Author(s):
Lopes, Carlos F. ; Ferreira, Augusta ; Ferreira, Carlos
Date: 2023
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10773/41992
Origin: RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Subject(s): Escândalos corporativos de alta visibilidade; Teoria do Agendamento; Países de mercados desenvolvidos e emergentes; Método de recolha de dados
Description
Estudos indicam que países mais desenvolvidos possuem um número maior de escândalos corporativos, o que parece um contrassenso. No mais, identificamos um gap na aplicação metodológica da recolha de dados. Com o objetivo de analisar os casos de escândalos corporativos de alta visibilidade através do comparativo entre países desenvolvidos e emergentes, propomos um método de recolha de casos baseado na Teoria do Agendamento. Com uma amostra de 2010 a 2021, que inclui Brasil, Canadá, Coreia do Sul, Espanha, Índia, Itália e México e com a intenção preliminar de perceber o fenómeno por este método de vanguarda, utilizamo-nos de tabelas de contingência, análises de frequência, distribuição percentual e análises comparativas por gráficos. Nossos resultados comprovaram que os países emergentes possuem mais escândalos, o que contraria os resultados preliminares; que não existe uma diferença total entre os escândalos dos grupos estudados; e que o modelo de recolha foi validado como mais abrangente. Também foi traçado o perfil dos escândalos e suas características protuberantes.
Studies indicate that more developed countries have more corporate scandals, which seems counterintuitive. Furthermore, we identified a gap in the methodological application of data collection. In order to analyze cases of high-profile corporate scandals through a comparison between developed and emerging countries, we propose a case collection method based on the Agenda Setting Theory. With a sample from 2010 to 2021, including Brazil, Canada, South Korea, Spain, India, Italy, and Mexico, and with the preliminary intention of understanding the phenomenon through this cutting-edge method, we used contingency tables, frequency analyses, percentage distribution, and comparative analyses through charts. Our results confirmed that emerging countries have more scandals, contradicting the preliminary findings; that no significant difference exists between the scandals of the studied groups; and that the collection model was validated as more comprehensive. The scandals’ profile and their prominent characteristics were also delineated.