Autor(es):
Fontanelli, Gabriel ; Souza, Luis Eduardo de ; Abichequer, Luciana Arnt ; Oliveira Neto, Raul ; Gonçalves, Ítalo Gomes
Data: 2015
Origem: Oasisbr
Assunto(s): Blasting rock; Monitoring; Noise; Vibrations; Desmonte de rochas; Monitoramento; Ruídos; Vibrações
Descrição
The use of explosives is an efficient and economically viable way for blasting rock in mining. However, it is know that 20-30% of the energy of explosives is actually used in rock fragmentation and the rest of this energy ends up causing impacts on the environment such as noise, vibration, gases, dust and flyrocks. Thus, there is a real risk to structures and people around of quarries and mines in general when there is no concern about blasting planning. This work seeks, through the blasting rock monitoring, to measure and predict the acoustic pressure or noise in the region called Caieiras in Caçapava do Sul, since previous works presented results which exceeded the limits prescribed by NRM-16 and NBR-9653/2005. Monitorings were performed and alternatives were tested in order to decrease the noise levels like covering detonating cords with sandy-clay materials, using lighter detonating cords, or even replacing them by shock tubes.
O emprego de explosivos é, sem sombra de dúvidas, a maneira mais eficiente e economicamente viável para desmonte de rocha em mineração. No entanto, sabe-se que apenas entre 20 a 30% da energia dos explosivos é de fato utilizada na fragmentação da rocha, sendo que o restante desta energia acaba provocando impactos ao meio ambiente, tais como ruídos, vibrações, gases, poeira e ultralançamento de rochas. Desta forma, há um risco real para estruturas e pessoal nas vizinhanças de minas ou pedreiras, em particular, quando não há uma preocupação quanto a aspectos relacionados com o planejamento do desmonte. Este trabalho busca, através de monitoramentos dos desmontes de rocha, mensurar e prever a sobrepressão acústica na região mineradora de Caieiras, em Caçapava do Sul, já que trabalhos realizados anteriormente apresentaram resultados que ultrapassaram os limites estipulados pelas normas NRM 16 e NBR 9653/2005. Os monitoramentos são feitos no mesmo local dos trabalhos anteriores, porém o diferencial é a utilização de métodos para diminuir a sobrepressão acústica, cobrindo os cordéis detonantes com material areno-argiloso ou com a substituição dos mesmos por tubos de choque. O monitoramento é feito por microssismógrafo de engenharia, que registra as vibrações e a sobrepressão acústica de cada detonação, além de coletar toda a informação do plano de fogo, principalmente o carregamento dos furos. Os resultados mostraram que, além da utilização dos cordéis e da consequente expulsão dos tampões, os altos valores de sobrepressão acústica, que ultrapassam os 134 decibéis, estavam relacionados com a realização de desmontes secundários.