Autor(es):
Lima, M. L. ; Rodrigues, Graça ; Gonçalves, Helena ; Lino, Cristina ; Carrapatoso, Cristina ; Nogueira, Raúl
Data: 2000
Origem: Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
Assunto(s): Hepatite B; Gravidez; Seroprevalência; Hepatitis B; Pregnancy; Seroprevalence
Descrição
The autors estimate the prevalence of Hepatitis B Surface Antigen in an obstetric population, admitted to the out-patient clinic of M.J.D. during one year. A questionnaire was designed to identify the possible risk factors associated whith the presence of HB surface antigen. Among 1333 pregnant women, 1258 were screened, and 627 concluded the study: screening and questionnaire. In the overall sample, the prevalence of Hepatitis B Surface Antigen was 2,4% and the prevalence in the group that completed the study protocol was 2.9% (95% confidence interval: 1.8-4.5%). No significant differences were found for HBs Ag positive or negative women according to the characteristics evaluated, except for a past history of clinically recognised hepatitis. This study confirms the usefulness of the present policy of universal screening of all pregnant women, showing that in this population a selective screening based on known risk factors would lead to a biased selection of women for HBs Ag screening.
Foi avaliada a prevalência do antigénio de superfície do vírus da Hepatite B numa amostra de 1258 grávidas que frequentaram a Consulta Externa da Maternidade de Júlio Dinis no período de um ano. Simultaneamente, foi efectuado um inquérito epidemiológico a 627 dessas mulheres com o objectivo de determinar a existência de factores de risco para a presença do antigénio HBs e, consequentemente, avaliar da necessidade de um rastreio sistemático antenatal, que não era ainda prática corrente à data da realização do estudo. A seroprevalência global para o Ag HBs foi de 2,4%, sendo 2,9% (intervalo de confiança a 95%: 1,8 - 4,5%) no grupo de grávidas inquiridas. Não se encontraram diferenças significativas nas características das grávidas, de acordo com a presença do Ag HBs, excepto para a referência a história anterior de hepatite, que era mais frequente nas mulheres de Ag HBs-positivo. O presente estudo confirma o interesse da realização de um rastreio sistemático, pois mostra as limitações da sua prática selectiva.