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Destination Home? Patterns and Predictors of Home Discharge in Acute Stroke Survivors

Autor(es): Freixo Ribeiro, Pedro ; Alberto, Joana ; Romano, Joana ; Martins, Ursula ; Vilela, Raquel

Data: 2024

Origem: SINAPSE

Assunto(s): Alta do Doente; Reabilitação do Acidente Vascular Cerebral; Patient Discharge; Stroke Rehabilitation


Descrição

Introduction: Stroke is a leading cause of permanent disability, often requiring participation in a specialized and personalized rehabilitation program following the event. Around 30% of stroke survivors experience ongoing disabilities that require extensive support from families and healthcare providers. However, there is a gap in national literature on discharge planning and care coordination for these patients, as well as predictive factors for their ability to return home after a stroke. The primary aim of this study was to describe the hospital discharge outcome of patients admitted with acute stroke. Secondary objectives included a descriptive analysis of their demographic profile, risk factors, acute phase treatment, and length of hospitalization, as well as identification of predictors of destination at discharge. Methods: A retrospective cohort study of patients admitted with acute stroke during 2021 was performed, including a descriptive analysis of the demographic and clinical characteristics, and post-hospital discharge destination. Non-parametric tests were used for association analysis, and linear regression was used to identify predictors of home discharge. Results: Two hundred and four patients were included. The majority were discharged home with or without outpatient rehabilitation (55.4%). Significant predictors of destination of discharge included age, previous history of stroke, nasogastric tube feeding need on admission, vesico-sphincteric abnormalities on admission, National Institutes of Health Stroke scores (NIHSS) ≤10 on admission and after acute treatment, and ≤ 7 days stays on the stroke unit. Sex, the type of stroke, Trial of Org 10172 in Acute Stroke Treatment classification (TOAST) or Oxfordshire Community Stroke Project (OCSP) classifications did not appear to have a discernible association with discharge destination. Conclusion: These results help to understand the factors that influence discharge home after stroke, as well as the ability to predict discharge home. This is critical information for optimizing the rehabilitation of stroke survivors, reducing the length of hospital stays and associated costs.

Introdução: Atualmente, o acidente vascular cerebral (AVC) constitui a principal causa de incapacidade permanente na população adulta. Após o evento agudo, os sobreviventes apresentam frequentemente necessidade de integrarem programas de reabilitação especializados, e destes, cerca de 30% sofrem incapacidades permanentes que requerem cuidados de saúde e extenso suporte familiar. Contudo, é escassa a literatura nacional sobre o planeamento de alta e coordenação de cuidados à data de alta, assim como não estão identificados fatores preditores de regresso ao domicílio após AVC agudo. O principal objetivo deste estudo foi descrever os padrões de alta hospitalar de doentes admitidos com AVC agudo. Como objetivos secundários, realizar uma análise descritiva do perfil demográfico, fatores de risco cardiovasculares, tratamento de fase aguda e duração do internamento, assim como identificar preditores do destino destes doentes à data de alta. Métodos: Estudo de coorte retrospetivo de doentes admitidos em internamento hospitalar por AVC agudo durante o ano de 2021. Foi realizada uma análise descritiva das características demográficas e clínicas e do destino após alta hospitalar. Foram utilizados testes não-paramétricos para análise de associações e regressão linear para identificar preditores de regresso ao domicílio. Resultados: Duzentos e quatro doentes foram incluídos. A maioria dos doentes teve alta para o domicílio, com ou sem necessidade de reabilitação em ambulatório (55,4%). Terapias em ambulatório incluíram fisioterapia em 80,6% dos casos, terapia da fala em 29,0% e terapia ocupacional em 6,5%. A idade, existência de história pregressa de AVC, necessidade de sonda nasogástrica à admissão, alterações vesico-esfincterianas à admissão, National Institutes of Health Stroke score (NIHSS) ≤10 à admissão e após tratamento de fase aguda, assim com permanência na unidade de AVC ≤ 7 dias demonstraram ser preditores significativos do destino de alta hospitalar. Por outro lado, o sexo, o tipo de AVC, classificação Trial of Org 10172 in Acute Stroke Treatment (TOAST) ou Oxfordshire Community Stroke Project (OCSP) não parecem ter relação com o destino de alta. Conclusão: Estes dados ajudam compreender os fatores que influenciam a orientação após hospitalização por AVC, bem como a capacidade de prever a alta para o domicílio, dados cruciais para tentar otimizar a reabilitação dos sobreviventes, reduzir a duração dos internamentos e os seus custos associados.

Tipo de Documento Artigo científico
Idioma Inglês
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