Author(s):
Teixeira-Vaz, Ana ; Tender Vieira, Joana ; Silva, Ana Isabel ; Festas, Maria José ; Pires, Jennifer ; Parada, Fernando
Date: 2024
Origin: Revista da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação
Subject(s): Awareness; Health Knowledge; Attitudes; Practice; Stroke/prevention and control; Stroke Rehabilitation; Acidente Vascular Cerebral/prevenção e control; Conhecimentos; Atitudes e Prática em Saúde; Consciencialização; Reabilitação do Acidente Vascular Cerebral.
Description
Introduction: Our objective was to evaluate the awareness of cerebrovascular disease (CVD) diagnosis, risk factors, and potential for recurrence in hospitalized patients.Material and Methods: Cross-sectional analysis, with consecutive inclusion of 530 patients with stroke or transient ischemic attack (TIA) admitted to a tertiary-care center between May and November 2019. Inclusion criteria encompassed: 1) admission diagnosis of stroke or TIA and 2) age ≥18 years old. Exclusion criteria comprised 1) aphasia, 2) cognitive impairment or dementia, 3) depressed consciousness, 4) severe hypoacusia and 5) inability or refusal to provide written informed consent. A standardized questionnaire was applied in a face-to-face interview in the first 12 to 72 hours of hospitalization.Results: Two-hundred, twenty patients were included, mostly males (58.2%; n=128), with a mean age of 68 years old. 23% (n=51) were unaware of their stroke or TIA diagnosis. Most patients did not recognize any risk factor for CVD by free recall. Yet, when confronted with a list of possible risk factors, hyperlipidemia (98%) and hypertension (97%) were the most recognized. A percentage of 74% (n=163) of the sample believed to be at risk of a new cerebrovascular event. Although 85% (n=188) agreed that the recurrence risk would decrease by controlling risk factors, only 66% (n=146) recognized appropriate strategies.Conclusion: This study depicted suboptimal knowledge regarding stroke diagnosis, its’ risk factors, and the potential of recurrence in hospitalized patients with CVD. Prompt patient education strategies are warranted to promote behavior changes.
Introdução: O nosso objetivo foi avaliar a perceção do diagnóstico de doença vascular cerebral (DVC), seus fatores de risco e potencial de recorrência em doentes hospitalizados.Material e Métodos: Estudo transversal com inclusão consecutiva de 530 doentes com acidente vascular cerebral (AVC) ou acidente isquémico transitório (AIT), admitidos num centro terciário entre maio e novembro de 2019. Os critérios de inclusão foram: 1) diagnóstico de admissão hospitalar de AVC ou AIT e 2) idade ≥18 anos. Os critérios de exclusão foram 1) afasia, 2) défice cognitivo ou demência, 3) depressão do estado de consciência, 4) hipoacusia severa e 5) incapacidade ou recusa em fornecer consentimento informado. Um questionário estandardizado foi aplicado em entrevista clínica presencial, nas primeiras 12 a 72 horas de hospitalização.Resultados: Foram incluídos 220 doentes, a maioria do sexo masculino (58,2%; n=128), com uma idade média de 68 anos. Desconheciam o seu diagnóstico de admissão (AVC ou AIT) 23% (n=51). A maioria dos doentes não identificou fatores de risco para DVC quando questionados diretamente. No entanto, quando confrontados com uma lista de fatores de risco possíveis, a dislipidemia (98%) e a hipertensão (97%) foram os mais frequentemente reconhecidos. Da amostra, 74% (n=163) considerava-se em risco de um novo evento cerebrovascular. Apesar de 85% (n=188) concordar que o risco de recorrência diminuiria com o controlo dos fatores de risco, apenas 66% (n=146) conhecia estratégias de prevenção.Conclusão: Este estudo revelou um conhecimento sub-ótimo relativamente ao diagnóstico, fatores de risco e potencial de recorrência em doentes hospitalizados por DVC aguda. Assim, a implementação de estratégias de educação dos doentes é desejável para promover alterações do comportamento dos mesmos.