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Neonatal Resuscitation Practices in Portuguese Delivery Rooms: A Cross-Sectional Study

Author(s): Alves, Natacha ; Rocha, Gustavo ; Flor-de-Lima, Filipa ; Rosário, Marta ; Pissarra, Susana ; Mateus, Mário ; Azevedo, Inês ; Soares, Henrique

Date: 2024

Origin: Acta Médica Portuguesa

Subject(s): Delivery Rooms; Infant, Newborn; Portugal; Resuscitation; Surveys and Questionnaires; Inquéritos e Questionários; Portugal; Ressuscitação; Recém-Nascido; Salas de Partos


Description

Introduction: Data from previous studies have demonstrated inconsistency between current evidence and delivery room resuscitation practices in developed countries. The primary aim of this study was to assess the quality of newborn healthcare and resuscitation practices in Portuguese delivery rooms, comparing current practices with the 2021 European Resuscitation Council guidelines. The secondary aim was to compare the consistency of practices between tertiary and non-tertiary centers across Portugal.Methods: An 87-question survey concerning neonatal care was sent to all physicians registered with the Portuguese Neonatal Society via email. In order to compare practices between centers, participants were divided into two groups: Group A (level III and level IIb centers) and Group B (level IIa and I centers). A descriptive analysis of variables was performed in order to compare the two groups.Results: In total, 130 physicians responded to the survey. Group A included 91 (70%) and Group B 39 (30%) respondents. More than 80% of participants reported the presence of a healthcare professional with basic newborn resuscitation training in all deliveries, essential equipment in the delivery room, such as a resuscitator with a light and heat source, a pulse oximeter, and an O2 blender, and performing delayed cord clamping for all neonates born without complications. Less than 60% reported performing team briefing before deliveries, the presence of electrocardiogram sensors, end-tidal CO2 detector, and continuous positive airway pressure in the delivery room, and monitoring the neonate’s temperature. Major differences between groups were found regarding staff attending deliveries, education, equipment, thermal control, umbilical cord management, vital signs monitoring, prophylactic surfactant administration, and the neonate’s transportation out of the delivery room.Conclusion: Overall, adherence to neonatal resuscitation international guidelines was high among Portuguese physicians. However, differences between guidelines and current practices, as well as between centers with different levels of care, were identified. Areas for improvement include team briefing, ethics, education, available equipment in delivery rooms, temperature control, and airway management. The authors emphasize the importance of continuous education to ensure compliance with the most recent guidelines and ultimately improve neonatal health outcomes.

Introdução: Estudos previamente publicados demonstraram discordância entre as práticas de reanimação neonatal nas salas de partos e as recomendações internacionais em países desenvolvidos. O objetivo primário deste estudo foi avaliar a qualidade dos cuidados de saúde neonatais e de reanimação neonatal nas salas de partos portuguesas, comparando as práticas atuais com as diretrizes de 2021 do European Resuscitation Council. O objetivo secundário foi comparar a consistência das práticas entre centros terciários e centros não-terciários em Portugal.Métodos: Um questionário com 87 perguntas foi enviado por correio eletrónico aos médicos inscritos na Sociedade Portuguesa de Neonatologia. Para comparar as práticas entre centros terciários e não-terciários, os participantes foram divididos em dois grupos: Grupo A (centros nível III e nível IIb) e Grupo B (centros nível IIa e nível I). Para comparar as práticas entre os grupos A e B foi efetuada uma análise descritiva das variáveis.Resultados: No total, 130 médicos responderam ao questionário. O Grupo A incluiu 91 (70%) e o Grupo B 39 (30%) participantes. Mais de 80% relataram a presença de um profissional com treino básico em reanimação neonatal em todos os partos, realização de clampagem tardia do cordão a todos os recém-nascidos que nascem sem complicações, e a presença de alguns equipamentos essenciais nas salas de partos. Menos de 60% relataram a realização de team briefing, controlo da temperatura dos recém-nascidos, e a presença de sensores de eletrocardiograma, sensores de CO2 expirado e máquinas geradoras de pressão positiva contínua da via aérea (CPAP). As áreas de maior divergência entre os grupos incluíram os recursos humanos presentes nas salas de partos, educação, equipamento, controlo térmico, manipulação do cordão umbilical, monitorização de sinais vitais, administração profilática de surfactante e transporte do recém-nascido.Conclusão: De um modo geral, os médicos portugueses revelaram uma elevada adesão às diretrizes internacionais. Ainda assim, foram encontradas algumas diferenças entre as diretrizes internacionais e as práticas atuais, bem como entre as práticas em centros com diferentes níveis de diferenciação. Os aspetos a melhorar incluem o team briefing, questões éticas, educação, equipamentos disponíveis, monitorização da temperatura e abordagem à via aérea. Os autores salientam a importância da formação contínua, de modo a garantir adesão às diretrizes mais recentes e a melhorar os outcomes na saúde neonatal.

Document Type Journal article
Language English
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