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Estado da arte, em 2013, dos fármacos de origem marinha

Author(s): Couceiro, Tânia Alexandra Candeias

Date: 2014

Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.26/13007

Origin: Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL

Subject(s): Compostos marinhos; Fármacos marinhos; Organismos marinhos; Produtos naturais marinhos


Description

Neste trabalho realizou-se uma revisão bibliográfica sobre os fármacos de origem marinha, com vista a detetar os fatores condicionantes do desenvolvimento de novos fármacos a partir do ambiente marinho. A baixa proporção de fármacos marinhos atualmente em comercialização contrasta com a elevada biodiversidade dos ecossistemas marinhos. Numa retrospetiva histórica, verifica-se que o avanço dos estudos dos compostos marinhos começou no limiar dos anos 50 do século XX, pelo trabalho de Bergman com a descoberta dos nucleosídeos de espongouridina e espongotimidina que deram origem aos fármacos citarabina e vidarabina, o primeiro um anticancerígeno e o segundo, um antiviral. A partir de então, foram descritos mais de 20.000 novos compostos marinhos, os quais constituem um grande potencial para a descoberta de novos fármacos. Dos organismos marinhos conhecidos que têm revelado interesse para a indústria farmacêutica, destacam-se os invertebrados cujos metabolitos secundários apresentam diversas atividades terapêuticas. Os invertebrados que até ao momento deram origem a fármacos pertencem aos filos Bryozoa (1), Cnidária (1), Mollusca (7), Nemertea (1), Porifera (4) e sub-filo Tunicata (3). A seguir ao reino Animalia, sobressaem os microrganismos dos reinos Fungi (1) e Monera (3). Considerando os 23 fármacos marinhos desenvolvidos, 18 têm atividade terapêutica direcionada para o cancro. Os restantes apresentam atividade antiviral, analgésica, cicatrizante e ainda indicação para o tratamento de dislipidémias e doenças neurológicas. Em 2013 existiam sete fármacos marinhos aprovados para comercialização na União Europeia, nomeadamente a citarabina (Cytosar®), vidarabina (Vira-A®), mesilato de eribulina (Halaven®), ziconotida (Prialt®), a Trabectedina (Yondelis®), brentuximab vedotina (Adcetris®) e os esteres etílicos de ácidos omeg-3 (Lovaza®, Omacor® e Vascepa®). Nas diversas fases de ensaios clínicos existiam em 2013, dez fármacos em estudo. Em Portugal os fármacos marinhos mais consumidos tem sido os ésteres de ácidos ómega-3, de venda em farmácia, e a citarabina, utilizada exclusivamente em meio hospitalar.

Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz

Document Type Master thesis
Language Portuguese
Advisor(s) Morais, Zilda
Contributor(s) Couceiro, Tânia Alexandra Candeias
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