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Regenerative Therapies inTendinopathies and PartialRotator Cuff Tears

Author(s): Alves Beraldo, Rodrigo ; Zanesco, Leonardo ; Assunção, Jorge Henrique ; Angeli Malavolta, Eduardo

Date: 2025

Origin: Orthopaedic SPOT - Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia

Subject(s): Mesenchymal Stem Cells; Platelet‑Rich Plasma; Regenerative Medicine; Rotator Cuff Injuries/therapy; Tendinopathy; Células‑Tronco Mesenquimais; Lesões da Roturas da Coifa/tratamento; Medicina Regenerativa; Plasma Rico em Plaquetas; Tendinopatia


Description

Rotator cuff tendinopathies and partial‑thickness tears are common causes of shoulder pain, particularly in adults over 40, with a significant impact on quality of life and work capacity. While conservative treatment remains the first‑line approach, a substantial proportion of patients experience suboptimal outcomes. In recent years, regenerative therapies have emerged as promising alternatives or adjuncts to traditional treatment, aiming to promote tendon healing, reduce pain, and delay or avoid surgical intervention. This review critically evaluates the current evidence on regenerative interventions, including corticosteroid injections, hyaluronic acid, prolotherapy, platelet‑rich plasma (PRP), and cell‑based therapies such as bone marrow aspirate (BMA) and adipose‑derived mesenchymal stem cells (AD‑MSCs). Among these, leukocyte‑poor PRP (LP‑PRP) demonstrates the most consistent results in pain relief and functional improvement, with sustained effects observed for up to 12 months. Prolotherapy and hyaluronic acid, particularly in high‑molecular‑weight formulations, also show favorable short‑term results. Conversely, corticosteroids provide only transient analgesia and may negatively affect tendon healing if administered postoperatively. Cell‑based therapies have shown encouraging preliminary findings, including structural tendon improvement and reduction in lesion size. However, current studies are limited by methodological heterogeneity, small sample sizes, and short follow‑up periods, precluding definitive conclusions. This article emphasizes the need for individualized treatment selection based on patient profile, clinical severity, and access to therapy. Although some regenerative strategies are becoming more accessible, many remain experimental and should be restricted to research protocols until further high‑quality evidence becomes available. Therapeutic decisions should involve shared decision‑making, clearly addressing benefits, limitations, costs, and safety profiles of each modality.

As tendinopatias e as roturas parciais da coifa dos rotadores constituem causas frequentes de dor no ombro, sobretudo em adultos com mais de 40 anos, com impacto significativo na qualidade de vida e na capacidade laboral. Embora o tratamento conservador continue a ser a abordagem de primeira linha, uma proporção substancial de doentes apresenta desfechos insatisfatórios. Nos últimos anos, as terapias regenerativas têm surgido como alternativas ou adjuvantes promissores ao tratamento tradicional, com o objetivo de promover a cicatrização tendinosa, reduzir a dor e adiar ou evitar a intervenção cirúrgica. Esta revisão avalia criticamente a evidência atual sobre intervenções regenerativas, incluindo infiltrações de corticosteroides, ácido hialurónico, proloterapia, plasma rico em plaquetas (PRP) e terapias celulares, como aspirado de medula óssea (BMA) e células estaminais mesenquimais derivadas do tecido adiposo (AD‑MSCs). Entre estas modalidades, o PRP pobre em leucócitos (LP‑PRP) demonstra os resultados mais consistentes em termos de alívio da dor e melhoria funcional, com efeitos sustentados até 12 meses. A proloterapia e o ácido hialurónico, particularmente em formulações de alto peso molecular, também evidenciam resultados favoráveis a curto prazo. Em contrapartida, os corticosteroides proporcionam apenas analgesia transitória e podem comprometer a cicatrização tendinosa quando administrados no pós‑operatório. As terapias celulares têm revelado achados preliminares encorajadores, incluindo melhoria estrutural do tendão e redução da dimensão das lesões. Contudo, os estudos disponíveis são limitados pela heterogeneidade metodológica, pelo reduzido tamanho amostral e por períodos curtos de seguimento, o que inviabiliza conclusões definitivas. Este artigo sublinha a necessidade de seleção individualizada do tratamento, baseada no perfil do doente, na gravidade clínica e no acesso às terapias. Embora algumas estratégias regenerativas estejam progressivamente mais acessíveis, muitas permanecem ainda em fase experimental devendo ser restringidas a protocolos de investigação até que esteja disponível evidência de maior qualidade. As decisões terapêuticas devem assentar na tomada de decisão partilhada, abordando de forma clara os benefícios, limitações, custos e perfis de segurança de cada modalidade.

Document Type Journal article
Language English
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