Author(s): Almeida, Filipa Tavares ; Caldas, Regina ; Oliveira, Pedro ; Brito, Celeste
Date: 2019
Origin: Revista da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia
Subject(s): Melanoma; Skin Neoplasms; Melanoma; Neoplasias da Pele
Author(s): Almeida, Filipa Tavares ; Caldas, Regina ; Oliveira, Pedro ; Brito, Celeste
Date: 2019
Origin: Revista da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia
Subject(s): Melanoma; Skin Neoplasms; Melanoma; Neoplasias da Pele
Introduction: Malignant melanoma is a very aggressive cutaneous neoplasm, with an increasing incidence in the last years. Material and Methods: A retrospective study was conducted through the analysis of patient’s files diagnosed with cutaneous malignant melanoma between 2011 and 2017. Epidemiological, clinical and histopathological characteristics were analyzed and compared with a previous study from this institution (1999 to 2009). Results: Cutaneous malignant melanoma was diagnosed in 163 patients, 59.5% female and 40.5% male, with a mean age of 65.6 years. The most frequent anatomical location in men was the trunk, while in women it was the leg. The most common subtype of cutaneous malignant melanoma was the superficial spreading, followed by the lentigo maligna and the nodular. The majority of the cases were invasive cutaneous malignant melanoma (67.5%) in opposition to cutaneous malignant melanoma in situ (32.5%). The mean Breslow index was 3.01 mm. It is important to note the increase in the patient’s number with cutaneous malignant melanoma, given that in the previous study only 129 cases had been diagnosed. Conclusion: Our data are in agreement with literature, regarding the patient's age group, and the predominant anatomic location and subtype of cutaneous malignant melanoma. There was an increase in the number of cases located in the head and trunk compared to the lower limbs. Despite the efforts to detect cutaneous malignant melanoma, earlier diagnosis could not counterbalance the global risk of cutaneous malignant melanoma, as we still observe many cases, predominantly invasive and thick.
Introdução: O melanoma maligno é uma neoplasia cutânea muito agressiva, com uma incidência crescente nos últimos anos. Material e Métodos: Realizou-se estudo retrospetivo através da análise de processos clínicos de doentes com o diagnóstico de melanoma maligno cutâneo, durante o período compreendido entre 2011 e 2017. Analisaram-se características epidemiológicas, clínicas e histopatológicas e comparou-se com um estudo prévio de 11 anos realizado nesta Instituição (1999 a 2009). Resultados: O melanoma maligno cutâneo foi diagnosticado em 163 doentes, 59,5% do sexo feminino e 40,5% do sexo masculino, cuja idade média foi de 65,6 anos. A localização anatómica mais frequente nos homens foi o tronco, enquanto nas mulheres foi a perna. O subtipo de melanoma maligno cutâneo mais comum foi o de extensão superficial, seguindo-se o lentigo maligno e o nodular. A maioria dos casos eram melonoma maligno cutâneo invasivos (67,5%), em oposição aos melanomas malignos cutâneos in situ (32,5%). A média do índice de Breslow foi de 3,01 mm. Destaca-se o aumento do número de doentes com melanoma maligno cutâneo, já que no estudo anterior apenas tinham sido diagnosticados 129 casos. Conclusão: Os resultados obtidos neste estudo estão de acordo com o descrito na literatura, nomeadamente no que se refere à faixa etária dos doentes, e à localização anatómica e subtipo predominante do melanoma maligno cutâneo. Verificou-se um aumento do número de casos localizados na cabeça e tronco face aos membros inferiores. Apesar do investimento na deteção do melanoma maligno cutâneo, o aumento do número de diagnósticos não parece contrabalançar o risco global de melanoma maligno cutâneo, uma vez que continuam a surgir muitos casos, predominantemente invasivos e espessos.