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Functional Outcome in an Inpatient Rehabilitation Setting After Post-Intensive Care Syndrome due to COVID-19: A Retrospective Study

Autor(es): Ribeiro, Sofia ; Almeida, Gabi ; Raposo, Ana Rita ; Pereira, Patrícia ; Freixo, Sara ; Soares, Ivone ; Gemelgo, Cláudia ; Martins Pereira, Fátima

Data: 2024

Origem: Revista da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação

Assunto(s): COVID-19/rehabilitation; Inpatients; Intensive Care Units; Recovery of Function; COVID-19/reabilitação; Doentes Internados; Recuperação da Função, Unidades de Cuidados Intensivos


Descrição

Introduction: Coronavirus disease 2019 (COVID-19) can cause acute respiratory distress syndrome and acute respiratory failure, requiring hospitalization. The complications and functional consequences of hospitalization at intensive-care units (ICU) are called post-intensive care syndrome (PICS). This study aimed to describe functional outcomes in patients with PICS due to COVID-19 and evaluate the factors that could influence or even predict these outcomes. Methods: This retrospective study included all patients admitted to an inpatient rehabilitation facility (IRF) following hospitalization for critical COVID-19. We recorded the potentially useful patient demographics and clinical characteristics. Results: This study included 18 patients, most of them male, with a mean age of 60 years. We noted an important radiological pulmonary involvement by the disease in all patients, and most required oxygen supply upon admission to the IRF. The total functional independence measure (FIM) and medical research council sum scores (MRC-SS) significantly improved from admission to discharge. A higher percentage of radiological pulmonary involvement and a higher fraction of inspired oxygen (FiO2) at admission to the IRF were associated with greater FIM variation between admission and discharge. Additionally, a lower FIM at admission correlated with a greater variation in FIM during the IRF stay. A higher MRC-SS at discharge was associated with a higher FIM. Conversely, a greater need for oxygen support at discharge predicted a lower FIM score. Conclusion: Inpatient rehabilitation was associated with significant motor and functional improvement in our sample. The functional recovery of our patients correlated more with radiological pulmonary involvement, the need for oxygen support, and the overall functionality at admission rather than with the muscle weakness. Cardiopulmonary condition at discharge, as expressed by FiO2, was more important than muscle strength in defining functional outcomes at discharge and even predicted FIM at discharge. According to our study, patients with more severe respiratory/pulmonary involvement by COVID-19 and lower levels of functional independence at admission may benefit the most from integrating an inpatient rehabilitation program into an acute/subacute IRF.

Introdução: A COVID-19 pode causar uma síndrome respiratória aguda grave com insuficiência respiratória aguda e necessidade de hospitalização. As complicações e consequências funcionais de um internamento numa Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) denominam-se de síndrome pós-internamento em UCI (SPICI). Este estudo visa descrever a evolução funcional de doentes com SPICI por COVID-19, avaliando potenciais fatores que podem influenciar ou até predizer essa mesma evolução. Métodos: Este estudo retrospetivo incluiu todos os pacientes internados num Serviço de Medicina Física e de Reabilitação (MFR) após internamento em contexto de COVID-19 crítica. Foram recolhidos dados relativos às características clínicas e demográficas desses pacientes. Resultados: Este estudo incluiu 18 pacientes, a maioria do sexo masculino, com uma média de 60 anos de idade. Constatou-se um importante envolvimento radiológico pela doença em todos os pacientes, e a maior parte deles ainda necessitava de oxigénio suplementar à admissão no internamento de MFR. A medida de independência funcional (MIF) total e o Medical Research Council Sum-Score (MRC-SS) aumentaram significativamente desde a admissão até à alta do internamento de MFR. Quanto maior a percentagem de envolvimento pulmonar radiológico pela doença e a necessidade de oxigénio suplementar (FiO2) à admissão no internamento de MFR, maior a variação da MIF entre a admissão e a alta. A presença de uma MIF menor à admissão também se correlacionou com uma maior variação da MIF durante o internamento. Quanto maior o MRC-SS à data de alta, maior a MIF nesse momento. Por outro lado, a maior necessidade de suplementação de oxigénio à data de alta prediz uma MIF menor nesse momento. Conclusão: O internamento no Serviço de Reabilitação esteve associado a uma evolução motora e funcional significativas. A recuperação funcional dos nossos pacientes esteve mais correlacionada com o envolvimento radiológico pela doença, a necessidade de suplementação de oxigénio e a funcionalidade global à admissão, do que propriamente com a força muscular. A condição cardiopulmonar à data de alta, expressa pela FiO2, revelou-se mais importante do que a força muscular para definir o resultado funcional à data de alta, e inclusivamente predisse a MIF à data de alta. Assim, de acordo com o nosso estudo, pacientes com um maior envolvimento respiratório/ pulmonar pela COVID-19 e menores níveis de independência funcional à admissão, parecem ser aqueles que mais beneficiam de integrar um programa intensivo de reabilitação em regime de internamento.

Tipo de Documento Artigo científico
Idioma Inglês
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