Autor(es):
Cara, Enisa ; Almeida, Marco ; Capitão, Margarida ; Matias, Fernando
Data: 2025
Origem: SINAPSE
Assunto(s): Complicações da Diabetes; Corpo Estriado/diagnóstico por imagem; Diabetes Mellitus Tipo 2/diagnóstico por imagem; Corpus Striatum/diagnostic imaging; Diabetes Complications; Diabetes Mellitus, Type 2/diagnostic imaging
Descrição
Diabetic striatopathy is a rare entity typically associated with signal changes on brain magnetic resonance imaging (MRI) at the level of the basal ganglia. We report a case of a 67-year-old woman with a history of type 2 diabetes mellitus who presented to the emergency department due to the acute onset of hemiballistic movements. The laboratory work-up revealed hyperglycemia without ketoacidosis. A brain MRI (3T) revealed no anomalies in the basal ganglia. Symptomatic treatment and correction of glucose levels led to a favorable outcome. We assumed a presumptive diagnosis of diabetic striatopathy. We hypothesize that the absence of radiological lesions in the basal ganglia could be due to micro-hemorrhages or ischemic lesions below the detection threshold. In an appropriate clinical context, the lack of clinical-radiological concordance should not prevent the diagnosis of diabetic striatopathy.
A estriatopatia diabética é uma entidade rara normalmente associada a alterações de sinal na ressonância magnética (RM) cerebral a nível dos gânglios da base. Reportamos o caso de uma mulher de 67 anos com antecedentes de diabetes mellitus tipo 2 que consultou o serviço de urgência por movimentos hemibalísticos de instalação súbita. As investigações realizadas revelaram hiperglicemia sem cetoacidose. Uma RM cerebral (3T) não revelou anomalias nos gânglios da base. O tratamento sintomático e a correção dos níveis glicémicos resultaram numa evolução favorável. Assumimos um diagnóstico presumível de estriatopatia diabética. A ausência de lesões radiológicas nos gânglios da base poderá ser devida a micro-hemorragias ou lesões isquémicas abaixo do limiar de detecção. Em contexto clínico apropriado, a falta de concordância clínica-radiológica não deverá impedir o diagnóstico de estriatopatia diabética.