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Predictors of Response to Anti-CGRP Monoclonal Antibodies: A Retrospective Study

Author(s): Mendes Ferreira, Vítor ; Serôdio, Miguel ; Caetano, André ; Viana-Baptista, Miguel ; Cabral, Gonçalo

Date: 2026

Origin: SINAPSE

Subject(s): Antagonistas do Receptor do Peptídeo Relacionado ao Gene de Calcitonina/uso terapêutico; Peptídeo Relacionado com Gene de Calcitonina; Perturbações de Enxaqueca/ prevenção e control; Perturbações de Enxaqueca/ tratamento farmacológico; Calcitonin Gene-Related Peptide; Calcitonin Gene-Related Peptide Receptor Antagonists/ therapeutic use; Migraine Disorders/drug therapy; Migraine Disorders/prevention & control


Description

Background: Anti-calcitonin gene-related peptide (CGRP) monoclonal antibodies are effective and well-tolerated therapies for migraine prevention. However, up to 30–40% of patients do not respond. While some clinical features have been associated with treatment outcomes, evidence remains limited. Methods: We conducted a retrospective study of patients with episodic or chronic migraine followed at a tertiary headache center who initiated anti-CGRP therapy for the first time between April 2021 and April 2024. Patients received either erenumab 70 mg or fremanezumab 225 mg. Demographic and clinical data were collected. Treatment response was defined as a ≥50% reduction in monthly headache days at 3 months. Patients were classified as responders or non-responders. Group comparisons were performed using chi-squared tests for categorical variables and Student’s t-test or Mann–Whitney test for continuous variables, according to data distribution. Results: Sixty-eight patients were included (80.9% female; mean age 43.5 ± 11.5 years). Chronic migraine was present in 48.5%. Responders and non-responders did not differ significantly in age, sex, migraine type, baseline headache frequency, aura, unilateral pain, psychiatric comorbidities, medication overuse, prior preventive failures, or type of anti-CGRP antibody. Responders were more likely to report nausea and/or vomiting (76.6% vs. 52.4%, p = 0.008), whereas non-responders had a higher prevalence of vascular risk factors (33.3% vs. 12.8%, p = 0.046). Conclusions: In our study, nausea/vomiting were associated with a favorable response to anti-CGRP therapy, replicating previous literature findings, while vascular risk factors were associated with non-response. These results suggest a potential interaction between vascular risk factors and CGRP-mediated mechanisms.

Introdução: Os anticorpos monoclonais anti-calcitonin gene-related peptide (CGRP) são terapêuticas eficazes e bem toleradas na prevenção da enxaqueca. No entanto, cerca de 30%–40% dos doentes não respondem ao tratamento. Embora existam associações entre múltiplas variáveis clínicas e os resultados destas terapêuticas, a evidência disponível é limitada. Métodos: Foi realizado um estudo retrospetivo com doentes com enxaqueca episódica ou crónica, seguidos num centro terciário, que iniciaram terapêutica anti-CGRP entre abril de 2021 e abril de 2024. Os doentes foram tratados com erenumab 70 mg ou fremanezumab 225 mg. Foram recolhidas variáveis demográficas e clínicas. A resposta ao tratamento foi definida como uma redução ≥50% do número de dias de cefaleia por mês aos 3 meses e os doentes foram classificados como respondedores ou não respondedores. A análise estatística foi realizada utilizando o teste do qui-quadrado para variáveis categóricas e os testes t de Student e de Mann–Whitney para variáveis contínuas, de acordo com a distribuição dos dados. Resultados: Foram incluídos 68 doentes (80,9% do sexo feminino; idade média 43,5 ± 11,5 anos). Cerca de 48,5% dos casos apresentavam enxaqueca crónica. Não se observaram diferenças significativas entre respondedores e não respondedores relativamente às variáveis idade, sexo, tipo de enxaqueca, frequência basal de cefaleias, presença de aura, dor unilateral, comorbilidades psiquiátricas, abuso medicamentoso, falência prévia de preventivos ou tipo de anticorpo anti-CGRP. Os respondedores apresentaram mais frequentemente náuseas e/ou vómitos (76,6% vs 52,4%; p=0,008), enquanto os não respondedores apresentaram uma maior prevalência de fatores de risco vascular (33,3% vs 12,8%; p=0,046). Conclusão: Na nossa amostra, as náuseas/vómitos estiveram associadas a uma resposta favorável à terapêutica anti-CGRP, semelhante ao já descrito na literatura, enquanto os fatores de risco vascular associaram-se a uma não-resposta ao tratamento. Estes resultados sugerem uma potencial interação entre os fatores de risco vascular e os mecanismos mediados pelo CGRP.

Document Type Journal article
Language English
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