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A política da escravidão no império do Brasil, 1826-1865

Author(s): Tâmis Peixoto Parron

Date: 2009

Origin: OASIS br

Subject(s): Parliament; Tráfico negreiro; Política da escravidão; Parlamento; Império do Brasil; Slavery; Empire of Brazil; Politics of slavery; Escravidão; Slave trade


Description
This work studies the defense of slavery and slave trade in Imperial Brazil from 1826 to 1865, since the regular workings of Parliament until the outcome of the Civil War in the United States. It focuses on political discourses such as parliamentary speeches, State Council rulings, journal articles, pamphlets, books and political petitions. These evidences have been interpreted in the field not only of discourse analysis, but also of Social and Political History, in order to verify their impact upon slave trade dynamics, party building and social relations. The first chapter approaches the effects of the Anglo-Brazilian Slave Trade Treaty over Executive and Legislative relations, as well as the widespread conviction that the odious commerce was definitely finished. Chapter two handles its reopening as an illegal activity through articulated actions of particular social groups and members of Parliament (mainly the so-called grupo do Regresso and saquaremas). The following chapter relates the proslavery strategies of imperial politicians to cope with the increasingly more aggressive British diplomacy in the 1840s. The last one shows how parliamentary leaders, even after the slave trade suppression (1850), vindicated the political existence of slavery in Brazil as a means of national development for an indeterminate period of time Esta dissertação examina as defesas do tráfico negreiro e da escravidão negra no Império do Brasil entre 1826 e 1865, isto é, desde o início regular do regime representativo no país até o desenlace da Guerra Civil nos Estados Unidos. O corpus documental compreende discursos políticos emitidos na forma de falas parlamentares, pareceres do Conselho de Estado, artigos de jornal, panfletos, memórias, livros e representações municipais e provinciais. Os textos foram interpretados por meio não apenas da análise do discurso, mas também da história social e política, de forma que se verificou seu impacto sobre a intensidade do contrabando negreiro, as articulações partidárias e as relações sociais. O primeiro capítulo aborda os efeitos do convênio antitráfico anglo-brasileiro sobre as relações entre Executivo e Legislativo, bem como as expectativas correntes sobre o fim definitivo do comércio. O segundo estuda sua reabertura sob a forma de contrabando, fundada no apoio sólido de determinados grupos sociais a políticos que o vindicavam (sobretudo, o grupo do Regresso e saquaremas). O seguinte narra as respostas pró-cativeiro dos estadistas imperiais à diplomacia mais agressiva da Grã-Bretanha na década de 1840, enquanto o último afere como os líderes parlamentares, mesmo depois da supressão do contrabando (1850), defenderam a sobrevida da escravidão no Brasil por tempo indeterminado como meio de desenvolvimento nacional.
Document Type Other
Editor(s) Miriam Dolhnikoff; Rafael de Bivar Marquese; Ricardo Henrique Salles; Rafael de Bivar Marquese
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