Autor(es):
Mariano, Marta ; Soares da Cunha, Inês ; Eliseu, Aníbal ; Sousa, Herédio
Data: 2023
Origem: Revista Portuguesa de Otorrinolaringologia-Cirurgia de Cabeça e Pescoço
Assunto(s): Disfonia; Doenças da voz; Laringoscópios; Estroboscopia; Pediatria; Dysphonia; Voice Disorders; Laryngoscopes; Stroboscopy; Pediatrics
Descrição
Objective: To describe the casuistic of the Voice Unit at Hospital Dona Estefânia and compare the diagnoses obtained with flexible fiberoptic videolaryngoscopy and distal chip flexible videolaryngoscopy. Study design: Retrospective observational study. Material and Methods: Review of clinical records from patients first evaluated from September 2018 to December 2021. Results: Videolaryngoscopy was obtained in 78.1% of the 73 studied children. The following diagnoses were made: vocal fold nodules (42.5%),laryngopharyngeal reflux (12.3%), muscle tension dysphonia (9.6%), corditis (2.7%), vocal fold cyst (2.7%) and vocal fold polyp (1.4%). There was nostatistically significant difference in the diagnoses made using distal chip videolaryngoscopy, but we noticed a decrease in the proportion of vocal fold nodules and normal laryngoscopies and an increase in the proportion of laryngopharyngeal reflux (p = 0.479). Conclusion: Distal chip videolaryngoscopy did not change the diagnoses made in children with chronic dysphonia.
Objetivos: Descrever a casuística da consulta de Voz do Hospital Dona Estefânia. Avaliar os diagnósticos realizados utilizando videolaringoscopia flexível de fibra óptica e de chip distal. Desenho do Estudo: Estudo retrospetivo observacional. Material e Métodos: Análise dos processos clínicos dos doentes avaliados em primeira consulta de setembro de 2018 a dezembro de 2021. Resultados: Foi realizada laringoscopia em 78.1% das 73 crianças estudadas. Obtiveram-se os diagnósticos de nódulos das cordas vocais (42.5%), refluxo faringolaríngeo (12.3%), disfonia por tensão muscular (9.6%), cordite (2.7%), quisto (2.7%) e pólipo (1.4%) das cordas vocais. A videolaringoscopia de chip distal não alterou de forma significativa os diagnósticos realizados, mas identificou- se uma redução na proporção de diagnósticos de nódulos e de laringoscopias normais e um aumento na proporção de diagnósticos de refluxo faringolaríngeo (p = 0.479). Conclusão: A videolaringoscopia de chip distal não alterou de forma significativa os diagnósticos realizados em crianças com disfonia crónica.