Author(s): Sousa, Vera ; Cristóvão, Ângela Cristóvão
Date: 2025
Origin: Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health
Subject(s): competências interpessoais; competências técnicas; qualidade; radiologia; saúde
Author(s): Sousa, Vera ; Cristóvão, Ângela Cristóvão
Date: 2025
Origin: Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health
Subject(s): competências interpessoais; competências técnicas; qualidade; radiologia; saúde
Enquadramento: A globalização e a tecnologia têm exercido influência em todos os aspetos da vida atual em sociedade, causando mudanças rápidas nos mercados de trabalho e desafios adicionais, que requerem dos trabalhadores mais do que as tradicionais competências técnicas. Estas mudanças e desafios estendem-se também à área da saúde e à Radiologia [1-5]. Objetivo: Explorar a importância das soft skills e da inteligência emocional (IE) na prática profissional do Técnico de Radiologia (TR). Métodos: Revisão narrativa da literatura. Resultados: Trabalhando numa especialidade alicerçada na tecnologia e nos constantes desenvolvimentos tecnológicos, os TR devem dominar um conjunto de conhecimentos teóricos e competências técnicas específicas [3-4]. Atualmente, mesmo um excelente conjunto de competências técnicas - hard skills, não são sinónimo de sucesso, tendo sido demonstrada a importância das qualidades interpessoais e atributos individuais - soft skills, na performance dos trabalhadores, incluindo os TR [1-2,5]. As soft skills do profissional de saúde são as mais observadas pelos utentes nos serviços, sendo determinantes na performance dos TR, contribuindo para a prestação de cuidados de saúde de qualidade [5-7]. Relacionada com as soft skills, e como uma das principais bases para o seu desenvolvimento, a IE refere-se à capacidade de reconhecer, entender, gerir e influenciar, as próprias emoções e as dos outros [8]. Num contexto multidisciplinar, de rápido desenvolvimento tecnológico, elevada rotatividade de utentes e crescentes pressões nos serviços de saúde, torna-se essencial aos TR o domínio de soft skills, tais como comunicação, trabalho em equipa, empatia, adaptabilidade, gestão do tempo, gestão de stress, confiança e ética [3-7,9-13]. Conclusões: Alicerçadas na IE, as soft skills devem ser aprendidas, treinadas e desenvolvidas ao longo do tempo, complementando as hard skills, para que os TR possam otimizar a sua performance, quer na prestação de cuidados aos utentes, quer ao nível do trabalho multidisciplinar.