Autor(es):
Ferreira da Silva, Filipa ; Novais de Carvalho, Vanessa ; Moraes Sarmento, Pedro ; Nave, Mónica ; Passos-Coelho, José Luís
Data: 2020
Origem: Revista Portuguesa de Cirurgia
Assunto(s): Totally implantable catheters; Neoplasms; Chemotherapy; Cateteres venosos totalmente implantáveis; Neoplasia; Quimioterapia
Descrição
Introduction: Adequate venous access is essential for the treatment and management of cancer patients. Insertion of totally implantable venous access devices (TIVADs) provide a safe method for chemotherapy (ChT) administration, but it’s not free of complications. We aim to analyze our institution clinical practice experience regarding TIVADs. Materials and Methods: Electronic medical records (EMR) review of all cancer patients that required placement of a TIVAD at Hospital da Luz between January 1st 2008 and December 31st 2014. Results: Clinical data from 652 cancer patients was retrospectively reviewed. The overall incidence of complications was 14.1% (91), with only 6 (0.9%) being early complications (before the first clinical TIVAD utilization). The most common complications were thrombosis (30, 4.5%) and infections (TIVAD related and cutaneous, 24, 3.5%), followed by exteriorization (13, 1.9%) and catheter dysfunction (11,1.6%). 155 TIVADs were removed, the majority (95, 61.3%) because of end of treatment and the remainder (60; 38.7%) due to catheter complications. Discussion: Global complication rate was as expected, however we observed a low rate of early complications, and we didn’t observe any potentially fatal complication related to the procedure. Unlike expected, thrombotic complications were the most frequent, followed by infectious complications. Conclusions: TIVADs insertion is a safe procedure in cancer patients with an apparent low rate of complications with no fatal events identified in this study.
Introdução: A presença de um acesso venoso adequado é essencial para o tratamento de doentes com cancro. A inserção de catéteres venosos centrais totalmente implantáveis (CVCTI) permite uma administração segura de quimioterapia, não sendo no entanto, isenta de complicações. O nosso objetivo é analisar a experiência do nosso centro no que respeita a utilização de CVCTI. Materiais e Métodos: Revisão dos registos médicos eletrónicos de todos os doentes com cancro que colocaram um CVCTI no Hospital da Luz, no período entre 1 de Janeiro de 2008 a 31 de Dezembro de 2014. Resultados: Analisaram-se retrospetivamente dados de 652 doentes com cancro. A incidência global de complicações foi 14.1% (91), sendo apenas 0.9% (6) complicações precoces (antes da primeira utilização do CVCTI). As complicações trombóticas (30, 4.5%) e infecciosas (cutâneas e associadas ao CVCTI, 24, 3.5%) foram as mais frequentes, seguindo-se a exteriorização (13, 1.9%) e disfunção do catéter (11, 1.6%). Removeram-se 155 CVCTI, a maioria (95, 61.3%) após o fim do tratamento, e os restantes devido a complicações (60; 38.7%). Discussão: A taxa global de complicações foi de encontro ao esperado, havendo no entanto um baixo número de complicações precoces e nenhuma complicação potencialmente fatal associada ao procedimento foi identificada. Ao contrário do expectável as complicações trombóticas foram as mais frequentes, seguindo-se as infecciosas. Conclusões: A inserção de CVCTI em doentes com cancro é um procedimento seguro, com uma taxa baixa de complicações sem nenhum evento fatal identificado neste estudo.