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Pessoas Dependentes no autocuidado com compromisso no processo neuromuscular: necessidades e cuidados prestados

Author(s): Bento, Maria da Conceição Saraiva da Silva Costa ; Rodrigues, Luís Miguel Mira Abreu ; Mariz, Manuel Augusto Duarte ; Silva, Abel Avelino paiva e

Date: 2021

Origin: Repositório Científico da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra

Subject(s): Dependência no autocuidados Compromisso no processo neuromuscular Necessidade de Cuidados


Description

O fenómeno da dependência no autocuidado e da inerente necessidade de cuidados é uma preocupação Mundial (Spasova, 2018) Estudos desenvolvidos em Portugal, permitiram caraterizar a realidade no que diz respeito à dimensão do fenómeno, desenvolver formas de avaliação do nível de dependência e potencial de reconstrução de autonomia (Petronilho et al 2017). Tanto quanto sabemos, não estão disponíveis estudos sobre as relação entre os cuidados necessários versus cuidados implementados às pessoas dependentes que continuam a viver em suas casas. Este estudo, que faz parte de uma investigação mais ampla, visa conhecer as necessidades de cuidados em pessoas com compromissos no processo musculosquelético, para garantir completude de cuidados e a permanência no domicílio. A avaliação dos compromissos corporais e necessidades relativas a atitudes terapêuticas resultou do juízo diagnóstico, de três investigadores/enfermeiros especialistas em Enfermagem de Reabilitação. Verificou-se que as pessoas dependentes avaliadas apresentavam, como pode ver-se no gráfico 1, os seguintes compromisso relativos ao processo neuromuscular: 81,5 % equilíbrio comprometido; 66,2% desuso; 47,7% rigidez articular; 41,5% dor; 28,5% consciência comprometida; 26,2% paresia; 23,8% compromisso na comunicação e 6,2% espasticidade. Foram avaliadas, as intervenções necessárias, relativamente a cada um dos compromissos apresentados e a frequência esperada de implementação das mesmas, a partir da informação prestada pelo enfermeiro da ECCI e cuidador principal sobre intervenções implementadas e frequência de implementação das mesmas, foi calculada a proporção em que eram implementadas face ao esperado, os gráficos 2, 3 e 4 apresentam os resultados obtidos por tipo de intervenção necessária. A proporção global de implementação das intervenções, face ao esperado, foi de 67,0%. Variando da seguinte forma, por tipo de intervenção: ensinar 96,7%, instruir 60,3%, treinar 57,1% e executar 53,7%. O principal prestador de cuidados é o enfermeiro. Conclusões: O fenómeno das necessidades de cuidados às pessoas dependentes no autocuidado a viver no domicílio e a sua provisão revelaram-se como realidades complexas e multidimensionais, não estando garantida a completude de cuidados. Concluiu-se existir elevada proporção de cuidados que são deixados por fazer, ou que são feitos menos vezes do que as consideradas necessárias, o que pode explicar a elevada percentagem de pessoas que apresenta desuso, rigidez articular e dor. O principal prestador de cuidados é o enfermeiro. Observou-se relação estatisticamente significativa entre a prescrição e/ou a proporção de implementação face ao esperado, de muitas intervenções dirigidas a focos do domínio neuromuscular e a tipologia de referência para cuidados de reabilitação, apontando para a existência de uma maior atenção dos enfermeiros relativamente aos problemas deste domínio quando é este o tipo de referenciação.. Os resultados apontam a necessidade de que a execução dos cuidados tenha que ser assumida em muito maior continuidade num registo profissional e que os enfermeiros, a par do ensinar, executem mais, recorrendo mais a um sistema de cuidados de enfermagem total ou parcialmente compensatório, a par e por vezes até ao invés de um sistema de apoio e educação como atualmente acontece (Orem, 2001).

Document Type Other
Language Portuguese
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