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Caracterização das populações linfocitárias em pacientes com lúpus eritematoso ...

Autor(es): Rodrigues, Maria Marta Gericota e Alvim cv logo 1

Data: 2008

Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10451/1386

Origem: Repositório da Universidade de Lisboa

Assunto(s): Imunologia; Lúpus eritematoso sistémico; Linfócitos T; Teses de mestrado


Descrição
O Lúpus Sistémico Eritematoso (LES) é uma doença autoimune, o que significa que resulta do ataque do sistema imunológico ao próprio organismo. Pouco se sabe acerca dos seus mecanismos patogénicos, contudo pode-se afirmar que para além da susceptibilidade genética, os factores hormonais, ambientais e imunológicos estão envolvidos na origem da doença. Após diagnóstico do LES, deve-se avaliar a actividade da doença para se estabelecer a terapia adequada. Este trabalho pretende avaliar a actividade da doença e estabelecer uma relação com os valores das populações linfocitárias e de outros dados imunológicos, nomeadamente os factores C3 e C4 do complemento e a presença de autoanticorpos. Será feita a comparação em dois grupos, controlos e pacientes, com a finalidade de demonstrar a variação dos valores das populações linfocitárias e dos restantes parâmetros laboratoriais. A actividade da doença foi avaliada segundo o índice SLEDAI, tendo sido considerados três níveis de actividade, alta, moderada e sem actividade, com base na determinação de parâmetros laboratoriais e na caracterização clínica, sendo a amostra constituída por 36 pacientes com LES e 31 controlos. Foram classificados 9 pacientes com actividade considerada alta, 19 com moderada e 8 sem actividade da doença. Ao relacionar este índice com os valores das populações linfocitárias confirmou-se que quanto maior a actividade da doença menor o número absoluto das populações linfocitárias. Na avaliação dos dois grupos, obtiveram-se valores absolutos inferiores no grupo de pacientes em todas as subpopulações, embora na análise percentual se tenha obtido apenas nas populações CD4 e CD19 uma percentagem com diferença significativa, sendo menor o valor no grupo dos pacientes. Como os linfócitos CD4 direccionam a resposta imunitária, este facto pode explicar que os linfócitos B também se encontrem diminuídos. Os resultados obtidos poder-se-ão dever em parte à terapia administrada pelo que a avaliação destes valores com a evolução da doença serão de extrema utilidade. Os valores das fracções do complemento estão diminuídas em relação ao grupo controle e o anticorpo mais frequente no grupo dos pacientes foi o anti-dsDNA. No âmbito desta linha de pesquisa sugere-se a utilização dos linfócitos T auxiliares como uma ferramenta útil na avaliação da actividade da doença bem como na resposta à terapêutica Systemic Lupus Erythematosus (SLE) is an autoimmune disorder, meaning that it results from the attack of the immune system to the organism itself. Little is known about its pathogenic mechanisms. However, in addition to genetic susceptibility, other factors are involved in disease etiology such as hormonal, environmental and immunological issues. Upon establishing disease diagnosis, disease activity should be evaluated in order to apply adequate therapeutics. The objective of this work was to find a correlation between disease activity and the different lymphocyte populations and other immunological parameters such as complement C3 and C4 molecules and the presence of autoantibodies. We have compared the levels of certain lymphocyte subpopulations between SLE patients and controls. The disease activity has been evaluated according to the SLE disease activity index (SLEDAI), considering three disease activity levels (high, moderate and inactive), according to clinical and laboratorial parameters. The population sample consisted on 36 SLE patients and 31 controls. Nine patients had high disease activity, while nineteen had moderate disease activity and eight had inactive disease. By correlating this index with the level of the lymphocyte populations, we have found that the higher the disease activity the lower the absolute number of all lymphocyte populations. However, only in the percentage CD4+ and CD19+ populations was found a significant decrease in the patient group. As the CD4+ lymphocytes shape the immune reaction, this fact can explain the reason why B lymphocytes are also decreased. Given that these results can partly be explained by the administered therapy, the evaluation of these parameters with disease evolution will be extremely helpful. The levels of the complement molecules are also diminished in relation to the control group, and the most common autoantibody present in patients is anti-dsADN. In this context, we suggest the use of helper T lymphocytes as a valuable tool in monitoring disease activity as well as the response to therapeutics Tese de mestrado, Biologia (Biologia Humama e Ambiente), 2007, Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências
Tipo de Documento Dissertação de Mestrado
Idioma Português
Orientador(es) Crespo, Ana Maria Viegas; Dutschmann, Luís Afonso
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