Autor(es): Neto, Ana ; Maia, Teresa ; Santos Pinto, Pilar
Data: 2015
Origem: Psilogos
Assunto(s): Artigos de Revisão
Autor(es): Neto, Ana ; Maia, Teresa ; Santos Pinto, Pilar
Data: 2015
Origem: Psilogos
Assunto(s): Artigos de Revisão
Introdução: A transformação constante das comunidades e a sua relação com a patologia mental tem sido alvo de debate e investigação nas últimas décadas, embora não seja claro a sua real incorporação na prática psiquátrica. Objectivos: Os objectivos deste artigo são rever a pertinência da compreensão das comunidades para a prática Psiquiátrica, sobretudo Comunitária, bem como instrumentos metodológicos e conceptuais que permitam essa incorporação. Métodos: Revisão seleccionada de literatura sobre Psiquiatria Comunitária e Cultura, Comunidades, e Inequidade em Saúde Mental. Resultados: O presente artigo começa com uma revisão do significado de Comunidade e dos princípios definidores da Psiquiatria Comunitária e a pertinência de serem, ou não, culturalmente sensíveis. Este aspecto é ilustrado com dois exemplos da preocupação com a Cultura e Alteridade na compreensão da Saúde Mental e Organização de Serviços (a nível das Comunidades Internacionais e a nível das comunidades Locais, ressalvando-se o papel que alguns métodos de trabalho, como a observação participante, podem desempenhar nestes contextos). Reflectimos por último sobre o conceito de Capital Social como um modelo teórico que antecipa a pertinência da incorporação das comunidades no pensamento Psiquiátrico. Conclusão: A Psiquiatria e em particular a Psiquiatria Comunitária, reconhecendo uma diversidade de metodologias e permeável a modelos de áreas científicas limítrofes, pode finalmente eleger a Comunidade como plano de análise e integra-la na sua praxis.
Introduction: The constant transformation of communities and its relationship with mental illness has been studied and debated for the past decades, although it is still not clear how it has been incorporated in clinical practice. Aims: The authors propose to review the relevance to Psychiatry, especially Community Psychiatry, of understanding communities as well as the methodologies and conceptual frameworks that allow that approach. Methods: Selected and critical review of the literature about Community Psychiatry and Culture, Communities, and Social Inequity and Mental Health. Results: The authors start by reviewing the meaning of Community and the defining principles of Community Psychiatry in their relationships with cultural sensitivity. This aspect is illustrated with two examples of the impact of culture and alterity in the understanding of Mental Health and Service Organization, one at the level of International and Global Mental Health, and the other at the local communities’ level. In this context, participatory action research is highlighted. Conclusions: Psychiatry, in particular Community Psychiatry, by acknowledging a wide range of methodologies and being open to transdisciplinary models, is in a privileged position of electing communities as a field of investigation and integrate it in its praxis.