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  1. 1

    Caraterização química de amostras silvestres e comerciais de Achillea millefolium L.

    Publicação
    por Dias, Maria Inês
    Outros Autores: Barros, Lillian; Carvalho, Ana Maria; Alves, Rita C.; Oliveira, M. Beatriz P.P.; Ferreira, Isabel C.F.R.
    As plantas medicinais têm vindo a ser usadas desde tempos ancestrais e surgem hoje em dia como uma alternativa aos produtos sintéticos, devido à sua riqueza em compostos bioativos. Achillea millefolium L. pertence à família das Asteraceae e é vulgarmente conhecida como milefólio ou milfolhada, sendo muito comum em prados, caminhos, campos de cultivo e quintais. No presente trabalho, foram caracterizadas amostras comerciais e silvestres de A. millefolium em termos de composição nutricional e perfil em açúcares livres, ácidos orgânicos, ácidos gordos e tocoferóis, determinados por técnicas cromatográficas acopladas a diferentes detectores (HPLC-RI, HPLC-PDA, GC-FID e HPLC-fluorescência, respetivamente). Os hidratos de carbono, seguidos das proteínas, foram os macronutrientes maioritários em ambas as amostras. A amostra comercial mostrou um teor mais elevado de gordura, proteínas, cinzas, valor energético e açúcares totais A amostra silvestre revelou maior conteúdo em hidratos de carbono; também revelou a presença de rafinose, ácidos gordos polinsaturados e ácidos orgânicos. Relativamente aos tocoferóis, ambas as amostras revelaram um perfil muito semelhante, apesar da amostra silvestre ter mostrado uma maior concentração em tocoferóis totais. Os resultados obtidos são uma prova clara que as plantas usadas na medicina tradicional podem ter aplicabilidade não só em produtos caseiros mas também na indústria alimentar e farmacêutica como fonte de compostos bioativos.
    2019 artigo Portugal acesso aberto
  2. 2

    Caracterização do perfil fenólico de extratos aquosos de Matricaria recutita L. obtidos por decocção

    Publicação
    por Caleja, Cristina
    Outros Autores: Barros, Lillian; Oliveira, Maria Beatriz P.P.; Santos-Buelga, Celestino; Ferreira, Isabel C.F.R.
    As plantas aromáticas são usualmente utilizadas no nosso quotidiano na preparação de infusões e decocções por apresentarem benefícios comprovados para a saúde do consumidor. A presença de compostos fenólicos poderá ser responsável por esses efeitos. Neste trabalho, submeteram-se amostras de Matricaria recutita L. (camomila) a uma extração por decocção para posterior caracterização química por HPLC-DAD-ESI/MS. Nessa análise foram identificados dezanove compostos fenólicos dos quais nove flavonoides e dez ácidos fenólicos. Os ácidos fenólicos representaram o grupo maioritário presente nas decocções de M. recutita (23,66±0,27 mg/g de extrato liofilizado), no qual quatro compostos foram identificados como possíveis derivados do ácido cafeoil-2,7-anidro-3-desoxi-2-octulopiranosónico (CDOA), sendo o di-CDOA o ácido mais abundante (6,83±0,05 mg/g). De entre os flavonoides identificados (concentração total: 17,89±0,91 mg/g), o luteolin-O-glucurónido surgiu como o composto principal (4,80±0,54 mg/g). As flores de camomila poderão ser consideradas para obter ingredientes com propriedades bioativas para utilização individual ou incorporação em alimentos como conservantes naturais e/ou agentes funcionais.
    2019 artigo Portugal acesso aberto
  3. 3

    Caracterização do perfil fenólico do extrato aquoso e hidroetanólico de Rosmarinus officinalis L.

    Publicação
    por Ribeiro, Andreia
    Outros Autores: Caleja, Cristina; Barros, Lillian; Santos-Buelga, Celso; Barreiro, Maria Filomena; Ferreira, Isabel C.F.R.
    Desde a antiguidade, as plantas têm suscitado grande interesse pelos benefícios que trazem para a saúde humana. Em particular, algumas espécies de plantas, para além das suas características aromáticas, constituem uma fonte natural de diversos compostos bioativos nomeadamente compostos fenólicos, que têm sido associados a propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, entre outras. Neste trabalho, estudaram-se amostras de Rosmarinus officinalis L. fornecidas pelo Cantinho das Aromáticas Lda. (Vila Nova de Gaia). Prepararam-se duas tipologias de extratos, aquoso e hidroetanólico, que foram subsequentemente caracterizados por HPLC-DAD-ESI/MS. Relativamente ao extrato hidroetanólico, o extrato aquoso apresentou um teor de compostos fenólicos total superior, assim como concentrações dos compostos individuais superiores. O ácido rosmarínico foi o composto mais abundante em ambos os extratos.
    2019 artigo Portugal acesso aberto
  4. 4

    Plantas aromáticas usadas como condimentos: prevalência de ácidos gordos polinsaturados

    Publicação
    por Pereira, Carla
    Outros Autores: Barros, Lillian; Ferreira, Isabel C.F.R.
    Tradicionalmente, as plantas aromáticas são adicionadas para aprimorar o sabor aos alimentos e substituir o uso excessivo de sal ou condimentos com alto teor em gordura. Reconhecidas desde a antiguidade como alimentos funcionais, estas ervas continuam a ser recomendadas em dietas contemporâneas por fornecerem benefícios fisiológicos adicionais aos requisitos nutricionais mais comuns. De entre os compostos fitoquímicos responsáveis por estas propriedades, destacam-se os ácidos gordos, especialmente os ácidos gordos essenciais, que têm papéis fundamentais no crescimento e na manutenção de um estado equilibrado de saúde. Assim, o presente estudo teve como objetivo comparar a composição em ácidos gordos de vinte e seis espécies amplamente consumidas como condimentos, nomeadamente aneto, cebolinho, coentros, erva-peixeira, estragão, loureiro, malaguetas, orégãos, salsa, segurelha, tomilho-vulgar, manjerona, alecrim, alfazema, carqueja, erva-príncipe, funcho, hortelã-vulgar, hortelã-pimenta, limonete, manjericão, poêjo, salva, stévia, tomilho bela-luz e tomilho-limão. A técnica utilizada foi a de análise GC-FID (cromatografia gasosa com deteção por ionização de chama) e os resultados foram expressos em percentagem relativa dos diferentes ácidos gordos. Nos condimentos analisados, foram encontrados trinta e dois ácidos gordos diferentes, com prevalência de ácidos gordos polinsaturados (PUFA), seguidos dos ácidos gordos saturados (SFA) e monoinsaturados (MUFA). A carqueja revelou a percentagem mais elevada de SFA (60,12%), com a contribuição significativa dos ácidos palmítico (C16:0, 25,66%) e araquídico (C20:0, 13,39%). As malaguetas demonstraram uma prevalência de MUFA com elevadas percentagens de ácido oleico (C18:1n9, 19,26%), enquanto o cebolinho e o funcho apresentaram as maiores percentagens de PUFA, ambas com grandes percentagens de ácidos linoleico (C18:2n6; 22,85 e 24,38%, respetivamente) e α-linolénico (C18:3n3; 47,77 e 45,89%, respetivamente). Com este estudo foi possível aprofundar o conhecimento de várias plantas aromáticas, no que respeita à sua composição em ácidos gordos, permitindo corroborar a relevância da sua contribuição para uma melhorada nutrição.
    2019 artigo Portugal acesso aberto
  5. 5

    Alimentos tradicionais e inovação: uso de atmosferas modificadas e radiação ionizante na conservação da qualidade de azedas (Rumex sp.)

    Publicação
    por Pinela, José
    Outros Autores: Barreira, João C.M.; Barros, Lillian; Cabo Verde, Sandra; Antonio, Amilcar L.; Oliveira, M. Beatriz P.P. et al.
    O crescimento do setor dos vegetais embalados prontos a comer tem levado à introdução de novos produtos e à adoção de tecnologias de conservação mais eficientes, seguras e sustentáveis. Neste sentido, este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia de diferentes atmosferas de embalamento e de diferentes doses de radiação ionizante na conservação de azedas (Rumex induratus) armazenadas a 4°C durante 12 dias. Ambos os tratamentos tiveram efeitos positivos e negativos na qualidade das amostras. Tendo em conta a contribuição de todos os parâmetros analisados, foi possível concluir que o embalamento a vácuo foi a melhor opção para conservar a qualidade global das amostras durante o armazenamento, seguido do embalamento em atmosfera enriquecida em árgon. Este estudo destacou também o potencial das azedas na indústria dos alimentos minimamente processados.
    2019 artigo Portugal acesso aberto
  6. 6

    A influência da radiação por feixe de eletrões na composição nutricional de flores comestíveis de Bauhinia variegata L. provenientes do Brasil

    Publicação
    por Heleno, Sandrina A.
    Outros Autores: Villavicencio, Anna L.C.H.; Barros, Lillian; Ferreira, Isabel C.F.R.
    No presente estudo, flores de Bauhinia variegata L. foram submetidas a radiação por feixe de eletrões em diferentes doses (0,5 e 0,8 kGy) para efeitos de descontaminação e, seguidamente, analisadas em termos de parâmetros nutricionais: composição centesimal (humidade, proteínas, gordura, hidratos de carbono e cinza), perfil em açúcares livres (determinados por HPLC-RI) e em ácidos gordos (analisados por GC-FID) a fim de analisar a influência da radiação por feixe de eletrões nas propriedades nutricionais das amostras. O teor em cinza aumentou ligeiramente com o aumento da dose de irradiação assim como o teor em hidratos de carbono. O teor em proteínas diminuiu nas amostras irradiadas e o teor em gordura diminuiu nas amostras irradiadas a 0,5 KGy. O conteúdo em frutose, glucose e sacarose manteve-se sem alterações significativas, pelo que o teor em açúcares totais também não sofreu alterações. A percentagem de SFA e MUFA diminuiu com a dose de 0,8 kGy, contrariamente ao teor em PUFA que aumentou nas amostras irradiadas com 0,8 kGy. O processo de irradiação não afetou grandemente as características nutricionais, podendo ser útil na descontaminação de flores comestíveis.
    2019 artigo Portugal acesso aberto
  7. 7

    Irradiação gama como uma alternativa segura para preservar as características químicas e bioativas de plantas utilizadas para fins terapêuticos

    Publicação
    por Pereira, Eliana
    Outros Autores: António, Amilcar L.; Barreira, João C.M.; Barros, Lillian; Bento, Albino; Ferreira, Isabel C.F.R.
    As plantas usadas pela indústria requerem tecnologias de conservação e descontaminação eficazes a fim de garantir a sua utilização nas melhores condições. A irradiação é uma tecnologia capaz de descontaminar as plantas, mantendo as propriedades químicas, organoléticas, nutricionais e bioativas. Neste estudo avaliaram-se os efeitos da irradiação gama relativamente nas propriedades químicas, nutricionais e antioxidantes de várias plantas aromáticas e medicinais. Em geral, uma comparação entre as amostras não-irradiadas (controlo) e irradiadas mostrou que o tratamento por irradiação não causou alterações suficientes para definir um perfil químico específico. Assim, a irradiação gama (até 10 kGy) é uma tecnologia viável para as espécies estudadas.
    2019 artigo Portugal acesso aberto
  8. 8

    Atividade antioxidante de flores de amor-perfeito submetidas a radiações ionizantes

    Publicação
    por Koike, Amanda
    Outros Autores: Ferreira, Isabel C.F.R.; Villavicencio, Anna L.C.H.
    As flores comestíveis são cada vez mais usadas em preparações culinárias, sendo necessárias novas abordagens para melhorar a sua conservação e segurança. O tratamento de irradiação pode ser a resposta a estes problemas, garantindo a qualidade dos alimentos, prolongando o tempo de prateleira e promovendo a desinfestação de alimentos. As flores de Viola tricolor L. (amor-perfeito) são amplamente utilizadas em preparações culinárias, sendo também reconhecidas pelas suas propriedades antioxidantes e componentes bioativos. O objetivo deste estudo foi avaliar a atividade antioxidante de flores de V. tricolor submetidas ao processamento por radiação gama e feixe de eletrões a 0,5; 0,8 e 1,0 kGy. As propriedades antioxidantes foram avaliadas através dos ensaios da atividade captadora de radicais 2,2-difenil-1-picril-hidrazilo (DPPH), poder redutor e inibição da descoloração do β-caroteno. Os fenóis totais foram determinados utilizando o ensaio de Folin-Ciocalteu. As amostras irradiadas demonstraram uma atividade antioxidante mais elevada, especialmente as tratadas com 1,0 kGy, independentemente da fonte de radiação, apresentando uma maior capacidade de neutralização de radicais DPPH e inibição da descoloração do β-caroteno. Assim sendo, os tratamentos de irradiação aplicados demonstram ser uma tecnologia viável para incrementar o potencial antioxidante das pétalas de flores comestíveis.
    2019 artigo Portugal acesso aberto
  9. 9

    Caracterização química e propriedades bioativas de amostras de veneno de abelha obtidas no Nordeste de Portugal

    Publicação
    por Sobral, Filipa
    Outros Autores: Calhelha, Ricardo C.; Falcão, Soraia; Vilas-Boas, Miguel; Ferreira, Isabel C.F.R.
    O veneno de abelha (VA) ou apitoxina é um produto apícola que tem sido utilizado desde os tempos ancestrais para múltiplas finalidades, nomeadamente em medicina tradicional na apiterapia. Trata-se de uma mistura complexa de substâncias que lhe conferem propriedades bioativas. No presente trabalho, analisaram-se cinco amostras de VA obtidas a partir de Apis mellifera iberiensis de dois apiários diferentes (Aveleda e Milhão, na região de Bragança). Foram, caracterizadas quimicamente e avaliadas quanto às suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e citotóxicas. A análise das amostras por LC-DAD-ESI/MSn demonstrou que a melitina (MEL) era o composto maioritário, seguido da fosfolipase A2 (PLA2) e da apamina (APA). Todas as amostras demonstraram atividade antioxidante, medida pela capacidade captadora de radicais livres, poder redutor e inibição da peroxidação lipídica, e anti-inflamatória, determinada pela capacidade de diminuir a formação de NO em macrófagos de rato (RAW 264,7). No entanto, não foi observada uma relação direta entre as propriedades bioativas mencionadas e o perfil químico (qualitativo ou quantitativo) das amostras. Os resultados obtidos evidenciam, sim, que existem concentrações específicas, nas quais estes compostos são mais ativos (e.g., presentes na única amostra obtida no apiário de Aveleda). As amostras de VA demonstraram também propriedades citototóxicas semelhantes para todas as linhas celulares tumorais testadas (MCF-7, NCI-H460, HeLa e HepG2), sendo as linhas MCF-7 (carcinoma de mama) e HeLa (carcinoma cervical) as mais suscetíveis. Apesar disso, as amostras estudadas parecem não ser adequadas para o tratamento de carcinoma de mama, hepatocelular e cervical porque, nas concentrações ativas, as amostras também foram tóxicas para células não tumorais (cultura primária de células de fígado de porco, PLP2). Relativamente ao carcinoma do pulmão, o VA deve ser utilizado abaixo da concentração tóxica para as células não tumorais. Em geral, o presente estudo evidenciou o enorme potencial bioativo do VA, sendo o primeiro trabalho realizado com amostras Portuguesas.
    2019 artigo Portugal acesso aberto
  10. 10

    Utilização de plantas como ingredientes bioativos e aditivos naturais em queijo de ovelha

    Publicação
    por Carocho, Márcio
    Outros Autores: Bento, Albino; Morales, Patricia; Ferreira, Isabel C.F.R.
    A inovação em alimentos tradicionais Portugueses pode ser um fator de diferenciação e dinamizador da indústria alimentar. Em linha com a tendência de mercado de impulsionar o consumo de alimentos mais saudáveis, foram incorporadas plantas (material seco e extratos aquosos obtidos por decocção) em lotes de queijo de ovelha. As plantas usadas foram flores de castanheiro (Castanea sativa Mill.), cidreira (Melissa officinalis L.) e manjericão (Ocimum basilicum L.). As incorporações no queijo foram efetuadas durante o seu fabrico, maturando durante um mês na empresa Queijos Casa Matias. Ao fim desse tempo foram sujeitos a vários ensaios após chegada ao laboratório e após seis meses de modo a verificar as alterações durante a maturação. Foi analisada a atividade antioxidante, bem como a composição nutricional, ácidos gordos individuais e minerais. Ficou patente que as plantas e os seus extratos funcionalizaram os queijos, conferindo-lhe bioatividade. A nível nutricional, os nutrientes mais abundantes foram as proteínas e a gordura. Em relação aos ácidos gordos individuais, o mais abundante foi o ácido palmítico (C16:0) seguido do ácido oleico (C18:1). Os ácidos gordos saturados prevaleceram, seguidos dos monoinsaturados. Quanto aos minerais, os mais abundantes foram o cálcio e o sódio. Ao nível da conservação, a incorporação das plantas nos queijos resultou numa diminuição de humidade mais rápida, reduzindo o risco de contaminação por microrganismos, ao mesmo tempo que permitiu a conservação de alguns ácidos gordos insaturados. Por outro lado, a funcionalização dos queijos permitiu conferir algumas propriedades benéficas à saúde.
    2019 artigo Portugal acesso aberto