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Mundos reais, mundos virtuais: as relações interpessoais em (na) rede

Autor(es): Silva, Adelina Maria Pereira da cv logo 1

Data: 2002

Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10400.2/624

Origem: Repositório Aberto da Universidade Aberta

Assunto(s): Ciberespaço; Comunicação multimedia; Internet; Redes de comunicação; Relações interpessoais; tecnologia da informação e comunicação; Utilizadores da informação


Descrição
Dissertação de Mestrado em Relações Interculturais apresentada à Universidade Aberta Com as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) vivemos tempos de mudança. Esta mudança reflecte-se no quotidiano do(s) indivíduo(s) – elementos que constituem, mantêm e reproduzem uma comunidade ou sociedade. Palavras como espaço, comunidade, mundo, passam a ser referidas no plural. Deixamos de vivenciar um só espaço, uma só comunidade e um só mundo, para passarmos a co-habitar espaços, comunidades, mundos. Paralelamente ao espaço físico, comunidade real e/ou mundo real, surge o ciberespaço, a comunidade virtual, o mundo virtual. No campo das relações interpessoais, a utilização da Internet, particularmente num ambiente de Comunicação Mediada por Computador (CMC), poderá provocar mudanças a nível organizacional e estrutural de um grupo de indivíduos. Este trabalho tem como principal objecto de estudo as relações interpessoais que se estabelecem numa comunidade virtual, particularmente as relações que se estabelecem entre jovens numa sala de chat. Partindo da ideia de comunidade real, isto é, num contexto físico e em presença dos interlocutores, pretende-se saber qual o paralelismo existente entre estas duas comunidades – real e virtual. Existem alguns estudos sobre as relações virtuais, sobre as motivações e identidade(s) dos utilizadores das salas de chat, sobre as estruturas antropológicas no ciberespaço. Contudo, quais as alterações que se operam, de facto, na formação de amizades, nas relações de proximidade, nas interacções com os pares, que ocorrem nesse processo de transição do real para o virtual? Será que este processo implicará alterações na organização final do grupo? Será que a forma como cada um se representa face ao outro e, consequentemente, o modo como é pensado pelos outros leva a alterações na estruturação final das comunidades? Assim, de um ponto de vista antropossocial, pretendemos explorar, através de questionários e de técnicas sociométricas, e de consequente elaboração de sociogramas, a estrutura de um grupo de indivíduos que se relacionam numa comunidade real, com o mesmo grupo de pessoas em contexto virtual, escondidas atrás das suas máscaras – nicknames. Será que a máxima de defendida por Lavoisier - “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma" – se aplica também a estes contextos
Tipo de Documento Dissertação de Mestrado
Idioma Português
Orientador(es) Ribeiro, José da Silva
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