Autor(es): Antão, Joana ; Teles, Soraia ; Andresen, Maria ; Lopes, Elvira ; Oliveira, Mariana ; Fernandes, Natália ; Pimentel, Francisca
Data: 2020
Origem: Da Investigação às Práticas
Autor(es): Antão, Joana ; Teles, Soraia ; Andresen, Maria ; Lopes, Elvira ; Oliveira, Mariana ; Fernandes, Natália ; Pimentel, Francisca
Data: 2020
Origem: Da Investigação às Práticas
O programa Tudo aos Direitos teve como objetivo estratégico aumentar a participação cívica de crianças e jovens residentes em casas de acolhimento, via capacitação destes e das equipas técnica e educativa, no âmbito da Cidadania e dos Direitos Humanos. A implementação piloto do programa compreendeu a condução de sessões de desenvolvimento pessoal em grupo, com 43 crianças e jovens com a média de idades de 17.5 anos, residentes em quatro casas de acolhimento. Numa segunda fase, recorreu-se à metodologia da educação de pares para a obtenção de efeitos multiplicadores junto de técnicos e das crianças e jovens que não foram alvos diretos do programa.Os resultados obtidos junto das crianças e jovens diretamente envolvidos no programa sugerem um aumento estatisticamente significativo, do pré para o pós-teste, dos conhecimentos percebidos sobre Direitos Humanos (Z=-2.07, p=.03) assim como do número de Direitos Humanos nomeados (Z=-4.29, p=.000). Foi ainda sugerida uma melhoria da autonomia cognitiva tendo sido encontradas diferenças estatisticamente significativas do pré para o pós-teste, na subescala de Autonomia Cognitiva do Questionário de Autonomia nos Adolescentes (Z= 2.85, p =.004). Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas do pré para o pós-teste nas dimensões de autonomia emocional e funcional, assertividade, autoestima, satisfação com a vida, participação na instituição, ou avaliação do respeito pelos Direitos Humanos nos contextos sociais. A avaliação da satisfação com o programa foi globalmente positiva, com 85.8% das sessões classificadas pelos participantes com "Muito Bom".Da implementação do programa emergiram novos mecanismos de participação institucional nas casas de acolhimento, destacando-se a criação de assembleias de crianças e jovens a e implementação de livros de opinião.