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    Modelo para a avaliação de «hazard» e risco vulcânico na Ilha do Fogo, Cabo Verde

    Publicação
    por Quental, Lídia
    RESUMO: Este trabalho apresenta uma metodologia para avaliar o "hazard" e risco vulcânico inerente à instalação de escoadas lávicas com aplicação à ilha do Fogo, Cabo Verde. Um modelo de simulação de fluxo de lava baseado em Autómatos Celulares é desenvolvido e implementado num Sistema de Informação Geográfica. As escoadas lávicas são visualizadas como um sistema dinâmico de células que evoluem no espaço, discretizado num Modelo Digital de Terreno com células de 14x15 m, e no tempo, de acordo com regras de transição estocásticas dependentes das propriedades físicas de cada célula e da sua relação espacial com as células vizinhas. As simulações são condicionadas à topografia, focos eruptivos, viscosidade empírica, taxa de efusão e volume total de lava. O modelo é aferido e calibrado com a erupção de 1995, usando um conjunto teste de simulações.
    1999 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
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    Departamento de Biologia : 40 Anos de atividades 1976 - 2016 : 5- Publicações

    Publicação
    por Tavares, João
    Resumo das publicações que registam e divulgam junto da comunidade científica as teses, os estudos, os eventos, os projetos e as publicações resultantes das atividades na área do ensino, da investigação científica e da prestação de serviços do Departamento de Biologia. Em particular, destaca-se a série “Relatórios e Comunicações do Departamento de Biologia“ (RCDB), cuja origem remonta a 1977 e cujo nome advém da publicação intitulada “Relatórios e Comunicações do Laboratório de Ecologia Aplicada” do Instituto Universitário dos Açores. O nome atual surgiu quando o Instituto passou a designar-se Universidade dos Açores. A primeira década de atividades do Departamento está plasmada nos RCDB. Posteriormente, e hoje cada vez mais, tem sido dada importância à publicação em revistas internacionais especializadas nas diversas áreas científicas e com fator de impacto. As publicações do Departamento de Biologia estão disponíveis online no Repositório Bibliográfico da Universidade dos Açores.
    2016 outro Portugal acesso aberto
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    Implementação da Diretiva INSPIRE na produção de cartografia geológica : o caso estudo da Antiforma do Rosário, Faixa Piritosa Ibérica

    Publicação
    por Pereira, Aurete
    Este trabalho trata da implementação do modelo de dados INSPIRE à cartografia geológica na infraestrutura de dados espaciais (IDE) do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), adaptando-o às especificidades da geologia portuguesa. Num futuro próximo, ao abrigo da Diretiva INSPIRE, o LNEG terá de disponibilizar a sua cartografia geológica em conformidade com as disposições de execução aprovadas pelo Comité INSPIRE, no período de dois anos após a sua adoção, para os dados novos e de seteanos para os restantes. Em paralelo deverá proceder gradualmente à harmonização dos dados da cartografia geológica por forma a torná-los interoperáveis em toda a Europa. Este trabalho defende que o processo de harmonizar os dados da cartografia geológica implica necessariamente a modificação/adaptação dos dados de origem ao modelo de dados INSPIRE GE estendido e aponta as razões que o justificam. As linhas de orientação seguidas têm em vista apresentar uma estrutura de gestão de dados mais eficiente para a cartografia geológica, interoperável e harmonizada por toda a Comunidade Europeia. A infraestrutura obtida irá permitir o armazenamento centralizado dos dados, o acesso a diferentes perfis de utilizador com a possibilidade de edição múltipla, bem como facilitar a obtenção e disponibilização de novos produtos (mapas, tabelas e/ou relatórios) derivados da informação geológica de base.
    2012 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
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    Tectónica e caraterização da fracturação do Maciço Calcário Estremenho, Bacia Lusitaniana. Contributo para a prospeção de rochas ornamentais e ordenamento da atividade extrativa...

    Publicação
    por Carvalho, Jorge
    O estudo da fraturação do Maciço Calcário Estremenho (MCE) por intermédio de interpretação de fotografia aérea, de imagem de satélite (Google Earth TM) e de levantamento sistemático de fraturas em afloramentos permitiu verificar que as fraturas correspondem maioritariamente a diaclases e que muitas delas foram reativadas em cisalhamento. Estão organizadas em 5 famílias direcionais principais (NNE-SSW, WSW-ENE, WNW-ESE, NW-SE e NNW-SSE) e uma secundária (NE-SW). Cobrindo todo o espetro azimutal, a sua distinção em famílias direcionais foi possível porque se distribuem de modo diferenciado por diferentes domínios tectonostratigráficos do MCE que, por sua vez, coincidem aproximadamente com as suas unidades morfoestruturais. A esses domínios está associado um padrão de diaclasamento específico. Cada uma das famílias direcionais contém mais do que uma família sistemática de diaclases que se distinguem pela idade da sua instalação. Portanto, a uma mesma direção de diaclasamento correspondem diferentes episódios de deformação. Tendo em conta os resultados obtidos a partir do reconhecimento de fases de rifting para o setor central da Bacia Lusitaniana a oeste do MCE, através da interpretação de perfis de reflexão sísmica multicanal, e os resultados de um reconhecimento das principais estruturas tectónicas do MCE, bem como o conhecimento existente acerca da evolução geológica do MCE, elaborou-se uma proposta de integração das principais famílias de diaclases no contexto tectónico evolutivo. Com base num reconhecimento dos locais onde está instalada a indústria extrativa de blocos para calcários ornamentais, em particular dos condicionalismos geológicos que presidem a essa atividade, procedeu-se ao reconhecimento das unidades litostratigráficas do MCE, em função dos critérios que condicionam a sua aptidão para esse tipo de indústria, nomeadamente a homogeneidade textural e cromática, a disposição estrutural, a espessura dos estratos e a volumetria disponível. Da conjugação dos dados assim obtidos com os respeitantes aos padrões de diaclasamento, definiram-se áreas potenciais para a exploração de calcários ornamentais no MCE.
    2013 tese de doutoramento Portugal acesso aberto
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    Magmatitos e metamorfitos de alto grau no contacto entre as zonas de Ossa Morena e Centro Ibérica: significado geodinâmico

    Publicação
    por Henriques, S.B.A.
    RESUMO: Na Zona de Ossa Morena próximo do contacto com a Zona Centro Ibérica na região de Abrantes, afloram três unidades tectonostratigráficas de orientação geral NW-SE, que da base para o topo compreendem a Série Negra, o Complexo Ígneo Ácido e Básico do Sardoal (CIABS) e o Complexo Ígneo Máfico de Mouriscas (CIMM) e que contactam através de carreamentos. A Série Negra é constituída por filitos, quartzo-filitos, micaxistos, xistos quartzo-micáceos, metavulcanitos, metavulcanoclastitos, xistos quartzo-feldpsáticos, chertes e quartzitos negros. Estas litologias são intercaladas por xistos verdes e anfibolitos e intruídas por filões de riodacito. Os anfibolitos são subalcalinos e apresentam afinidades geoquímicas MORB e intra-placa. Terão sido gerados a partir de magmas relativamente oxidados. O CIABS é constituído por xistos quartzo-feldspáticos com uma idade ígnea de 692 + 77/-60 Ma, por ortognaisses finos com uma idade ígnea de 569 ± 3 Ma, ortognaisses grosseiros com uma idade ígnea de 548 ± 4 Ma e migmatitos. Ocorrem intercalações de anfibolitos com idades metamórficas de 539 ± 3 Ma e 529 ± 5 Ma e intrusões de filões de riodacito com idade ígnea de 308 ± 1 Ma. Os protólitos dos ortognaisses são subalcalinos, peraluminosos e não se encontram relacionados entre si por processos de cristalização fraccionada. Têm características isotópicas híbridas. Terão sido gerados em ambiente de margem continental activa, a partir da fusão da crusta continental inferior meta-sedimentar e meta-ígnea e média superior meta-ígnea. As composições dos minerais dos ortognaisses foram reequilibradas, especialmente biotite e moscovite e menos intensamente a plagioclase. Os protólitos dos anfibolitos do CIABS são toleíticos e calco-alcalinos com assinatura geoquímica de MORB N e E e terão sido gerados em ambiente de arco-ilha. No xisto quartzo-feldspático e em dois ortognaisses foram encontradas monazites com idade ca. 540 Ma, interpretada como a idade do evento metamórfico. Esta idade é idêntica à do zircão metamórfico dum anfibolito (539 ± 3 Ma) e anterior à idade de arrefecimento da titanite de outro anfibolito (529 ± 5 Ma) após o pico metamórfico (ca. 539 Ma). Este evento metamórfico de grande amplitude terá conduzido à formação dos migmatitos. O riodacito é subalcalino, pertence à série calco-alcalina e terá sido gerado em ambiente de margem continental activa a partir duma fonte empobrecida e de composição próxima da do manto litosférico Europeu e é uma rocha ígnea. O CIMM é constituído por anfibolitos subalcalinos Neoproterozóicos com protólitos de assinaturas geoquímicas distintas (MORB, intra-placa e margem continental activa) mas idades ígneas idênticas (ca. 544 Ma). Os dados isotópicos indicam protólitos da litosfera subcontinental com variável contaminação crustal. O CIMM contém dois litótipos de idade Ordovícica: o protomilonito trondjemítico intrusivo com idade ígnea de 483,0 ± 1,5 Ma e o anfibolito com almandina com uma idade ígnea de 477 ± 2 Ma. O protólito do protomilonito trondjemítico é peraluminoso e corresponde a uma pulsação magmática distinta da dos protólitos dos ortognaisses do CIABS. Os dados isotópicos indicam uma fonte mista com influência de fonte mantélica empobrecida e contaminação crustal. A geoquímica de elementos maiores e traço sugere génese por fusão parcial de anfibolitos locais. O protomilonito apresenta reequilíbrio das composições químicas das micas. O anfibolito com almandina apresenta localmente texturas metatexíticas discretas com neossoma. O protólito deste anfibolito corresponde a uma pulsação magmática distinta dos protólitos dos anfibolitos Neoproterozóicos e possui assinaturas MORB e intra-placa. Os dados isotópicos indicam que os protólitos terão sido gerados a partir duma fonte MORB e duma fonte mantélica empobrecida com composição próxima da do manto litosférico Europeu. As condições de P-T obtidas para as rochas Neoproterozóicas e Ordovícicas caem no campo da fácies anfibolítica, havendo uma amostra de anfibolito do CIABS com valores próximos da transição para a fácies granulítica. Os valores negativos de εNd(t) das rochas Neoproterozóicas (-8.1 a -2.9) e os valores antigos das idades modelo TDM (1.51 a 1.81 Ga) são característicos de terrenos do tipo cadomiano observados noutras áreas da Cadeia Varisca Europeia. A idade dos zircões herdados (1.6-2.8 Ga) comprova a antiguidade dos tempos de residência crustal dos seus protólitos. Foram estabelecidos vários estádios de evolução tectono-magmática na região desde o Neoproterozóico até ao Paleozóico tardio. O primeiro estádio corresponde à presença dum arco-ilha durante o Criogeniano, o segundo à formação do arco cadomiano durante o Criogeniano/Edicariano, o terceiro a um episódio metamórfico de médio a alto grau que teve lugar no tempo da passagem do Pré-câmbrico-Câmbrico, o quarto a um episódio magmático durante o Ordovícico relacionado com a abertura do Rheic e o último a um evento ígneo durante o Carbónico. A Zona de Cisalhamento Tomar-Badajoz-Córdoba constitui uma sutura cadomiana retomada durante a orogenia varisca.
    2013 tese de doutoramento Portugal acesso aberto