Document details

Ganhos em independência funcional no doente com AVC

Author(s): Salselas, Susana

Date: 2016

Persistent ID: http://hdl.handle.net/10198/13076

Origin: Biblioteca Digital do IPB

Subject(s): AVC - Acidente Vascular Cerebral; Reabilitação; Independência Funcional; Domínio/Área Científica::Ciências Médicas; Domínio/Área Científica::Ciências Médicas; Domínio/Área Científica::Ciências Médicas


Description

Introdução – O Acidente Vascular Cerebral (AVC) representa a principal causa de dependência funcional da população adulta portuguesa. Conhecer os fatores que possam aumentar os ganhos em independência funcional é crucial para uma melhoria na abordagem destes doentes. Objetivo – Analisar os ganhos em independência funcional no doente que sofreu AVC considerando a diferença no Índice de Barthel entre a admissão e a alta e desde a alta até à primeira consulta. Métodos – Estudo de coorte retrospetivo, utilizando a base de dados hospitalar para doentes admitidos numa unidade de AVC entre 2010 e 2014. O Índice de Barthel (IB) na admissão, alta e primeira consulta após alta foi usado para calcular ganhos em independência funcional por dia entre a admissão e a alta (diferença entre IB na alta e na admissão dividindo pelo número de dias de internamento) e por semana entre a alta e a primeira consulta (diferença entre IB na primeira consulta e na alta dividindo pelo número de semanas entre a alta e a consulta). Com modelos de regressão linear avaliou-se a influência de fatores demográficos, clínicos e o destino após a alta nos ganhos em independência funcional por dia e por semana, obtendo-se coeficientes de regressão e respetivo intervalo de confiança a 95% (IC95%). Resultados – Nos 483 doentes estudados, a idade mediana é 76 anos, 59,0% são homens, 84,3% têm AVC isquémico e 30,6% foram para o domicílio após a alta. A independência funcional por dia aumentou nos anos mais recentes, particularmente em 2013 em que este parâmetro aumentou 1,164 pontos (com IC95%: 0,192 e 2,135; p=0,019) em comparação com 2010. Também o diagnóstico influenciou os ganhos diários em independência funcional, com LACI e PACI apresentando um aumento estatisticamente significativo de 1,372 pontos (IC95%: 0,324 e 2,421; p=0,010) e de 1,275 pontos (IC95%: 0,037 e 2,514; p=0,044), respetivamente, em comparação com POCI. Relativamente à independência funcional por semana, idades mais avançada e score elevado do IB na alta estão associados a menos ganhos por semana (p<0,001 e p=0,002). Também o destino após alta influencia os ganhos por semana, doentes encaminhados para unidades de convalescença apresentam ganhos de 1,289 pontos (IC95%: 0,661 e 1,917; p<0,001) em comparação com os doentes que foram para o domicílio. iv Conclusões – Houve melhoria na evolução funcional entre a admissão e a alta dos doentes em anos mais recentes sugerindo melhorias nas unidades de AVC. Atenção particular deve ser dada a estes doentes após a alta, particularmente nos de idade mais avançada.

Introduction – Stroke is the leading cause of functional dependence of the Portuguese adult population. Knowing the factors that may increase functional independence gains is crucial to an improvement in the approach of these patients. Objective – Analyse functional independence gains in patients with stroke considering the difference in Barthel Index between admission and discharge and from discharge to first appointment. Methods – A retrospective cohort study using the hospital database for patients admitted to a stroke unit between 2010 and 2014. The Barthel Index (BI) on admission, discharge and the first medical appointment after discharge was used to calculate gains in functional independence per day between admission and discharge (difference between BI at discharge and admission divided by the number of days of hospitalization) and per week between the discharge and the first medical appointment (difference between BI at first medical appointment and discharge divided by the number of weeks between discharge and first medical appointment). Through linear regression models were evaluated the influence of demographic, clinical and destination after discharge on gains in functional independence per day and per week, resulting in regression coefficients and their confidence interval of 95% (95%). Results – In the 483 patients studied, the median age is 76 years, 59,0 % men, 84,3% had ischemic stroke and 30,6% went home after discharge. Functional independence per day increased in recent years, particularly in 2013 when this parameter increased 1,164 points (95%CI: 0,192 and 2,135; p=0,019) compared with 2010. Also the diagnosis influenced the daily gains in functional independence, LACI and PACI showing a statistically significant increase of 1,372 points (95%CI: 0,324 and 2,421; p=0,010) and 1,275 points (95%CI: 0,037 and 2,514; p=0,044), respectively, compared with POCI. Regarding the functional independence per week, more advanced ages and high score in BI on discharge are associated with less gains per week (p<0,001 and p=0,002). Also the destination after discharge influence gains per week; patients referred for convalescent units feature 1,289 points earned (95%CI: 0,661 and 1,917; p<0,001) compared with patients who went home. Conclusions – There was improvement in functional outcomes between admission and discharge of patients in recent years suggesting improvements in stroke units. Particular attention should be given to these patients after discharge, particularly in the older age.

Document Type Master thesis
Language Portuguese
Advisor(s) Gomes, Maria José; Teixeira, Cristina
Contributor(s) Salselas, Susana
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