Autor(es): Fernandes, Vivian Rodrigues
Data: 2020
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10183/205732
Origem: Oasisbr
Assunto(s): Balanço hídrico; Peso corporal; Unidades de terapia intensiva; Equilíbrio hidroeletrolítico
Autor(es): Fernandes, Vivian Rodrigues
Data: 2020
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10183/205732
Origem: Oasisbr
Assunto(s): Balanço hídrico; Peso corporal; Unidades de terapia intensiva; Equilíbrio hidroeletrolítico
Introdução: A literatura demonstra pouca ou nenhuma associação entre medidas de BH e variações de peso corporal nos pacientes críticos. O peso corporal é um importante método para avaliar as perdas e sobrecarga hídrica em pacientes críticos. O objetivo desse estudo é comparar o balanço hídrico com mudanças do peso corporal de pacientes adultos internados em UTI e associar as mudanças de peso corporal com mortalidade desses pacientes. Métodos: Estudo de coorte, prospectivo, realizado em duas unidades do centro de terapia intensiva (CTI). Foram incluídos pacientes com idade igual ou superior a 18 anos e que possuíam os registros de BH e de peso a cada 24 horas, com expectativa de permanência no CTI por tempo superior a 48 horas. Utilizou-se o método de Bland-Altman para análise da concordância entre os dois métodos, balanço hídrico e peso até o décimo dia de internação. A associação entre peso/ BH e os desfechos de mortalidade foi dada através o teste de Mann Whitney. Valor de p≤0,05 foi considerado significante. Resultados: Foram incluídas 96 internações, sendo 94 pacientes predominantemente admitidos da emergência (49%) e do sexo feminino (n=48; 51,06%). A mediana de tempo de permanência no CTI foi de 9(6-14) dias. Segundo a análise de Bland-Altman, os métodos não são concordantes ao estimar o equilíbrio hídrico. As mudanças de peso ao final dos sobreviventes corresponderam a um delta de -1,70(-5,90 - 0,250) e -1,40(-3,20 - 2,55) nos não sobreviventes (p=0,042). Quanto ao BH, a soma do BH diário cumulativo correspondeu a um delta de 2,71(-0,29 - 5,98) nos sobreviventes e 5,43(1,75 - 9,12) nos não sobreviventes (p=0,026). Conclusões: O BH não se mostrou um método adequado para avaliar o equilíbrio hídrico nesta amostra de pacientes críticos, além de apresentar amplas variações, insuficiência em estimar as variações de peso, maior exposição a erros por falhas humanas. Portanto, o peso parece ser o método mais apropriado para guiar as intervenções clínicas para manutenção do equilíbrio hídrico.