Author(s): Reis, Inês ; Guedes, Davis ; Bahia, Sara
Date: 2015
Persistent ID: http://hdl.handle.net/11067/1325
Origin: Lusíada - Repositório das Universidades Lusíada
Author(s): Reis, Inês ; Guedes, Davis ; Bahia, Sara
Date: 2015
Persistent ID: http://hdl.handle.net/11067/1325
Origin: Lusíada - Repositório das Universidades Lusíada
Revista de Psicologia da Criança e do Adolescente. - ISSN 1647-4120. - V. 5, n. 1 (Janeiro-Junho 2014). - p. 41-56.
As emoções são frequentemente entendidas como fazendo parte da experiência quotidiana, uma vez que são indissociáveis do processamento cognitivo. Nos últimos anos, a ideia de que a experiência emocional não é preformada mas descoberta durante o ato de expressão permitiu à emoção emancipar-se do seu papel de catalisadora do processo criativo para começar a ser estudada enquanto produto da criatividade. Uma vez que as pessoas diferem na forma como experimentam e expressam emoções, procurámos neste trabalho analisar as diferenças individuais de um grupo de participantes de dois workshops sobre emoção e desenvolvimento relativamente à forma como criativamente representam as suas vivências emocionais. O grupo era constituído por estudantes no final da adolescência e por adultos que, na sua maioria, eram pais e/ou educadores permitindo compreender de forma qualitativa o modo como se expressam em termos emocionais. Foi pedido que elaborassem as suas emoções a partir de três diferentes actividades sobre reconhecimento e produção de emoções. As suas respostas foram cotadas à luz das dimensões de criatividade propostas por Torrance, nomeadamente fluência, flexibilidade, originalidade e elaboração. No geral, os participantes utilizaram palavras pouco diversificadas para descrever as emoções que iam sentindo ao longo das diversas actividades propostas. Os resultados mostram ainda que os participantes diferem entre si em termos da quantidade, flexibilidade, originalidade e elaboração das respostas. Tendo em conta que estes resultados espelham as crenças, atitudes e práticas incutidos por educadores a crianças e adolescentes, conclui-se a necessidade de promover a compreensão e a educação das emoções na sociedade atual.