Author(s):
Fernandes, Marinha Paula de Sá Nogueira
Date: 2011
Persistent ID: https://hdl.handle.net/1822/18780
Origin: RepositóriUM - Universidade do Minho
Subject(s): Obesidade; Índice de massa corporal; Crianças; Saúde; Longitudinal; Socioeconómico; Obesity; Body mass index; Children; Health; Socio-economic
Description
A obesidade é considerada pela OMS a epidemia global do século XXI; a incidência e a prevalência da pré-obesidade e obesidade têm vindo a aumentar na União Europeia inclusive em Portugal. A obesidade é uma doença crónica, que requer esforços continuados para ser controlada, constituindo um importante problema de saúde pública. Tendo em conta esta preocupação definimos como objectivos deste trabalho, caracterizar a população escolar de uma escola do 2º e 3º ciclo, quanto à prevalência de excesso de peso e obesidade numa perspectiva longitudinal (entre 2008 e 2010) e do ano de 2010. Foram medidos objectivamente o peso e altura para apurar o índice de massa corporal (IMC) 354 crianças e adolescentes dos 10 aos 15 anos, em 2008, 2009 e 2010 e 726 crianças e adolescentes dos 9 aos 16 anos em 2010. O resultado do estudo numa perspectiva longitudinal indica-nos que os valores médios do peso, da altura e do IMC aumentaram significativamente de ano para ano. As prevalências do excesso de peso e da obesidade não se alteraram significativamente (28,8% em 2008; 26% em 2009; 27,1% em 2010, p>0.05). No estudo de 2010 numa perspectiva socioeconómica, o estudo diz-nos que nas meninas com 9-12 anos e nos rapazes com 12-16 anos, as prevalências combinadas do excesso de peso e da obesidade são superiores nos sujeitos economicamente mais desfavorecidos. Os valores do excesso de peso e da obesidade encontrados nos nossos estudos são elevados, pelo que a escola, pela importância/influência que tem no bem-estar dos jovens, tem de actuar no sentido de alterar esta realidade uma vez que é neste local que os nossos jovens passam grande parte do seu tempo.