Description
INTRODUCTION: Our purpose was to compare best corrected visual acuity (BCVA), endothelial cell density (ECD) and postoperative complications in adult patients with corneal endothelial disorders who were submitted to descemet stripping automated endothelial keratoplasty (DSAEK) or descemet membrane endothelial keratoplasty (DMEK). METHODS: Retrospective, single-centre, observational cohort study. Fifty one eyes from 51 patients with corneal endothelial disorders who were submitted to either a traditional DSAEK (n=23 patients) or a DMEK (n=28 patients) at Centro Hospitalar Universitário S. João (Porto, Portugal), and followed for at least one year after the procedure in our department were included. Patients without at least one ECD determination after transplantation and those who experienced primary graft failure were excluded. Patient demographics, BCVA with the logMAR scale before and one year after grafting, indication for transplantation, and postoperative complications were recorded. Specular microscopy with ECD determination (in cells/mm2) was performed on all donor corneas before grafting and regularly after transplantation, as part of our patient’s usual follow-up. RESULTS: Patients’ demographics, indications for transplantation and BCVA before graft- ing were similar in both groups. BCVA 1-year after transplantation was better in the DMEK group (0.26 ± 0.19 vs 0.47 ± 0.29 in the DSAEK group; p=0.003). ECD in donor corneas before grafting was similar in both groups (p=0.986). Graft ECD after transplantation was higher in the DMEK group at up to 5 months (p<0.001), 5 to 9 months (p=0.037) and 9 to 15 months follow-up (p=0.003), being similar in posterior determinations. 2 DMEK eyes required rebubblin. Two DSAEK eyes suffered graft rejection. CONCLUSION: In our cohort, DMEK presented better visual outcomes than DSAEK. The DMEK group showed higher mean ECD and lower ECD loss in the first 15 months of follow-up, but posterior measurements were similar in both groups. Therefore, both techniques had similar long-term mean ECD and ECD loss and other criteria should be used to determine which one is best suited for each case in our clinical practice.
INTRODUÇÃO: O nosso objetivo foi comparar melhores acuidades visuais corrigidas (MAVC) e densidade das células endoteliais corneanas (DCE) em adultos com patologias endoteliais corneanas que foram submetidos a descemet stripping automated endothelial keratoplasty (DSAEK) ou a descemet membrane endothelial keratoplasty (DMEK). MÉTODOS: Estudo retrospetivo observacional de centro único. Foram incluídos 51 olhos de 51 doentes com patologias endoteliais corneanas que foram submetidos ou a DSAEK tradicional (n=23 olhos) ou a DMEK (n=28 olhos), no Centro Hospitalar Universitário S. João (Porto, Portugal), com seguimento de pelo menos 1 ano após o procedimento. Doentes sem pelo menos uma determinação da DCE após o procedimento e doentes com falência primária do enxerto foram excluídos. Foram colhidos os dados demográficos dos doentes, as suas MAVC antes e após transplante (escala logMAR), as indicações cirúrgicas para transplante e as complicações pós-operatórias. Foi realizada microscopia especular com determinação da DCE (em celúlas/mm2) em todas as córneas dadoras e nos enxertos transplantados, como parte do nosso seguimento habitual destes doentes. RESULTADOS: Dados demográficos, indicações para transplante e MAVC prévia ao transplante foram similares em ambos os grupos. A MAVC 1 ano após transplante foi superior no grupo do DMEK (0,26 ± 0,19 vs 0,47 ± 0,29 unidades logMAR no grupo DSAEK; p=0,003). A DCE nas córneas dadoras foi similar em ambos os grupos (p=0,986). A DCE após transplante foi superior no grupo do DMEK nos primeiros 5 meses (p<0,001), nos 5 a 9 meses (p=0,037) e nos 9 a 15 meses após transplante (p=0,003), sendo similar em medições posteriores. Dois olhos submetidos a DMEK necessitaram de rebubbling. Ocorreu rejeição endotelial em 2 olhos submetidos a DSAEK. CONCLUSÃO: Na nossa coorte, olhos submetidos a DMEK apresentaram melhores resultados visuais que olhos submetidos a DSAEK. O grupo submetido a DMEK demonstrou uma DCE média superior e uma perda de DCE inferior nos primeiros 15 meses após transplante. Posteriormente, estes parâmetros foram similares entre grupos. Assim, ambas as técnicas apresentam valores similares de perda de DCE a longo prazo, pelo que a escolha da técnica de transplante endotelial deve ter por base outros critérios e ser individualizada na prática clínica diária.