Autor(es): Lee, Rosemary ; Carvalhais, Miguel
Data: 2024
Origem: Vista Revista de Cultura Visual
Assunto(s): Artigos Temáticos
Autor(es): Lee, Rosemary ; Carvalhais, Miguel
Data: 2024
Origem: Vista Revista de Cultura Visual
Assunto(s): Artigos Temáticos
As its aesthetics, methods, and conceptual focus have, in many respects, merged with those of mainstream contemporary art, the boundaries of media art have become more unclear than when the use of technology in art was more of a rare occurrence. While the term "media art" may be helpful in designating a particular sphere of practice and discourse, its current meaning has shifted as a result of changing contexts surrounding the use of technology in art. From its close association with "new media" such as the digital computer, the internet, screen-based media, and interactive systems in the early days of media art as a field, this term now bears re-evaluation in light of the pervasive use of technology we are familiar with in the post-digital condition. As many of these defining forms of new media have lost their novelty and have also been adopted in mainstream artistic practices, media art may be defined less by its engagement with specific media than by stylistic and referential aspects derived from its historical lineage. This paper draws comparisons between early discussions on media art and recent developments in this area with the aim of developing insights into whether and in what capacity media art remains relevant as a term for addressing technologically engaged contemporary artistic practices. By considering media art in such terms, this investigation reconsiders what may be regarded as defining aspects of the field, enquiring into what potential this reframing may have for practitioners and theorists working with this topic.
À medida que a sua estética, os seus métodos e o seu foco conceptual se fundiram em diversos aspetos com os da arte contemporânea convencional, os limites da media art tornaram-se menos claros do que quando a utilização da tecnologia na arte era ainda pouco frequente. Embora o termo "media art" possa ser útil na designação de uma esfera de atuação ou discurso específica, o seu atual significado sofreu uma alteração decorrente da evolução das circunstâncias inerentes à utilização da tecnologia na criação de arte. Devido à sua íntima associação, desde os seus primórdios enquanto campo, com os "novos média", como o computador, a internet, os meios de comunicação à base de ecrãs e sistemas interativos, este termo requer agora uma reavaliação face ao panorama de computação pervasiva com o qual estamos familiarizados na condição pós-digital. Sendo que muitas destas formas definidoras dos novos média deixaram de ser novidade e foram integradas em práticas artísticas convencionais, a media art poderá não se definir tanto pela sua interação com meios de comunicação específicos, mas sim pelos aspetos estilísticos e referenciais provenientes da sua linhagem histórica. Este trabalho estabelece comparações entre os primeiros debates acerca da media art e desenvolvimentos recentes na área, com o propósito de compreender se, e de que forma, a media art continua a ser relevante enquanto termo referente a práticas artísticas contemporâneas que utilizam a tecnologia. Considerando-a de tal perspetiva, esta investigação propõe repensar que aspetos poderão ser considerados inerentes a esta área e questiona a forma como esta reestruturação poderá beneficiar os profissionais e teóricos que abordam este tópico.