Autor(es): Leal, Rita ; Simões, Diana
Data: 2024
Origem: Aprender
Assunto(s): cesto dos tesouros; explorações; creche; qualidade e bem estar; Basket of treasures; daycare; explorations; quality and well-being
Autor(es): Leal, Rita ; Simões, Diana
Data: 2024
Origem: Aprender
Assunto(s): cesto dos tesouros; explorações; creche; qualidade e bem estar; Basket of treasures; daycare; explorations; quality and well-being
Assuming a view of the child from 0 to 3 years of age as an active, competent and capable child, the proposal of the basket of treasures (BT) is experienced and problematized in the context of a daycare center. Based on a qualitive methodology, five BT sessions were implemented, with the collected data recorded through videos and field notes. An exploration of two children aged 12 and 18 months respectively with unstructured objects focused on actions such as grabbing, hitting, dropping, moving and/or putting them in their mouth. These results support what have been proven by psychology and child development authors, that children learn by observing, working on, imitating, posing hypotheses and proving or refuting them. By fostering children’s spontaneous actions and respecting their ability to act and make decisions about what concerns them, the presented results contribute to viewing the daily life of daycare as a space that enhances children’s autonomy and development. It highlights the importance of pedagogical time with its own identity, which is (re)constructed through observation, listening, and interactions with others (objects, peers, adults/educators), and has an impact on the desired quality and well‑being.
Assumindo uma visão da criança dos 0 aos 3 anos de idade como uma criança ativa, competente e capaz, vive-se e problematiza-se a proposta do cesto dos tesouros (CT) em contexto de creche. Com base numa metodologia qualitativa, implementam-se cinco sessões do CT, tendo sido os dados recolhidos registados através de vídeos e notas de campo. A exploração de duas crianças de 12 e 18 meses com objetos não estruturados centrou-se em ações como agarrar, bater, deixar cair, deslocar objetos e/ou colocar na boca. Estes resultados sustentam o comprovado por autores da psicologia e do desenvolvimento infantil de que as crianças aprendem observando, agindo ativamente sobre, imitando, colocando hipóteses e comprovando-as ou refutando-as. Potencializando a ação espontânea das crianças e respeitando a sua capacidade de agir e tomar decisões sobre o que lhes diz respeito, os resultados apresentados contribuem para olhar o quotidiano da creche como um espaço potenciador da autonomia e do desenvolvimento da criança, com um tempo pedagógico com identidade própria que se (re)constrói na observação, escuta e relação e interação com o outro (objetos, pares, adulto(s)/educador) e com impacto na qualidade e bem-estar desejados.