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Alimentação, stresse e ciclo menstrual

Author(s): Barreiros, Fabiana Fernandes

Date: 2015

Persistent ID: http://hdl.handle.net/10284/5314

Origin: Repositório Institucional - Universidade Fernando Pessoa

Subject(s): Alimentação; Stresse; Ciclo menstrual; Estudantes Universitárias; Food; Stress; Menstrual Cycle; College Students


Description

O stresse é uma constante no nosso dia-a-dia e desempenha um papel importantíssimo a nível do bem-estar físico e psíquico de cada pessoa. Estudos realizados no âmbito do ensino superior tem constatado que o stresse varia em função do sexo dos estudantes, sendo que as raparigas experienciam níveis mais elevados de stresse que os rapazes. As épocas de exames correspondem a momentos chave na vida dos estudantes e há muito que tem sido utilizados para estudar como os stressores do quotidiano conduzem a mudanças psicológicas e fisiológicas. No que diz respeito à alimentação, existe uma tendência documentada, durante a permanência no ensino universitário, de alterações de índole negativa nos hábitos alimentares: são comuns a omissão de refeições, a ingestão de alimentos de elevada densidade energética fora do horário das mesmas e a ingestão crescente de alimentos fora do domicílio e/ou do tipo fast-food. Com terceiro vértice deste trabalho surge o ciclo menstrual, garante da sobrevivência da nossa espécie e também um complexo influente no comportamento humano. Uma grande parte da literatura científica aponta para uma intrincada relação entre o stresse, a caracterização do ciclo menstrual e os hábitos alimentares. Com este trabalho procurou-se caracterizar os níveis de stresse, hábitos alimentares e relacioná-los com possíveis alterações no ciclo menstrual em estudantes universitárias, fazendo a análise em dois momentos distintos, antes e durante o período de avaliações académicas. O estudo incidiu sobre uma amostra de 256 mulheres, alunas da Universidade Fernando Pessoa, com idades compreendidas entre os 18 e 34 anos, a quem foram aplicados questionários que permitiram a recolha de dados sociodemográficos, antropométricos, clínicos e ginecológicos, hábitos alimentares, sono e de stresse. Concluiu-se que o ensino superior é por si só um indutor de stresse com repercussões efetivas, sendo a época de exames académicos um stressor importante, dado que o valor obtido na escala EPS aumentou de 23,3±5,3 na primeira avaliação para 26,5±4,9 na segunda avaliação. Foram confirmadas deficiências a níveis das escolhas alimentares nas estudantes, agravadas pelo fator época de exames, com uma tendência para o consumo de alimentos ricos em açúcar e gordura, como chocolates e fritos e relatadas alterações congruentes no ciclo menstrual, como a diminuição da duração do período menstrual e do ciclo menstrual.

Stress is a constant in our everyday and plays an important role in people’s physical and mental well-being. Studies at higher education level have found that stress depending on students gender, and girls experience higher levels of stress than boys. Examination periods correspond to key moments in their lives and have long been used to study how everyday stressors lead to psychological and physiological changes. With regard to food, there is a documented tendency during their stay in college, to a negative nature change in food habits, being common to skipping meals, eating high energy density food between meals and increasing food intake away from home and / or the fast-food type. The third cornerstone of this work is the menstrual cycle that ensures the survival of our species and also has an influential complex in human behavior. A great deal of scientific literature points an intricate relationship between stress, the characterization of the menstrual cycle and eating habits. This study sought to characterize the stress levels, eating habits and relate them to possible changes in the menstrual cycle in college students, analyzing them in two different moments: before and during the academic assessments. The study focused on a sample of 256 women, students at the University Fernando Pessoa, aged between 18 and 34 years, whose questionnaires allowed the collection of demographic data, anthropometric, clinical and gynecological, eating habits, sleep and stressor data. It was concluded that higher education is itself a stress inducer with effective repercussions and academic examination is a major stressor, as the value obtained in the EPS scale increased from 23.3 ± 5.3 in the first evaluation to 26.5 ± 4.9 in the second evaluation. There were confirmed poor food choices in students, compounded by the academic examination factor, with a tendency to high sugar and fat foods consumption, such as chocolate and fried foods and also were reported congruent changes in the menstrual cycle, like shortened duration of menstruation and menstrual cycle.

Projeto de Pós-Graduação/Dissertação apresentado à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre em Ciências Farmacêuticas

Document Type Master thesis
Language Portuguese
Advisor(s) Silva, Raquel
Contributor(s) Barreiros, Fabiana Fernandes
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