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Efeito do programa de prevenção da obesidade nos valores do IMC e percentagem de alunos na zona saudável da bateria de testes associada à saúde do fitnessgram no Agrupamento de Escolas Viseu Sul (ano letivo 2014/2015)

Autor(es): Simões, Mário Barreira

Data: 2016

Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10348/6693

Origem: Repositório da UTAD

Assunto(s): Atividade física; Aptidão física; Obesidade; Índice de massa corporal


Descrição

A obesidade é hoje considerada um dos mais graves problemas de saúde pública. Neste contexto, Portugal surge como um dos países da Europa em que o excesso de peso e a obesidade apresentam valores já considerados epidémicos. Cientes deste problema que está a tomar dimensões gigantescas, o Agrupamento de Escolas Viseu Sul, particularmente o Departamento de Educação Física, encetou um projeto ambicioso que faz a deteção precoce de crianças em risco e o respetivo enquadramento num projeto denominado Projeto Sempre em Forma (PPO). Este estudo pretende fazer a apresentação desta experiência, o acompanhamento de todas as metodologias e procedimentos, avaliar os resultados da sua intervenção no ano letivo 2014/2015 e, humildemente, fazer propostas para o seu eventual aperfeiçoamento futuro. A amostra do estudo é constituída por 837 alunos, 435 do género masculino e 402 do género feminino, do 5º ao 9º ano de escolaridade do Agrupamento de Escolas Viseu Sul, com idades compreendidas entre os 10 e os 17 anos. A avaliação da Composição Corporal foi efetuada através do cálculo do IMC pelas medidas somáticas do peso e da estatura e definido o excesso de peso e obesidade pelos pontos de corte segundo os critérios do International Obesity Task Force. A avaliação da Aptidão Física (ApF) foi efetuada através da bateria de testes do “Prudential Fitnessgram”. Foi feita a descrição estatística das variáveis através das medidas média e desvio padrão em folha de cálculo do Microsoft Office Excel. Foi também utilizado o programa IBM SPSS Statistics 21 para efetuar o teste t para amostras emparelhadas de forma a comparar os valores de IMC inicial e final, em cada um dos grupos (com e sem PPO). Os principais resultados obtidos dão-nos conta que: •A prevalência de excesso de peso é de 15,47% e a obesidade de 7,73%, perfazendo o valor de excesso de peso e obesidade de 23,2% na amostra total. •Os alunos que frequentam o reforço curricular (PPO), não apresentam variação estatisticamente significativa no valor global do IMC, nos dois momentos de avaliação (23,09±4,14 vs 23,10±4,22; p=0,929); •Os alunos que não frequentam o reforço curricular (PPO), não apresentam variação estatisticamente significativa no valor global do IMC, nos dois momentos de avaliação (19,32±3,28 vs 19,40±3,12; p=0,459); •Os grupos que frequentam o PPO, de uma forma global, apresentam uma maior evolução no número de alunos que atingem o intervalo da ZSAF em todos os testes, comparativamente com o grupo de alunos que não frequenta o PPO. O teste em que se verifica uma melhoria mais acentuada é o de Extensões de Braços, com as raparigas e os rapazes que frequentam o PPO a registarem um aumento percentual de alunos dentro da ZSAF de 20,11% e 21,3%, respetivamente. O teste Senta e Alcança é aquele onde se observam resultados menos favoráveis- os rapazes sem frequência do PPO registam uma diminuição de 1,19% na ZSAF.

Tipo de Documento Dissertação de mestrado
Idioma Português
Contribuidor(es) Repositório Institucional da UTAD; Lopes, Maria da Luz Rodrigues Gomes
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