Autor(es):
Veiga, Guida ; Pomar, Clarinda ; Rebocho, Carolina ; Duarte Santos, Graça Duarte
Data: 2025
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10174/40027
Origem: Repositório Científico da Universidade de Évora
Assunto(s): brincar; educação de infância; competências sócio-emocionais; psicomotricidade
Descrição
Brincar às lutas e às perseguições é uma das formas mais espontâneas e universais do brincar. No entanto, continua a ser frequentemente olhado com desconfiança por mães e pais, assim como por educadoras/es, por medo da agressividade ou do risco. Este livro nasce do desejo de mostrar que, longe de ser um problema, estas brincadeiras são uma oportunidade fundamental para o desenvolvimento motor, social e emocional das crianças. A sua legitimação em Portugal deve muito à Escola do Professor Carlos Neto, onde a investigação pioneira de Amália Rebolo Marques abriu caminho à compreensão destas brincadeiras no 1.º ciclo do ensino básico. Mais tarde, a investigação de Guida Veiga no pré-escolar veio aprofundar este conhecimento, mostrando a relação destas experiências com as competências socioemocionais. Também Frederico Lopes e Rita Cordovil acrescentaram a esta linha de investigação uma reflexão sobre os contextos do recreio e dos espaços exteriores, sublinhando a importância da autonomia, do risco e da qualidade dos contextos para facilitar o brincar. É dessa trajetória que nasce o projeto Right Play, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (Código 2024.00119.RESTART), que tem vindo a desenvolver, implementar e avaliar um programa de intervenção em jardins de infância, envolvendo a formação teórico-prática com educadoras/es e sessões regulares de brincadeiras de lutas com as crianças. O livro “As brincadeiras de Lutas no Jardim de Infância” resulta deste projeto, envolvendo uma equipa de investigadoras da área da motricidade humana, psicologia, e da pedagogia, e pretende apoiar as/os educadoras/es de infância a reconhecer o valor destas brincadeiras e a sentir-se seguras/os para as integrar no quotidiano educativo, transformando-as em oportunidades ricas de aprendizagem, de confiança e de bem-estar para todas as crianças.
FCT