Author(s):
Bargão, André ; Silva, Rodrigo Banha ; Ferreira, Sara ; Teixeira, André
Date: 2020
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10362/110389
Origin: Repositório Institucional da UNL
Project/scholarship:
info:eu-repo/grantAgreement/FCT/6817 - DCRRNI ID/UIDB%2F04666%2F2020/PT;
info:eu-repo/grantAgreement/FCT/6817 - DCRRNI ID/UIDP%2F04666%2F2020/PT;
Subject(s): Arqueologia urbana; Hidráulica; Cerâmica; Poços; Saneamento
Description
UIDB/04666/2020 UIDP/04666/2020
Fundado em 1492, o Hospital Real de Todos-os-Santos revelou-se paradigmático em Portugal no que à assistência diz respeito. Inovador nos mais diversos campos merece especial atenção a inspiração arquitetónica renascentista, que se traduziu em novos hábitos no quotidiano hospitalar. De planta cruciforme e integrando quatro pátios, a água esteve presente através de, pelo menos, quatro estruturas hidráulicas/poços, cada uma afecta a um claustro e, consequentemente, às suas dependências térreas, no decorrer dos quase três séculos de funcionamento deste grande complexo público. Este texto analisa as estruturas hidráulicas do Hospital Real de Todos-os-Santos descobertas aquando das intervenções arqueológicas na Praça da Figueira na década de 60 e em 1999-2001, integradas nos vários momentos de reformulação arquitetónica do edifício, estudados no âmbito do projeto «Hospital Real de Todos-os-Santos: a Cidade e a Saúde». Além de elemento vital para o seu funcionamento, estas estruturas são um espelho de hábitos e atribuições funcionais dos espaços envolventes.