Autor(es): Couto, Tiago Q. ; Vieira, Elisabete S.
Data: 2019
Origem: Estudos do ISCA
Assunto(s): PME; Determinantes do endividamento; Crise; Dados painel; SME; Debt determinants; Crisis; Panel data
Autor(es): Couto, Tiago Q. ; Vieira, Elisabete S.
Data: 2019
Origem: Estudos do ISCA
Assunto(s): PME; Determinantes do endividamento; Crise; Dados painel; SME; Debt determinants; Crisis; Panel data
This paper aims to identify the main determinants of leverage on Portuguese Small and Medium Enterprises (SME), as well as their behaviour to financial prosperity and recession. Applying the panel data methodology, we analyse a sample of 1,444 SME for the period between 2004 and 2012. The results show a positive relationship between tangibility of assets, the firms’ size, the growth rate of the asset and the business risk, and the level of indebtedness of the company. We find also a negative relationship between profitability, the tax advantages non-resultant from debt and the firms’ cycle of life, and the indebtedness level. Finally, the results show that the financial crisis influences negatively the levels of indebtedness of Portuguese companies, a result of rationing and enhancement of bank credit.
Este trabalho tem como principal objetivo identificar os determinantes do nível de endividamento das pequenas e médias empresas (PME) portuguesas, bem como analisar o efeito da crise financeira na estrutura de capital destas empresas. Através da metodologia de dados em painel, analisámos o período compreendido entre 2004 e 2012, considerando uma amostra de 1.444 PME. Os resultados evidenciam uma relação positiva entre a tangibilidade dos ativos, a dimensão, a taxa de crescimento do ativo e o risco de negócio, e o nível de endividamento das empresas. Foi ainda encontrada uma relação negativa entre a rendibilidade, as vantagens fiscais não resultantes de dívida e o ciclo de vida das empresas, e o respetivo endividamento. Finalmente, os resultados revelam que a crise financeira veio influenciar negativamente os níveis de endividamento das empresas portuguesas, consequência do racionamento e encarecimento do crédito bancário.