Author(s): Soares de Souza, Gustavo ; Pereira Gonoring, Patrícia ; de Souza Lino, Leandro ; Glaydson da Rocha Pinho, Leandro
Date: 2021
Origin: Oasisbr
Subject(s): bacia hidrográfica; rio Doce; qualidade da água; irrigação; escassez hídrica
Author(s): Soares de Souza, Gustavo ; Pereira Gonoring, Patrícia ; de Souza Lino, Leandro ; Glaydson da Rocha Pinho, Leandro
Date: 2021
Origin: Oasisbr
Subject(s): bacia hidrográfica; rio Doce; qualidade da água; irrigação; escassez hídrica
Resumo: Este trabalho objetiva analisar a disponibilidade hídrica da microrregião Centro-Oeste do estado do Espírito Santo e avaliar suas utilidades em um contexto de desenvolvimento sustentável. A microrregião é composta por dez municípios e está inserida na unidade de gestão de recurso hídrico (UGRH) Doce. O trabalho foi baseado no levantamento de dados secundários, em entrevistas e na participação em reuniões técnicas com atores locais. As reuniões foram realizadas no período de julho a dezembro de 2020, utilizando plataformas digitais de comunicação. A UGRH Doce apresentou balanço hídrico das águas superficiais de 158%, o que representa um consumo maior que a oferta. Ao considerar a necessidade de vazão para diluir efluentes, o balanço hídrico foi de 257%, indicando a necessidade de ações de saneamento básico. Quanto à qualidade da água, o rio Doce é considerado de classe II, mas seus afluentes apresentaram valores de turbidez, fósforo total e coliformes termotolerantes acima dos limites preconizados. Os rios apresentaram sazonalidade no Índice de Qualidade de Água, variando entre as classes ruim e ótima. O rompimento da barragem de Fundão em 2015 e o lançamento de rejeitos de mineração no rio aumentaram os teores de arsênio, cádmio, chumbo, cromo, cobre, mercúrio e níquel na água, além de impactos socioeconômicos. Quanto aos tipos de uso da água, a irrigação predomina com 95% da captação e 98% do consumo, seguida pelo abastecimento humano e industrial. Projeções futuras indicaram um agravamento da escassez hídrica. A microrregião necessita de ações de gestão e estruturantes para minimizar os impactos com novos eventos climáticas extremos, o que pode influenciar no desenvolvimento da região.