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    Estudo comparativo dos doentes da consulta de hipocoagulação oral do Centro Hospitalar Tâmega e Sousa, no período compreendido entre o primeiro semestre de 2007 e o primeiro semest...

    Publicação
    por Rocha, Marina da Conceição Pereira da
    Com base na eficácia demonstrada no tratamento e prevenção de doenças tromboembólicas venosas e arteriais, o uso da terapêutica anticoagulante generalizou-se, significativamente, nos últimos anos. Sendo assim é de extrema importância a sua correta monitorização. A terapêutica anticoagulante oral é monitorizada segundo o Tempo de Protrombina (TP), atualmente é calculado como a Razão Normalizada Internacional (INR). Visto a terapêutica anticoagulante estar associada a algum um risco quer trombótico quer hemorrágico, é crucial que o teste laboratorial (TP-INR) reflita, o mais próximo possível, o que se passa com os doentes, para que representem com acuidade a resposta do doente aos fármacos anticoagulantes. A realização deste estudo pretende comparar, analisar e avaliar o funcionamento da consulta de hipocoagulação oral e sua evolução no período compreendido entre o primeiro semestre de 2007 e 2012, através da monitorização contínua de todo este processo, utilizando múltiplos indicadores da qualidade de forma a contribuir para a que os doentes estejam o maior tempo possíveis em níveis terapêuticos O Serviço de Imunohemoterapia (SIH) do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), certificado pela ISO 9001/2008 é constituído pelas Unidade São Gonçalo (USG) e Unidade Padre Américo (UPA) e, utiliza softwares informáticos na gestão e monitorização da terapêutica em doentes hipocoagulados nomeadamente, o HyTGold (Izasa). Neste estudo foram identificados os utentes que realizaram consulta na UPA no período definido para o presente trabalho, procedendo-se à análise e tratamento estatístico dos indicadores da qualidade. Os resultados, independentemente do indicador de qualidade analisado, testemunham da boa qualidade da monitorização da consulta de hipocoagulação oral do SIH do CHTS, tendo permitido aferir sobre o funcionamento da consulta e sua evolução nestes dois semestres.
    2013 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  2. 2

    Qualidade na fase pré-analítica - identificação e estudo comprarativo dos erros pré analíticos num laboratório de análises clínicas em amostras biológicas e implementação de medida...

    Publicação
    por Costa, Cristina Rodrigues da
    Atualmente, o controlo de qualidade dos laboratórios de análises clínicas é cada vez mais exigente, focando-se, essencialmente, na fase analítica propriamente dita. No entanto, o trabalho laboratorial começa no momento do pedido analítico, terminando na entrega dos resultados ao médico. Portanto, a fase pré e pós-analítica não devem ser negligenciadas na procura de melhorias a nível de qualidade (1). De facto, segundo vários autores, pelo menos 55% dos erros laboratoriais ocorrem na fase pré-analítica (1, 2, 3, 4, 5). São várias as etapas da fase pré-analítica susceptíveis de erros, tais como os testes pedidos, a colheita, identificação, acondicionamento e transporte das amostras, bem como a sua qualidade (hemólise, lipémia, presença de coágulo, volume insuficiente, razão anticoagulante/amostra, etc) e aliquotagem, a abertura de ficha no laboratório, entre outros. A partir de ações informativas e corretivas, espera-se diminuir a frequência dos diversos erros que vão surgindo rotineiramente de forma a melhorar a qualidade e diminuir os custos do laboratório.
    2013 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  3. 3

    Identificação da refratariedade plaquetária em recém-nascidos

    Publicação
    por Silva, Angelina Maria Saraiva Vieira da
    A trombocitopenia neonatal aloimune (TNAI) é a causa mais comum de trombocitopenia isolada no recém-nascido saudável, com uma incidência que varia entre 1:2000 a 1:3000 nados vivos, devendo-se à destruição das plaquetas fetais/neonatais induzida por aloanticorpos plaquetários maternos dirigidos contra antigénios plaquetários fetais herdados do pai, ocorrendo, no entanto, na primeira gravidez, em mais de 50% dos casos1. O tratamento desta identidade clínica passa na maior parte dos casos pelo recurso à transfusão de componentes sanguíneos plaquetários, o controlo da eficácia do procedimento transfusional fica restrito à avaliação do médico assistente, e na grande maioria dos recém-nascidos observa-se que desenvolvem refratariedade plaquetária. Em termos laboratoriais, o controlo de transfusão de plaquetas é feito pelo cálculo do incremento corrigido da contagem (ICC) ou da percentagem de recuperação plaquetária pós-transfusão (RPP), prática raramente observada nos serviços de Imunohemoterapia. Para o cálculo do ICC e RPP utilizam-se as seguintes fórmulas: ICC= (Nº Plaquetas Pós-transfusão – Nº Plaquetas Pré-transfusão) X 1011 x SC (m2) Nº Plaquetas x1011 RPP (%)= (Nº Plaquetas Pós-transfusão – Nº Plaquetas Pré-transfusão) x1011 x VS (mL) Nº Plaquetas x1011 Quando o incremento é insatisfatório, o recém-nascido é denominado como “refratário” à transfusão de plaquetas. De forma geral, a refratariedade é definida de acordo com os valores do incremento corrigido com 10-60 minutos e com 18-24 horas após a transfusão e devem ser iguais ou inferiores a 5.000 e 2500 plaqueta/μL, respetivamente. Os valores que indicam refratariedade apresentam percentagem de RPP menor que 20% até uma hora ou menor que 10% com 16 horas. Enquanto a contagem de plaquetas uma hora após a transfusão avalia, principalmente, a ii resposta imediata à transfusão, a contagem com 24 horas monitoriza a sobrevida das plaquetas.2 A definição do limiar de refratariedade à transfusão de plaquetas com base no ICC e no RPP é muito útil, desde que os resultados sejam bem interpretados. No contexto clínico, é considerado importante o aumento maior ou igual a 20% no ICC (5×109 plaquetas/L com uma hora e 2,4×109 plaquetas/L com 24 horas) e no intervalo até próxima transfusão (≥8,4 horas).2 Se o ICC (com colheita após uma hora da transfusão) for inferior a 5000/μL no mínimo após dois eventos transfusionais, considera-se que a transfusão foi ineficaz e o paciente apresenta refratariedade plaquetária de causa imune e, se estamos na presença de aloanticorpos plaquetários, sendo considerado de importância clínica e o causador de ineficácia à transfusão de plaquetas. Se o ICC (com colheita após uma hora de transfusão) for superior ou igual a 5.000/μL considera-se a transfusão eficaz e o paciente sem refratariedade plaquetária de causa imune, independente da presença ou não de anticorpos. Se o anticorpo estiver presente, não manifestou importância clínica para a transfusão.
    2013 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  4. 4

    Doenças auto-imunes da tiróide: associação com gastrite auto-imune

    Publicação
    por Marinho, Ana Sofia santos
    As patologias auto-imunes da tiróide, incluindo tiroidite linfocítica crónica e doença de Graves, são doenças auto-imunes específicas de órgão, caracterizadas por infiltração linfocítica da tiróide. Auto-anticorpos contra antigénios da tiróide (anticorpos anti-peroxidase tiroideia, anti-tiroglobulina e anti-receptor da tirotropina), são frequentemente encontrados no soro dos doentes. A gastrite atrófica é uma alteração que afecta a mucosa corporal e quando associada com anemia perniciosa é frequentemente considerada auto-imune, suportada pela presença de anticorpos anti células parietais e anti factor intrínseco. Associações com outras doenças auto-imunes específicas de órgão são frequentes, nomeadamente doenças auto-imunes da tiróide. Gastrite auto-imune e anemia perniciosa são doenças auto-imunes comuns, com uma frequência respectiva de 2 e 0,1-1% na população em geral, aumentando com a idade. Em doentes com doença tiroideia auto-imune a prevalência é igualmente elevada. O ataque auto-imune às células parietais resulta numa diminuição da secreção ácida, hipergastrinemia, anemia ferropénica e anemia perniciosa com défice de vitamina B12, conduzindo a um risco aumentado de desenvolvimento de cancro gástrico e tumores carcinóides. Desta forma, o diagnóstico precoce de gastrite atrófica auto-imune será relevante para tratar e prevenir a evolução destas situações. Dados recentes evidenciam que a infecção por Helicobacter pylori, capaz de induzir atrofia da mucosa gástrica, pode ser o iniciador da auto-imunidade gástrica, sendo no entanto difícil distinguir claramente entre atrofia gástrica auto-imune e gastrite atrófica induzida por Helicobacter pylori. Apesar da frequente associação de auto-imunidade tirogástrica, não está bem definido a necessidade de determinações sistemáticas de anticorpos anti células parietais em doentes diagnosticados com doença auto-imune da tiróide, o que justifica desta forma um estudo nesta área, no Centro Hospitalar São João. Dos 463 doentes com doença auto-imune da tiróide, 414 (89%) tinham tiroidite auto-imune classificados pela positividade de anti-peroxidase tiroideia (308 ± 345 UI/mL) e/ou anti-tiroglobulina (139±248 UI/mL) e 49 (11%) tinham doença de Graves classificados com base na presença de anti-receptor da tirotropina positivos e pelos níveis séricos de hormona estimulante da tiróide. O diagnóstico de gastrite auto-imune foi laboratorialmente confirmado em 120 doentes e a prevalência de anti células parietais positivos (ACPs) foi semelhante nas duas patologias auto-imunes da tiróide. Quanto aos anticorpos anti-factor intrínseco a sua positividade em cada uma das doenças auto-imunes da tiróide é muito inferior à verificada para os ACPs, com distribuição idêntica em ambas as patologias. Cerca de 14% dos doentes com doença auto-imune da tiróide apresentavam anemia. No entanto a prevalência de ACPs é semelhante nos casos com e sem anemia. Relativamente ao Helicobacter pylori, concluímos que no nosso estudo as determinações de serologia são raramente solicitadas nas doenças auto-imunes da tiróide (3 de 471 doentes) e mesmo nos casos de tiroidite que se associam a ACPs positivos (2 de 107 casos), o que sugere que a possível associação a esta infecção, não tem sido considerada clinicamente. Do mesmo modo, a investigação da auto-imunidade gástrica é realizada num número reduzido de casos.
    2013 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  5. 5

    Determinação de metabolitos piretróides na urina

    Publicação
    por Silva, Isabel Cristina Meneses Monteiro da
    Inseticidas são pesticidas usados contra um amplo espectro de pragas (insetos), normalmente são usados com o objectivo de aumentar a produção agrícola. Devido à acumulação de organoclorados no ambiente e nos animais estes pesticidas foram banidos desde 1970. Após esta proibição, os inseticidas organofosforados (atualmente também proibidos) e os piretróides (PYRs) começaram a ser aplicados em maiores quantidades, devido ao seu baixo nível de toxicidade para os humanos. PYRs sintéticos são inseticidas mais potentes e eficazes que as piretrinas naturais. Devido ao seu vasto leque de aplicações: uso doméstico (tapetes, têxteis, plantas), veterinário (ectoparasiticidas) e saúde pública, não são apenas agricultores e trabalhadores da indústria química que estão expostos a este tipo de pesticidas, mas também os consumidores. O ser humano pode estar exposto aos pesticidas através da inalação, da ingestão e da exposição dérmica. O metabolismo dos PYRs em seres humanos ocorre rapidamente através das enzimas carboxilesterases (essencialmente a nível hepático). Os metabolitos são eliminados na urina como forma de destoxificação do organismo. Foi demonstrado que após a exposição à ciflutrina, 93% dos metabolitos deste composto são eliminados durante as primeiras 24h. Na exposição de curto prazo podem-se observar uma variedade de sintomas reversíveis, tais como tonturas, dor de cabeça, irritação da pele e nariz e parestesia. A exposição a longo prazo pode estar relacionada com a doença de Parkinson. Os principais metabolitos encontrados com mais frequência na urina são o ácido 3 fenoxibenzóico (3-PBA), o ácido 3 - (2,2-diclorovinil) -2,2 dimetilciclopropano-1- carboxílico (DCCA) e o ácido crisântemo dicarboxílico (CDCA). O metabolito 3-PBA é um metabolito não específico, mas é o mais frequentemente encontrado em pesticidas piretróides como a permetrina, cipermetrina, deltametrina, sumitrin, etofenprox, e cialotrina, Este metabolito tem sido usado como o biomarcador mais sensível para determinar a exposição a este tipo de pesticidas. O principal objetivo deste estudo foi a otimização e validação do método para a determinação de metabolitos de pesticidas piretróides na urina; quantificação da exposição a este tipo de pesticidas num grupo de 87 voluntários do Norte de Portugal com idades até aos 35 anos. A metodologia utilizada foi: extração em fase sólida (SPE), derivatização e quantificação utilizando a cromatografia gasosa com espetrometria de massa. O limite de deteção (LOD) e de quantificação (LOQ) para o metabolito estudado é 0,2 μg/L e 0,6 μg/L, respetivamente. As concentrações do metabolito 3-PBA encontradas na urina na população estudada variaram entre <LOD e 114,5 μg / L. Ao comparar as concentrações obtidas nas estações de outono/inverno e primavera/verão concluiu-se que as concentrações de 3-PBA nas estações outono/inverno (1,07 mg/L) foram significativamente inferiores às encontradas nas estações primavera/verão (4,15 mg/L). As urinas de pessoas que fizeram o tratamento para piolhos apresentaram concentrações que variaram entre 14,6 mg/L e 114,5 mg/L. Os resultados obtidos indicam que as pessoas que vivem no meio rural apresentaram concentrações do metabolito 3-PBA mais elevadas do que a população que vive no meio urbano. Compararam-se os níveis de 3-PBA em dois grupos de profissões. Um grupo com profissões de risco de exposição a pesticidas e outro grupo com profissões que não têm exposição aos pesticidas. As concentrações encontradas nas urinas do grupo com provável exposição aos pesticidas apresentaram concentrações superiores às urinas do grupo com profissões sem exposição aos pesticidas. Após a análise estatística pelo SPSS (Statistical Package for the Social Sciences) versão 16 para Windows, usando testes específicos (Shapiro Wilk, Kolmorg-Smirnov, Spearman e Kolmogorov-smirnorv), concluímos que algumas fontes de exposição têm impacto significativo nas concentrações encontradas na urina. Estas fontes são: local de residência, alimentação, profissão, tratamento para piolhos e uso de alguns produtos contra traças.
    2011 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  6. 6

    RNA and microRNA profiling for the determination of post mortem interval

    Publicação
    por Silva, Fernanda Patrícia Sampaio
    O Intervalo post mortem (PMI) representa o período de tempo decorrido entre a morte e a altura em que o cadáver é encontrado. A determinação precisa do PMI é uma das informações mais importantes na altura da autópsia, sendo crucial para a investigação criminal, civil e forense. Apesar da variadíssima literatura acerca deste assunto, a determinação precisa do PMI ainda apresenta muitas dificuldades, mesmo para patologistas experientes. Atualmente, existem múltiplas técnicas para determinar o PMI que englobam métodos de várias áreas das ciências forenses. Os patologistas forenses avaliam normalmente processos físicos (temperatura corporal, livor mortis), físico-químicos (rigor mortis), bioquímicos (concentração de eletrólitos, atividade enzimática), microbiológicos (decomposição) e entomológicos. No entanto, todos estes métodos são imprecisos no cálculo do PMI, dando-nos na melhor das hipóteses uma estimativa, que só deverá ser aceite após a consideração de todos os fatores que possam influenciar os resultados. Idealmente, para determinar de forma precisa o PMI, será necessário um parâmetro que altere constantemente, o qual se possa correlacionar com o tempo da morte. A degradação post mortem dos ácidos nucleicos parece ter esta característica. Com os avanços da biologia molecular, a análise da degradação ao longo do tempo dos ácidos nucleicos (DNA e RNA) tem desempenhado um papel fundamental na medicina, assim como nas ciências forenses. Neste contexto, o potencial do RNA nas ciências forenses tem sido estudado com vários objetivos, como a identificação de fluidos corporais, a determinação do tempo das amostras biológicas através da análise da degradação do RNA e a determinação do PMI. A estimativa do PMI, baseada somente na degradação do mRNA, pode ser limitada por vários fatores físicos e químicos que ocorrem no momento na morte ou durante o PMI. Por outro lado, o perfil do microRNA (miRNA) oferece grandes vantagens quando comparado com o mRNA. Estas pequenas sequências de RNA não codificante têm demostrado uma maior estabilidade e são muito mais sensíveis e específicas do que todos os métodos usados em ciências forenses para a quantificação de mRNA. Contudo, o seu potencial na estimativa do PMI é, até agora, desconhecido. Este trabalho teve como objetivo caracterizar a degradação do RNA e do miRNA em diferentes matrizes biológicas, assim como desenvolver um modelo matemático que possa ser usado como método auxiliar para uma determinação mais x precisa do PMI. Foi proposta uma avaliação combinada da degradação do mRNA e do miRNA, o que poderá trazer grandes vantagens em relação aos métodos atuais, uma vez que não existe um método fiável e preciso para estimar o PMI. Foi realizada uma cinética de 11 horas, com um “checkpoint” a cada hora para análise do RNA total extraído do coração, musculo esquelético, fígado e pâncreas de um modelo murino. O perfil de degradação do RNA total foi avaliado no RNA electrophoresis (ExperionTM Bio-Rad), através do indicador da qualidade do RNA (RQI). A transcrição de vários genes referência (Tropomiosina, Albumina, Beta-Actina, GAPDH, 18S rRNA, HPRT, Ciclofilina, BHMT, MLCK, SRP72, Cyp2E1 e RPS29) foi analisada através de PCR quantitativo em tempo real e expressa pelos valores de threshold cycle (Ct). Para diminuir possíveis erros, todos os resultados foram normalizados relativamente aos valores de Ct do gene RPS29. A análise quantitativa da transcrição nestes órgãos permitiu a identificação de genes que se correlacionam com o PMI de forma específica em cada órgão. Exceto a Tropomiosina e a Cyp2E1, todos os genes demonstraram uma degradação gradual com o tempo no músculo-esquelético, enquanto no coração não foi encontrada qualquer correlação significativa. Além disso, a Albumina, o GAPDH e a Cyp2E1 foram identificados no fígado como tendo a melhor correlação (p<0,0001). Contrariamente, todos os miRNA estudados permaneceram inalterados durante o PMI, o que confirma a sua alta estabilidade. A relação destes genes estáveis (miRNA) com os degradáveis (mRNA) será usada para o desenvolvimento de um modelo matemático com valor preditivo na determinação do PMI. Este estudo poderá fornecer um novo paradigma na estimativa do PMI e tornarse num método complementar aos tradicionais. O modelo matemático será, posteriormente, aplicado em amostras recolhidas a partir de cadáveres intatos de ratinho, sendo mais tarde testado e validado em amostras humanas post mortem.
    2012 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  7. 7

    Simultaneous quantification of tramadol and m1 in hair samples by gas chromatography-mass spectrometry

    Publicação
    por Pinho, Sandra Cristina dos Santos
    Devido à sua capacidade única de armazenamento a longo prazo de xenobióticos (XBs), o cabelo tem adquirido, ao longo dos últimos 20 anos, uma maior atenção e reconhecimento para a investigação retrospetiva de exposição crónica de XBs, bem como exposição intencional ou acidental. A sua estrutura sólida e natureza durável promovem a estabilidade dos XBs na haste capilar, mesmo durante séculos após a administração. A grande janela de deteção é a principal vantagem do cabelo em comparação com as amostras convencionais (sangue e urina). De facto, as três amostras biológicas complementam-se entre si: as análises ao sangue e urina fornecem informação de curto prazo, enquanto a história a longo prazo é fornecida através da análise do cabelo (que pode expandir entre meses e anos, dependendo do comprimento cabelo analisado). Esta vantagem associada à recolha não invasiva e à desnecessidade de condições especiais de armazenamento, fazem o cabelo uma ferramenta útil em toxicologia forense. Embora haja consenso razoável de que os resultados qualitativos da análise do cabelo são válidos, a interpretação dos resultados ainda está em debate devido a questões não resolvidas, como a influência de contaminação externa que é frequentemente associada com a interpretação incorreta dos resultados (falsos positivos). O tramadol é um dos analgésicos mais utilizados em todo o mundo. A sua reduzida habilidade de indução abuso e dependência está documentada. No entanto, nos últimos anos, tem-se verificado um aumento do número de casos de dependência, abuso e intoxicação por tramadol. Uma vez que a incidência de abuso por tramadol, concentra-se principalmente em indivíduos com história de abuso de drogas, o cabelo torna-se a matriz ideal para a investigação retrospetiva do abuso crónico de tramadol. A fim de excluir a possibilidade de contaminação externa, é importante para quantificar simultaneamente tramadol e o seu metabolito principal, O-desmetiltramadol (M1), que, quando presente no cabelo, representa exposição interna uma vez que não existe sob a forma medicamentosa. Durante os últimos anos, foram publicados alguns estudos de análise do cabelo para a deteção e quantificação do tramadol. Por outro lado nenhum estudo de validação para a deteção e quantificação de M1 no cabelo foi documentado. Este trabalho teve como objetivo desenvolver e validar um método baseado em cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massa (GC-MS) para deteção e quantificação de tramadol e M1 em amostras de cabelo humano. O trabalho experimental foi organizado em três partes: parâmetros de otimização (GC-MS parâmetros, extração de fase sólida (SPE) e condições de derivatização), validação do método e comprovação da sua aplicabilidade. A validação do método foi realizada de acordo com a Agência Europeia de Medicamentos (EMA). A exatidão, limites de deteção (LOD), limites de quantificação (LOQ), a recuperação, linearidade, seletividade, a precisão (intradia e interdia) método foram determinadas. O método GC-MS mostrou ser específico, exato (entre 100.3-108.0%) e preciso (CV% entre 3.85-10.06% para tramadol e 7.24-13.24% para M1). A curva de calibração (0.1-20 ng / mg) apresentou uma boa linearidade para ambos os analitos com coeficientes de correlação de 0.9995 e 0.9997 para o tramadol e M1, respetivamente. Os LOD e LOQ foram 0.03 e 0.02ng/mg, e 0.08 e 0.06ng/mg, para o tramadol e M1, respetivamente. Após a validação, o método foi aplicado a seis casos clínicos de tratamento monitorizado de tramadol. As amostras reais foram recolhidas de seis pacientes, dois do sexo feminino e quatro do sexo masculino (com idades 24-90 anos) que tinham sido tratados com tramadol para diversos fins medicinais. As seis amostras foram positivas para o tramadol e M1, e todas as concentrações estavam dentro da gama da curva de calibração. A discrepância entre as concentrações de tramadol e M1 das amostras reais, provavelmente, é a consequência da droga mãe apresentar propriedades físicas e químicas favoráveis à incorporação e depositação no cabelo, ou seja, apresenta menor polaridade que o M1 e exibe propriedades básicas que facilitam a sua deposição na melanina.
    2012 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  8. 8

    Efeitos da cocaína, morfina e sua combinação na bioenergética mitocondrial do fígado

    Publicação
    por Silva, Lisbeth Elena Sousa e
    Na sociedade actual o consumo de drogas de abuso atingiu os valores mais altos de sempre. Este consumo acarreta enormes problemas, de ordem social e de saúde, devido ao facto de provocarem toxicodependência e adição. A cocaína (Coc) e a heroína (Her) são frequentemente usadas em conjunto, numa combinação conhecida como speedball. Neste contexto, foi recentemente descrita a ocorrência de interacções químicas entre a heroína, ou o seu metabolito morfina (Mor), e a Coc, com formação de aductos Coc-Mor na proporção de 1:1. Demonstrou-se anteriormente que esta combinação pode induzir mecanismos específicos de toxicidade, causando disfunção mitocondrial em neurónios corticais de embrião de rato. No entanto, pouco se sabe sobre a hepatotoxicidade induzida pelo speedball, apesar da relevância do fígado no metabolismo desses compostos. Neste trabalho avaliaram-se os efeitos tóxicos da combinação de Coc e Mor em mitocôndrias isoladas de fígado de rato incubadas com Coc, Mor, ou combinação Mor+Coc (1:1), num intervalo de concentrações entre 0,2 e 1 mM. Foram analisados os seguintes parâmetros da bioenergética mitocondrial: parâmetros respiratórios (estados respiratórios, índice de controlo respiratório e rácio ADP / O) usando um eléctrodo de O2 tipo Clark; potencial mitocondrial e permeabilidade transitória mitocondrial induzida por Ca2+/Pi (PTM), avaliados através das flutuações do potencial eléctrico transmembranar, usando um eléctrodo de TPP+; acumulação mitocondrial de Ca2+, usando um eléctrodo de Ca2+; e a actividade da ATPase, usando um eléctrodo de pH. Avaliámos também parâmetros relacionados com o stresse oxidativo: peroxidação lipídica, analisando o consumo de O2 e a produção de TBARS; e a produção de peróxido de hidrogénio (H2O2) mitocondrial, usando um método espectrofluorimétrico. Os resultados obtidos nos parâmetros respiratórios mostram que os efeitos da combinação Mor+Coc são semelhantes aos da Coc sozinha: promovem o aumento da permeabilidade passiva da membrana interna a protões; inibem a cadeia respiratória mitocondrial e diminuem o potencial eléctrico transmembranar gerado pela respiração. Nenhuma das drogas,isoladamente ou em combinação, afecta o PTM induzido por cálcio. Relativamente aos parâmetros de stresse oxidativo, os resultados obtidos indicam que os efeitos da combinação Mor+Coc são semelhantes ao da Mor sozinha, apresentando ambas actividade antioxidante, ao protegerem da peroxidação lipídica membranar e reduzirem a formação de H2O2 pelas mitocôndrias. Em conclusão, o presente trabalho sugere que a exposição sequencial das mitocôndrias de fígado a Mor e Coc não altera os efeitos observados na presença de cada uma das drogas isoladamente, ou seja, não altera o efeito da Coc na bioenergética mitocondrial nem o efeito antioxidante da Mor. Estes resultados poderão ser importantes a nível forense para explicar casos de morte por co-consumo de Her e Coc. Poderão ajudar a entender, por exemplo, se a morte por overdose ocorre mais rapidamente no co-consumo de Her e Coc do que se fosse consumida a mesma dose de apenas uma dessas drogas.
    2011 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  9. 9

    Avaliação do dano genético em trabalhadores expostos a pesticidas através do estudo de aberrações cromossómicas

    Publicação
    por Cunha, Marta Sofia Pinto da
    Os pesticidas incluem uma grande variedade de substâncias activas muito diferentes na sua composição e nas suas propriedades, sendo estes compostos largamente utilizados na agricultura para protecção das culturas. A exposição a estes compostos tem vindo a ser associada a várias doenças, entre elas o cancro. A monitorização biológica humana permite identificar e, até certo ponto, quantificar o risco de exposição a factores ambientais, sendo por isso, uma ferramenta de grande interesse na avaliação da exposição a carcinogéneos. As Aberrações Cromossómicas (AC) constituem um indicador precoce de risco de cancro uma vez que foi já estabelecida uma correlação positiva entre a frequência de AC e o aumento da incidência de determinados tipos de cancro. Este trabalho incidiu sobre uma população exposta a pesticidas, constituída por 80 agricultores a trabalhar em explorações agrícolas do distrito do Porto. Para o grupo controlo foram seleccionados 84 indivíduos não expostos a pesticidas, da mesma área de residência, com idade, sexo, estilos de vida e hábitos tabágicos semelhantes aos do grupo exposto. Na análise dos resultados foram consideradas variáveis como o género, idade, hábitos tabágicos, para além de outras relacionadas com a exposiçãoocupacional, entre elas, o tempo de exposição, local de trabalho e tarefas desempenhadas, utilização de equipamento protecção individual (EPI), tipo de composto químico utilizado, uso inadequado de pesticidas e a estação do ano em que estes são aplicados. Da análise dos resultados verificou-se que o grupo exposto apresenta uma frequência de AC significativa mais elevada que o grupo controlo. No grupo exposto o valor médio de AC é de 1.56 ± 0.15 e no grupo controlo é de 0.86 ± 0.11. Em relação ao uso de EPI os resultados demonstram que os indivíduos que não usam EPI apresentaram uma diferença estatisticamente significativa (p<0.05) na frequência de AC tipo cromossoma (0.71 ± 0.19) quando comparado com os indivíduos que fazem uso de EPI. No entanto na análise das restantes variáveis estudadas não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre o grupo exposto e o grupo controlo.
    2012 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  10. 10

    On-line SPE for quantification of alprenolol and propranolol in human plasma sample

    Publicação
    por Rodrigues, Patrícia Susana da Silva
    O uso de substâncias dopantes representa uma grande preocupação quer a nível de fair play ou até mesmo sobre os riscos que estas substâncias representam para a saúde dos atletas. O doping é uma área de conhecimento público e de debate médico e legal, tendo sido relacionado com várias práticas desportivas. Como tal a definição de doping é entendida como a toma deliberada de substâncias ou o uso de métodos que potenciam o melhoramento da performance, e correlaciona esta intenção deliberada em melhorar a performance desportiva em detrimento da ética desportiva. Os bloqueadores beta constam da lista de substâncias proibidas pela Agência Mundial de Anti-Doping. Inicialmente desenvolvidas para serem utilizadas no controlo de arritmias cardíacas e com funções cardioprotectoras após enfartes de miocárdio, também tem a capacidade de causar efeitos de relaxamento, diminuindo a ansiedade, nervosismo e estabilizar o desempenho motor. O melhoramento do desempenho psicomotor pode ser benéfico em desportos que requerem coordenação, mãos firmes, precisão e exatidão como por exemplo tiro com arco, golfe, bilhar entre outros. Neste contexto é necessário desenvolver um método fácil e rápido para quantificar os bloqueadores beta em fluídos biológicos para controle de doping. O objetivo deste estudo foi estabelecer um método para quantificação de dois β-bloqueadores: alprenolol (ALP) e propranolol (PRP), em plasma humano usando o processo de extração em fase sólida (on-line) acoplado à cromatografia líquida de alta eficiência com deteção por fluorescência (on-line SPE-HPLC-FD). A preparação das amostras consistiu na centrifugação de 1 mL de todo o sangue durante 20 minutos a 10000 rpm. O volume de injeção foi 100 μL. As amostras foram injetadas diretamente numa coluna de material de acesso restrito (RAM) LichroCart 25-4 Lichrospher® RP-18 ADS (25 μm) com uma fase móvel constituída por água/acetonitrilo (com um fluxo de 2.0 mL/min) e em seguida, transferidas para uma coluna Luna PFP(2) (150 x 4.6 mm ID, 100 Å, 3 μm), em modo isocrático, com uma mistura de trietilamina 0.1% em água acidificada a pH=3.0 com ácido trifluoroacético e acetonitrilo como fase móvel. A separação dos bloqueadores beta foi realizada a 42ºC com um fluxo de 0.6 mL/min e foram monitorizados por fluorescência com um comprimento de onda de excitação de 280 nm e um comprimento de onda de emissão de 310 nm. O método demonstrou boa seletividade, linearidade (r2> 0.99) e precisão (0.1 <%RSD <11.1) no intervalo de concentrações de 30 ng/mL – 200 ng/mL. O limite de quantificação para ambos os bloqueadores beta foi 30 ng/mL nas amostras de plasma humano.
    2012 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto