Autor(es): Fidalgo, Joaquim
Data: 2019
Origem: Comunicação Pública
Assunto(s): journalism; transparency; ethics; professionalization; boundary; jornalismo; transparência; ética; profissionalização; fronteira
Autor(es): Fidalgo, Joaquim
Data: 2019
Origem: Comunicação Pública
Assunto(s): journalism; transparency; ethics; professionalization; boundary; jornalismo; transparência; ética; profissionalização; fronteira
A constituição do jornalismo enquanto profissão passou pela definição de um território próprio e pela correspondente demarcação de fronteiras, de modo a incluir os legítimos trabalhadores do ofício e a excluir os outros. Mas estas fronteiras têm-se tornado porosas, ameaçadas que estão por atividades próximas que reclamam ser consideradas em plano de igualdade com os profissionais encartados. Em complemento, tem-se assistido à proliferação, nos media, de produtos que parecem jornalísticos mas são de facto publicitários, bem como ao trânsito de profissionais do jornalismo para domínios da comunicação estratégica, o que lança alguma confusão junto do público sobre “quem é quem”. Neste artigo procuramos fazer uma reflexão sobre estas tendências, complementando-a com um inquérito junto de profissionais que trocaram o jornalismo por outras atividades da comunicação, no sentido de perceber as suas motivações e expectativas.
The construction of journalism as a profession implied the definition of a specific territory and the demarcation of its boundaries, in order to include the legitimate workers of the job and to exclude all the others. But these boundaries are becoming porous and threatened by neighbouring activities that demand to be treated like the journalists that own a professional license. Besides that, different media have been developing a variety of ‘products’ that somehow look like journalism, but in fact are pieces of advertisement (content marketing). Together with this trend, a number of professional journalists are moving to jobs belonging to the domain of the so-called “strategic communication” or “persuasive communication”, which causes some confusion in the public about “who is who”. In this article, we reflect about these new trends and present the results of a survey among professionals that left journalism for other communication jobs, trying to understand their motivations and expectations.