Autor(es):
Balmayor, Elizabeth Rosado
Data: 2009
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/1822/9960
Origem: RepositóriUM - Universidade do Minho
Assunto(s): 611-018; 61:620.1; 620.1:61
Descrição
During the past few years, researchers working in tissue engineering (TE) have realized that
drug delivery is a fundamental part of the TE strategy. Therefore, a large number of
technologies have been optimized to guide the potential of drug delivery in those applications.
Drug delivery systems (DDS) can be designed to provide controlled release of bioactive
molecules to the site of action with minimal side-effects by reducing the exposure of the drug
to other tissues. Microparticulate DDS are claimed to have several advantages, such as
enhanced bioavailability, possibility for targeting delivery and minimally invasive
administration, together with greater efficacy/safety.
This PhD work describes attempts to develop particulate systems with potential application in
TE strategies. Microparticles based on natural origin polymers (starch and chitosan and blends
thereof) were used. In addition, a synthetic polymer (poly-e-caprolactone, PCL) was used alone
or combined with starch. For the preparation of these particulate systems, emulsion
procedures, based on evaporation of solvents or use of crosslinking agents, were optimized.
The developed systems were characterized in terms of morphology, physicochemical
properties, particle size and size distribution. Their potential as DDS either for antibiotics
(gentamicin sulphate, GTM), steroids (Dexamethasone, DEX) or growth factors (bone
morphogenetic protein 2, BMP-2) was evaluated with encapsulation efficiencies of 93% for
DEX, 67% for GTM and 24% for BMP-2. The release profiles were evaluated in environments
mimicking physiological conditions and were characterized by three main phases typical of
drug release from biodegradable carriers: i) burst release, ii) period of minimal release, and iii)
the release of the remaining active agent while the polymeric matrix is degraded.
The in vitro biocompatibility of the developed system was investigated using different cell lines
where aspects such as cytotoxicity, cell proliferation and morphology were evaluated.
Moreover, the maintenance of the activity/function of all entrapped molecules was
investigated. The antibacterial activity of released GTM was assessed by an in vitro disc
diffusion susceptibility test using Gram positive bacteria (Staphylococcus aureus) whereas the
bioactivity of DEX and BMP-2 was analyzed by determining their ability to induce osteogenic
differentiation of precursor cells. For the tested conditions, all developed microparticles were
non-cytotoxic, highly biodegradable and suitable as carriers for sustained delivery purposes.
The ability to isolate living cells is an essential aspect of TE research. Magnetic cell separation
methods are among the most efficient methods for cell separation. Therefore, an additional
objective of this work was to develop magnetic functionalized particles for cell isolation (e.g. stem cell subpopulations). Towards this goal, surface functionalized magnetic poly-e-
caprolactone microparticles (m-PCL) were fabricated. 13% of magnetite nanoparticles (core)
were effectively entrapped within a poly-e-caprolactone (shell). Amino and epoxy groups were
introduced on the surface of the m-PCL. The m-PCL were characterized for morphology,
particle size and size distribution, physicochemical and magnetic properties. Their
effectiveness for covalent coupling of protein-like molecules was evaluated by using bovine
serum albumin, resulting in coupling efficiency higher than 47% for epoxy and 71% for amino
functionalized m-PCL. Additionally, cell viability, proliferation and morphology upon contact
with developed microparticles were evaluated. The m-PCL were shown to be non-cytotoxic
and their surface functionalization did not show any detrimental influence on cell viability and
proliferation.
Overall, the developed microparticulate systems are versatile and very promising to be used in
TE strategies. Durante os últimos anos, tem havido um crescente interesse no desenvolvimento de sistemas
de libertação controlada para aplicação em estratégias de engenharia de tecidos (ET)
humanos. Os sistemas de libertação controlada podem ser utilizados com a finalidade de
melhorar o índice terapêutico de fármacos por alteração da sua distribuição e,
consequentemente, aumentar a sua eficácia terapêutica e/ou reduzir a sua toxicidade.
Diversas tecnologias têm sido desenvolvidas e optimizadas a fim de direccionar o potencial da
libertação controlada em aplicações de ET. Sistemas na forma de micropartículas para
libertação de agentes bioactivos apresentam diversas vantagens tais como controlo da sua
biodisponibilidade, possiblidade de direccionar a terapia e administração não invasiva.
O presente trabalho de doutoramento pretende avaliar e explorar a potencial de sistemas de
micropartículas para libertação controlada de agentes bioactivos em estratégias de ET de osso.
Para tal, foram desenvolvidas micropartículas à base de polímeros naturais, nomeadamente
misturas de amido e quitosano. Foi também usado o polímero sintético policaprolactona (PCL)
isolado ou combinado com amido. As partículas foram produzidas recorrendo a técnicas de
emulsão utilizando diferentes agentes reticuladores ou por evaporação de solventes. As
propiedades físico-químicas assim como a morfologia e o tamanho das partículas foram
avaliados de forma a caracterizar os sistemas desenvolvidos. Como agentes bioactivos foram
usados o antibiótico gentamicina (GTM), o corticóide dexametasona (DEX) e o factor de
crescimento proteína morfogenética do osso (BMP-2), tendo estes sido incorporados nos
sistemas desenvolvidos com eficiências de encapsulamento de 67%, 93% e 24%,
respectivamente.
Os perfis de libertação foram estudados de forma a mimetizar condições fisiológicas, tendo-se
observado três fases distintas: i) uma fase inicial em que ocorre libertação súbita do agente
incorporado, ii) período de libertação mínima e iii) libertação do agente activo remanescente
que ocorre com a degradação da matriz polimérica.
A biocompatibilidade dos sistemas desenvolvidos foi testada in vitro usando linhas celulares,
sendo avaliados parâmetros como a citotoxicidade, morfologia e proliferação celular. A
actividade dos agentes incorporados foi analisada por diferentes métodos. A actividade
antibacteriana da gentamicina libertada foi avaliadada pelo método da difusão em agar, que se
baseia na determinação dos halos de inibição do crescimento de um dado microorganismo
(bactéria Gram positiva Staphylococcus aureus). A actividade osteogénica dos agentes
encapsulados DEX e BMP-2 foi analisada através de estudos in vitro com células precursoras, tendo-se avaliado a sua morfologia, proliferação e viabilidade, bem como a expressão de
marcadores da linhagem osteogénica (e.g. ALP, osteocalcina).
Todas as partículas desenvolvidas mostraram ser biodegradáveis e não citotóxicas nas
condições testadas. Além disso, apresentam uma libertação controlada do agente incorporado
sem comprometer a sua acção, o que as torna adequadas para aplicações em estratégias de
ET.
É conhecido que algumas nanopartículas magnéticas apresentam um enorme potencial para
diversas aplicações biotecnológicas, nomeadadamente no isolamento de subpopulações de
células estaminais/precursoras. Estas partículas podem ser revestidas com um material
biocompatível e funcionalizadas com anticorpos específicos para determinado tipo de células.
De facto, este trabalho envolveu também o desenvolvimento de partículas magnéticas
funcionalizadas para o isolamento de células. Nanopartículas de magnetite foram revestidas
com uma solução polimérica de PCL de forma a obter partículas do tipo core-shell. As
partículas foram caracterizadas em termos de morfologia, tamanho e distribuição, sendo
também avaliadas as suas propriedades fisico-quimicas e magnéticas. Posteriormente foram
funcionalizadas com grupos epóxi e amino para ligação de proteínas na superfície. A sua
biocompatabilidade foi avaliada em estudos in vitro. As micropartículas magnéticas não
apresentaram citoxicidade nem afectaram a viabilidade e proliferação celulares, podendo ser
usadas para isolamento de células.
Em geral, pode afirmar-se que os sistemas de micropartículas desenvolvidas neste trabalho são
versáteis e apresentam grande potencial para serem aplicadas em estratégias de engenharia
de tecidos. Tese de doutoramento (ramo de conhecimento em Ciências e Tecnologia de Materiais/área de especialização em Biomateriais)