Author(s):
Paiva, Francisco ; Albuquerque, Paula
Date: 2025
Origin: Aniki : Revista Portuguesa da Imagem em Movimento
Subject(s): Arts-Based Research; cinemática; metodologia; transdisciplinaridade; práticas contra-hegemónicas; Arts-Based Research; cinematic arts; methodology; transdisciplinarity; counter-hegemonic practices
Description
This Speçcial Section of Aniki journal addresses the methodological and conceptual challenges posed to Arts-Based Research in the field of cinematic arts. This type of research, still in consolidation, intersects arts, sciences, and the humanities, proposing an ecology of practices that value creation as a form of knowledge. Practice-based artistic research challenges traditional academic norms by introducing hybrid, interdisciplinary, and speculative methods, expanding the epistemological and aesthetic scope of research. The Section brings together five articles selected from various submissions, highlighting the socio-cultural impact of artistic practices in audiovisual media. Júlia Rodrigues analyzes the film A Media Voz (2019), by Heidi Hassan and Patricia Pérez, as a poetic autoethnography of exile and identity. Brian McKenna discusses how audiovisual technologies, while enabling, can restrict artistic autonomy if not critically appropriated. Vivian Castro Villarroel proposes the audiovisual essay as a method to explore memories of deindustrialization, intertwining image, sound, and archive. Tania de León investigates virtual reality drawing as an immersive and somatic gesture, rethinking presence and the body as creative agents. Finally, Diana Toucedo, through the lens of film editing as a political act, writes a text in which creativity is described as the ability to be touched by wonder and the desire to respond to what astonishes us. This set of reflections emphasizes the ability of cinema and visual arts to generate sensitive, political, and situated knowledge, promoting the emergence of new languages and methodologies. Thus, the dossier reaffirms the potential of artistic research not only to transform creation itself, but also the ways of receiving and studying it, opening space for counter-hegemonic, decolonial, feminist, queer, and ecological epistemologies.
Este dossier temático da revista Aniki aborda os desafios metodológicos e conceptuais colocados à Arts-Based Research no campo das artes cinemáticas. Este tipo de investigação, ainda em consolidação, cruza artes, ciências e humanidades, propondo uma ecologia de práticas que valorizem a criação como forma de conhecimento. A investigação baseada na prática artística desafia as normas académicas tradicionais ao propor métodos híbridos, interdisciplinares e especulativos, ampliando o alcance epistemológico e estético da pesquisa. O dossier reúne cinco artigos selecionados entre diversas propostas, evidenciando o impacto sociocultural das práticas artísticas no audiovisual. Júlia Rodrigues analisa o filme A Media Voz (2019), de Heidi Hassan e Patricia Pérez, como uma autoetnografia poética do exílio e da identidade. Brian McKenna discute como as tecnologias audiovisuais, embora possibilitadoras, podem restringir a autonomia artística se não forem criticamente apropriadas. Vivian Castro Villarroel propõe o ensaio audiovisual como método para explorar memórias da desindustrialização, interligando imagem, som e arquivo. Tania de León investiga o desenho em realidade virtual como gesto imersivo e somático, repensando a presença e o corpo como agentes criativos. Por fim, Diana Toucedo, partindo da montagem como acto político, escreve um texto onde a criatividade é descrita como a capacidade de nos deixarmos tocar pelo assombro e o desejo de responder ao que nos deslumbra. Este conjunto de reflexões enfatiza a capacidade do cinema e das artes visuais para gerar conhecimento sensível, político e situado, promovendo novas linguagens e metodologias. Assim, o dossier reafirma o potencial da pesquisa artística para transformar não só a criação, mas também os modos de recepção e estudo, abrindo espaço a epistemologias contra-hegemónicas, decoloniais, feministas, queer e ecológicas.