Autor(es):
Marques, Maria Margarida de Araújo e
Data: 2010
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10316/17580
Origem: Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Assunto(s): Tavares, Gonçalo M., 1970- -- obra; Tavares, Gonçalo M. O Reino
Descrição
A presente dissertação aborda a obra O Reino de Gonçalo M. Tavares, destacando o terceiro volume Jerusalém. O estudo focaliza-se na imagética e plasticidade dos Livros pretos, ressaltando a contemporaneidade de uma obra que reflecte e critica, de forma inovadora, o Homem do séc. XXI e as suas conflitualidades.
Num primeiro capítulo, é dada uma panorâmica geral da arquitectura de O Reino, evidenciando a minúcia da volumetria dos quatro romances, bem como as hipóteses plausíveis que estão na base da sua apresentação e essência enquanto tetralogia negra.
No segundo capítulo, são apresentados os fundamentos que permitem a transposição de um género narrativo para o género dramático, sublinhando em Jerusalém as suas características peculiares que transformam este romance num objecto de eleição para o mundo do espectáculo. Será, do mesmo modo, explorada a vertente poética deste terceiro volume, incidindo na musicalidade do texto e na celebração epopeica do movimento.
No último e terceiro capítulo, releva-se a densidade e a mestria de Aprender a rezar na era da Técnica, A posição no mundo de Lenz Buchmann que consideramos a verdadeira caixa preta de O Reino.
O nosso trabalho promove a descoberta das características científico-poéticas da escrita tavariana, bem como a iniludível presença de outras artes, notoriamente a música, a dança e o vídeo/cinema, que a par de uma ironia subtil e de um discurso brilhante convertem O Reino na obra emblemática e perturbadora que é. Dissertação de mestrado em Literatura Portuguesa (Investigação e Ensino), apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra