustão da sua caracterização, focalizaremos este trabalho em alguns daqueles que consideramos os principais vectores de valor que o definem e algumas tendências associadas aos mesmos: • aumento da necessidade da profusão de uma cultura organizacional de base; • dificuldade na estruturação e definição dos processos intra organizacionais • complexidade organizacional e dos relacionamentos bem como da sua afectação pela inovação • especialização do conhecimento da produção e a necessidade de aplicação do “Lean manufacturing” até ao alargamento ao “Lean mentofacturing” • dificuldade em fazer o encontro entre as práticas organizacionais e as oportunidades tecnológicas É pois através destes vectores de valor que procuraremos caracterizar o nosso modelo da inovação e pela capacidade de inovação, um indicador do mesmo modelo e uma projecção do mesmo sobre o futuro e a própria viabilidade da empresa. Esperámos no final deste trabalho conseguir definir uma maior ou menor capacidade de inovação pela maior ou menor profundidade com que uma empresa consegue “aderir” ao modelo apresentado. E que esse modelo seja a base dinamizadora da melhoria e inovação, que sirva a estratégia da empresa, desafiada pela mudança, preparada sempre para fazer diferente, para fazer melhor. ABSTRACT: Un-Learning “ ... the real challenge today is un-learning, which is much harder. Each of us has “mental model” that we’ve used to make sense of the world. But the new world of business behaves differently from the world in which we grew up. Before any of us can learn new things, we have to make our current assumptions explicit and find ways to challenge them.” John Seely Brown Chief Scientist, Xerox Corp Palo Alto, California The purpose of this work is to show that the process of innovation can be a cognitive organizational economic process supported on a systematic approach to technological development and lean manufacturing. It is true that its existence is based on the uncertainty and challenges of market competitiveness and it is also true that in recent years we have been witnessing a more preventive and even predictive approach as a way of anticipating environment change and unstable conjunctures so that it works as defence mechanism which prevents organizations from sudden change and market inflection. 9 Throughout this work we will establish the relationship between the process of innovation and its output. From now on it will be referred to as capacity of innovation. We intend to identify the ability to accomplish that process, while a mechanism and behaviour structure. It is that ability which we will call capacity of innovation.The process of innovation, as a model, will be explained in different subprocesses, as different as the shapes they assume in each of the organizations, although they all come from the same primary structure which we think is adaptable to all cases. However it is through the alignment of the sub-processes, through the objective and pragmatic way in which they interact that we will try to define and describe the true “best practices”, which are examples of the model we are trying to define and describe. We don’t intend to take the construction of our model to full characterization instead we will focus in some aspects that we consider to be the main value vectors which will define it: • increase of the need to enlarge the organizational culture • difficulty to structure and define the intra organizational processes • organizational complexity as well as its relationship to innovation • specialization of production knowledge and the need to apply “lean manufacturing” until a “Lean mentofacturing” stage is reached • difficulty in relating organizational practices to technological opportunities. We will try to characterize our innovation model through these aspects and through capacity of innovation, as an indicator of the same model and its projection into the future and its own viability in the company. By the end of this work we hope to be able to define a greater or minor capacity of innovation by the company’s ability to embrace the present model. That model should be the basis of the improvement and innovation dynamic, which will help the company’s strategy, defied by change and ready to do different and better all the time. Mestrado em Gestão de Operações
Document Type Master Thesis
Language Portuguese
Advisor(s) Gouveia, Joaquim José Borges
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