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  1. 1

    O Outro lado da Imagem

    Publicação
    por Pinhal, Teresa
    A imagem acompanha o dia-a-dia dos alunos, pelo que se torna imperativo que esteja integrada nas aulas, fazendo-se uso de todas as suas possibilidades. O desafio é saber como se pode intervir marcando a diferença e explorando as potencialidades mais imprevistas.Um caminho possível será envolver os alunos na subjetividade inerente à imagem e na capcidade que esta tem para despertar emoções e estimular a imaginação, ao mesmo tempo que os conhecimentos prévios são valorizados como ponto de partida para a narrativa da aula de geografia.Dar a oportunidade aos alunos de apreenderem e interpretarem o que lhes é apresentado, sem que o professor coloque barreiras ou estabeleça enquadramentos rígidos de interpretação, é a proposta que sai deste pequeno projeto de estágio pedagógico.Com a aproximação entre a imagem e o aluno obtiveram-se resultados positivos quanto à atenção, motivação e à mobilização de conhecimentos dentro da sala de aula, assim como no que diz respeito à compreensão de vários temas em estudo.
  2. 2

    GEOMOVE…porque todos somos migrantes

    Publicação
    por Pacheco, Elsa
    Outros Autores: Soares, Laura Maria; Costa, António; Ferreira, Ana
    Integrado no Projeto Sociedade, Escola e Investigação, uma iniciativa da Câmara Municipal do Porto que promove a articulação entre estudantes e docentes/investigadores de estabelecimentos do ensino básico/secundário e superior (faculdades e centros de investigação), apresenta-se o trabalho desenvolvido pela parceria estabelecida entre a Escola Secundária Alexandre Herculano e a Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Este trabalho, designado GEOMOVE – Reconstrução de Fluxos Migratórios, tem como objectivo principal perceber os contextos espaciais implicados na ‘história de vida’ dos estudantes e dos seus familiares, visando sensibilizar os intervenientes para um fenómeno atual – as migrações – através de um desenho conceptual e metodológico que se enquadra nos princípios da Educação para a Cidadania. Através da aplicação de um inquérito online, cujos resultados foram analisados estatisticamente e cartografados, de acordo com diferentes etapas que envolveram todos os intervenientes, demonstra-se como através de um trabalho projeto que envolve o espaço de vivência dos estudantes estes são sensibilizados para um problema real, envolvendo-os num estudo que, contribuindo para a sua ‘cultura científica’, pode ser a base do desenvolvimento de uma postura mais ativa perante os problemas da sociedade.
  3. 3

    Meio local e educação geográfica. Uma experiência de aprendizagem

    Publicação
    por Lemos, Andreia Brasil
    A formação de alunos autónomos, reflexivos e ativos na sociedade depende muito das estratégias desenvolvidas pelos docentes, no sentido de tornar o conhecimento disciplinar mais apelativo no quadro da formação educacional geral e da vida dos alunos. É neste contexto que um professor reflexivo pode tornar este processo mais significativo para o aluno. A reflexão é fundamental à construção de novos saberes, é uma capacidade que se desenvolve ao longo do tempo e que se adapta a cada circunstância no ensino. É, por isso, um procedimento cíclico que se (re)constrói mediante cada nova abordagem. Enquanto professores, vamos adquirindo, com o tempo, novas experiências, equacionamos a nossa prática, repensamos metodologias e refletimos mediante os resultados mais ou menos favoráveis. Tentamos, assim, melhorar a forma como ensinamos e o modo como os alunos apreendem. Este artigo apresenta de um projeto que se centra no saber do aluno, no meio local e na reflexão. Mediante o trabalho de campo, visitas de estudo, a realização de entrevistas à população local e a análise de registos fotográficos, no projeto “O mesmo caminho com os olhos de ontem, de hoje e de amanhã – desafios da Geografia local” os alunos partem do saber histórico e cultural do meio onde vivem para a construção de uma aprendizagem autónoma e mais significativa. Parte-se da análise das dinâmicas geográficas atuais e da elaboração de uma retrospetiva do tempo e do espaço em estudo para se projetarem desafios futuros para o lugar onde vivem, com o objetivo de desenvolver a construção do conhecimento autónomo do aluno baseado no espírito crítico de forma a promover a responsabilidade para a cidadania.
  4. 4

    “Mas, esta prova não avalia conhecimentos!” – O (des)interesse pelos Exames Nacionais

    Publicação
    por Lemos, Paulo
    Outros Autores: Ribeiro, Salomé; Rocha, Júlio
    Por muito que se possa argumentar sobre a importância dos Exames Nacionais para avaliar o sucesso/insucesso dos alunos e aferir a qualidade do ensino (português), todos temos consciência que não há sistemas de avaliação perfeitos e os que possuímos dividem a comunidade escolar, sendo perspetivados como mais (in)justos e (in)verosímeis.Partindo de questões problemáticas como “Em que medida é que os Exames Nacionais refletem uma conceção problematizadora para os nossos alunos?” ou “Preparam-se as aulas e o ano letivo em função dos Exames Nacionais ou das prioridades e das dificuldades das nossas turmas?”, tanto os alunos do 11º ano de escolaridade da Escola Secundária António Nobre (Porto), através da aplicação de um inquérito por questionário, como as docentes da disciplina de Geografia da mesma instituição, através da realização de uma breve análise S.W.O.T., manifestaram as suas  posições relativamente ao tema em causa.É de se realçar que, embora com reações, opiniões e perspetivas muito diferentes, uma coisa é certa: a avaliação assume-se como um elemento integrante e regularizador da prática educativa. Nesta medida, o melhor que poderemos fazer é encarar os Exames Nacionais dos Ensinos Básico e Secundário numa perspetiva de sucesso, de progressão e de prossecução dos objetivos individuais de cada aluno e não julgados como meros agentes de seleção, de exclusão e de insucesso.
  5. 5

    Formação de professores de geografia no Brasil a partir do contexto da educação superior à distância

    Publicação
    por Berat, Marcio
    O presente artigo tem como objetivo investigar de forma crítica e qualitativa o discurso encontrado na política educacional de formação de professores a distância, no qual se insere a grande maioria dos projetos de educação superior a distância em andamento no país, procurando para isso trabalhar em duas questões: 1) Compreender a criação e funcionamento do Programa de Formação Inicial para Professores do Ensino Fundamental e Médio (Pró-Licenciatura) e da Universidade Aberta do Brasil (UAB), como objeto os cursos de licenciatura em geografia; 2) Entender como essa configuração influenciada por políticas de organismos internacionais, sob a aparência de ampliação do acesso à educação, se apresenta atualmente na base do processo de privatização da educação brasileira, configurando-se pela ausência de institucionalização nas instituições publicas de ensino superior.
  6. 6

    Criar asas: dos desafios da formação de professores de geografia na pós-modernidade

    Publicação
    por Cachinho, Herculano
    Este artigo aborda os problemas da formação de professores e da inovação na educação geográfica. Na atualidade, a sociedade portuguesa vive uma profunda falta de sincronia entre a formação que é dada aos professores e os papéis que se espera que estes sejam capazes de desempenhar na escola. Este mal-entendido, com os seus paradoxos, ambiguidades e contradições, torna-se não só uma fonte de desorientação dos professores, mas também num importante fator de bloqueio para a inovação e a mudança das práticas na educação geográfica. Na nossa perspetiva, isto acontece porque as universidades formam os professores simplesmente para ensinarem geografia, mas a sociedade espera que estes na escola eduquem os jovens geograficamente através do desenvolvimento de um conjunto de experiências de aprendizagem significativas. Considerados frequentemente como sinónimos, esquecemo-nos que ensinar e educar raramente coincidem, tal como acontece com a relação entre o ensino e a aprendizagem. A tese que aqui se defende é ilustrada através de uma experiência de aprendizagem desenvolvida pelos professores estagiários no ano letivo de 2004/2005.
  7. 7

    Potencialidades da Pordata no ensino (da Geografia)

    Publicação
    por Moreira, Ana
    A definição de novas competências, num contexto de mudança decorrente da evolução tecnológica das últimas décadas e do fenómeno da globalização, tem colocado às instituições de ensino novos e constantes desafios obrigando a um processo de reflexão sobre a função da Escola e o papel dos professores na formação das novas gerações. Neste artigo apresentamos um projeto implementado com uma turma do Ensino Secundário de um Curso Profissional, que nasceu da necessidade de repensar e adequar as práticas pedagógicas e as metodologias de trabalho às novas realidades tecnológicas, tirando partido da potencialidade de uma base de dados digital – a Pordata. A facilidade de acesso à informação permitida pela Internet e a existência de bases de dados permanentemente atualizadas e credíveis, como a Pordata, criam novas oportunidades que devemos explorar para ajudar os alunos a encontrar sentido nas aprendizagens que realizam respondendo aos desafios atuais. O objetivo central do projeto foi criar situações de aprendizagem que permitam aos alunos adquirir ou aperfeiçoar competências enquadradas nos perfis atuais, designadamente as que dizem respeito à pesquisa, análise e avaliação da informação, bem como competências cívicas relacionadas com a formação de opiniões baseadas em dados fidedignos, utilizando as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e adotando práticas de trabalho colaborativo. Os resultados obtidos demonstram que é possível o docente adotar a posição de mediador das aprendizagens responsabilizando os alunos pela construção do seu próprio conhecimento, incentivando a sua autonomia e interação entre pares, numa perspetiva orientada segundo os princípios da Educação para a Cidadania.
  8. 8

    Saídas de Campo no Ensino da Geografia: Uma Metodologia Ainda Atual?

    Publicação
    por Fontinha, Filipa
    De acordo com o ideário científico e pedagógico vigente, o profissional da educação seleciona estratégias, implementa atividades didático-pedagógicas adequadas ao contexto da ação educativa e reflete sobre as suas práticas. Atualmente, privilegiam-se as metodologias ativas, em que o aluno tem um papel central na descoberta e na construção da sua própria aprendizagem e o professor surge como o promotor e o orientador dessas mesmas aprendizagens. No ensino da Geografia, a implicação do discente na resolução de problemas com expressão espacial, muitas vezes à escala local, promove uma atitude mais interventiva, responsável e crítica contribuindo, simultaneamente, para a sua formação cívica e para a educação geográfica. Com base neste modelo de ensino, consideramos que a promoção de atividades didático-pedagógicas realizadas fora do contexto sala de aula apresenta grande valor educativo.A relação da Geografia com a observação direta remonta à sua origem. Desde cedo, o trabalho de campo foi considerado uma metodologia essencial no estudo da Geografia, na sua dupla vertente: científica e pedagógica. Contudo, ao longo do tempo, a adoção de Saídas de Campo não foi, um processo linear nem imediato. Os momentos de afirmação desta metodologia aconteceram segundo os interesses de cada escola, o paradigma vigente e as exigências históricas e económicas próprias de cada época. Algumas vezes, os avanços foram travados por ruturas na evolução do pensamento geográfico e estas descontinuidades fizeram com que a prática de campo fosse valorizada de forma intermitente. 
  9. 9

    O ensino da Geografia em França nos meados do século XX. Testemunho da Professora Suzanne Daveau

    Publicação
    por Costa, José
    Suzanne Daveau (1925-), Docteur ès Lettres pela Universidade de Paris-Sorbonne (1957), personalidade marcante da Geografia portuguesa, foi professora do ensino primário (Paris, 1945), secundário (Gap, 1949/50 e Lille, 1952/53) e superior, nas Universidades de Besançon (1950/52 e 1964/65), Dakar (1960/64), Reims (1967/68) e Lisboa (1970/93). Investigadora do Centre National de la Recherche Scientifique (1953/1966) e do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa (1966/2012), onde coordenou dezenas de projetos de investigação científica e orientou numerosas dissertações de Doutoramento, foi co-fundadoura de Finisterra – Revista Portuguesa de Geografia. A sua bibliografia conta mais de 300 títulos repartidos por vários domínios da Geografia, particularmente, da Geomorfologia, Climatologia, Geografia regional, Geografia histórica, História da Geografia e da Cartografia, e Cartografia temática. É Doutora Honoris Causa pelas Universidades de Lisboa (1997), Coimbra (1998) e Porto (2001), e Chevalier de l’Ordre du Mérite Sénégalais (1964), Chevalier de l’Ordre National du Mérite (1981) e Grande Oficial da Ordem de Santiago da Espada (2002).
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    Nota Editorial

    Publicação
    por Pacheco, Elsa
    Outros Autores: Soares, Laura