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Revista Alter Ibi

Autor(es): Gonçalves, Luís Jorge Rodrigues ; Buco, Cristiane ; Abreu, Mila Simões De

Data: 2014

Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10400.5/99593

Origem: Repositório da Universidade de Lisboa

Assunto(s): Arte Rupestre; Arqueologia; Património cultural; Conservação e restauro; Congresso Internacional de "Gestão do Património Global", 1, S. Raimundo Nonato (Piauí, Brasil), 2014; Museologia


Descrição

O património natural e cultural são a nossa herança colectiva que conceptualmente temos vindo a alargar desde que o Homem de Neandertal coleccionou os primeiros fósseis. O Homo Sapiens iniciou o processo de produzir o próprio património artístico, que se manifesta na arte rupestre e na arte móvel. No século XV as grandes obras artísticas continuaram a predominar na concepção de património cultural, o século XIX trouxe o património natural, com Yellowstone, mas o século XX alargou os conceitos de património, acompanhado da criação de instituições públicas e privadas e numerosas convenções internacionais e abundante legislação de salvaguarda do património. No século XXI coloca-se de forma categórica a questão da sua gestão e, consequentemente, do estudo e da criação de narrativas em torno do património cultural e natural. Hoje os cursos pré-universitários e universitários da área das ciências do património estão em expansão, dando resposta a exigências sociais que as comunidades têm acentuado nos últimos anos. A área dos estudos de património é ainda um território de transdisciplinaridade entre as artes, as ciências sociais e humanas e as ciências naturais. Para o seu estudo e gestão contribuem os historiadores, os biólogos, os geólogos, os arqueólogos, os artistas plásticos, os designers, os arquitectos, os antropólogos, os conservadores e restauradores, os gestores e economistas, enfim uma vasta gama de profissionais que trabalham nas diversas áreas desta cadeia operatória, que procura preservar e investigar o património cultural e natural e contar histórias. Neste sentido a museologia, como área da comunicação, tem um papel central, porque é a mediação entre públicos e o património cultural e natural. Na definição do ICOMO, em 2001, um museu é «uma instituição permanente, sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público e que adquire, conserva, investiga, difunde e expõe os testemunhos materiais do homem e de seu entorno, para educação e deleite da sociedade». Cada espaço de memória, institucionalizado por uma organização local, regional ou nacional, é um espaço museológico, onde o mais importante é dar aos públicos a sua integração na cultura em que vive ou visita. A museologia é a nossa ferramenta de trabalho, porque o museu está presente onde conseguirmos contar uma boa história. Hoje a gestão do património é também uma preocupação, porque tem um grande potencial na criação de riqueza, nas sociedades onde se insere. As discussões sobre este tema são cada vez mais prementes e foram um incentivo à organização deste I Congresso Internacional de “Gestão do Património Global” que decorreu entre 24 e 25 de Fevereiro de 2014, na Serra da Capivara, um patrimônio mundial, onde o património cultural e natural se associação e onde património cultural material e imaterial têm também uma forte presença. Quantas histórias não estão escondidas, por detrás de cada imagem arte rupestre? Estar na Serra da Capivara é uma presença para o mundo. É discutir a partir do local o global. É debater o actual e os seus problemas, com o passado sempre presente. O I Congresso Internacional de “Gestão do Património Global” reuniu-se em S. Raimundo Nonato, cidade do interior do Piauí, que é exemplo de como o património global, o Parque Nacional de Serra da Capivara, pode influenciar o desenvolvimento local e neste sentido o encontro procurou reunir experiências, partilhar ideias de vários continentes. A todos os que participaram o nosso obrigado.Para além do encontro temos a publicação, que será a memória deste encontro, na revista Alter Ibi, ou seja, nas línguas latim e tupi a “outra terra”. Será um espaço de encontro entre diferentes terras e diferentes experiências.

Tipo de Documento Objeto de conferência
Idioma Português
Contribuidor(es) Repositório Científico de Acesso Aberto da ULisboa
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