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Urinary incontinence in bitches after ovariohysterectomy

Author(s): Oliveira, Inês Serra Fé Acabado

Date: 2015

Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.26/17365

Origin: Escola Universitária Vasco da Gama

Subject(s): Bitches; Hormonal deficiency; Ovariohysterectomy; Urinary incontinence; Urethral sphincter mechanism incompetence; Cadelas; Deficiência hormonal; Incontinência urinária; Mecanismo de incompetência do esfíncter uretral; Ovariohisterectomia


Description

Urinary incontinence (UI) can be defined as the lack of voluntary control over the flow of urine during the storage phase, resulting on leakage of urine when there is no intention to urinate. This urological disorder seems to affect particularly bitches, and among those, the neutered bitches appear at an increased risk. Several aetiologies have been proposed to explain the UI in ovariohysterectomized bitches, such as urethral sphincter mechanism incompetence, decreased urethral tone, caudal bladder position, shorter urethra, hormonal deficiency, timing of neutering relative to onset of puberty, docking and even obesity, however the exact mechanism of pathogenesis is still unknown. Considering that the etiology of UI among ovariohysterectomized bitches remain controversial, and as it is prevalent in 5 to 20% of neutered bitches, it was performed a retrospective study that involved 45 neutered bitches with UI, in order to investigate the contribution of age, weight, breed, environment, type of fur, previous pregnancies, among others, to the occurrence of UI. For that purpose a questionnaire was made, directed to the owners of female incontinent dogs after spay, to evaluate the contribution of the mentioned factors in to the urinary incontinence. In this study, 28% (n=13) of the involved bitches was sterilized between 6 months an 1 year old, 37% (n=17) weight between 10 and 20kg at the time of ovariohysterectomy, 42% (n=19) suffers a weight gain more than 3kg since ovariohysterectomy, 44% (n= 20) showed signs of UI until 3 years old, 46% (n=21) weight between 20 and 30kg at the time of UI and 71% (n=32) lasted two years until UI appeared. A positive statistics correlation was found between age at UI with previous pregnancies and UI state with UI occurrence. A positive correlation was also found between urinary incontinence gravity and UI time of day (p<0.05), as well as UI gravity and UI frequency (p<0.01). The results did not show a correlation between ovariohysterectomy weight and UI age (p=0.15), UI weight and UI age (p=0.47), weight gain since ovariohysterectomy and age at UI (p=0.62). There are some factors that can influence the UI after spay, but further studies are need, since this issue still keeps quite controversial among the various authors.

A incontinência urinária (IU) pode ser definida como a falta de controlo voluntario sobre o fluxo de urina durante a sua fase de armazenamento, resultando assim no vazamento de urina quando não há intenção de urinar. Esta patologia urológica parece afetar particularmente cadelas, sendo que as cadelas esterilizadas parecem estar em maior risco. São várias as etiologias propostas para explicar a IU em cadelas ovariohisterectomizadas como: mecanismo da incompetência do esfíncter uretral, diminuição do tónus uretral, posição caudal da bexiga, uretra curta, deficiência hormonal, altura da esterilização relativamente á altura da puberdade da cadela, corte de cauda e até mesmo a obesidade, mas, no entanto, o mecanismo exato da patofisiologia é desconhecido. Considerando que a etiologia da IU entre as cadelas ovariohisterectomizadas é controverso, e que a sua prevalência encontra-se entre 5 e 20%, foi realizado um estudo retrospetivo com 45 cadelas esterilizadas com IU, com o objetivo de investigar a contribuição da idade, peso, raça, ambiente, tipo de pelo, gestações, entre outros, para a ocorrência de IU. Para tal, foi realizado um questionário direcionado a proprietários de cadelas incontinentes após a ovariohisterectomia, no sentido de avaliar a contribuição dos fatores previamente mencionados na incontinência urinária. Neste estudo, 28% (n=13) das cadelas foram esterilizadas entre os 6 meses e 1 ano de idade, 375 (n=17) pesavam entre 10 e 20kg na altura da ovariohisterectomia, 42% (n=19) sofria de aumento de peso em mais de 3kg desde a esterilização, 44% (n=20) demonstrou os primeiros sinais de IU até aos 3 anos de idade, 46% (n=21) pesava entre 20 e 30 kg no momento da IU e em 71% (n=32) a IU desenvolveu-se após 2 anos da ovariohisterectomia. Uma correlação estatisticamente positiva foi encontrada entre a idade de IU e as gestações, entre o estado de excitabilidade em que a cadela se encontra no momento de IU e a altura em que ocorre a incontinência. Outra correlação positiva foi encontrada entre a gravidade da incontinência e a altura do dia em que a IU ocorre (p<0.05), assim como entre a gravidade da incontinência e a frequência da IU (p<0,01). Os resultados não demonstraram nenhuma correlação estatisticamente positiva entre o peso no momento da ovariohisterectomia e a idade em que a cadela ficou incontinente (p=0,15), entre o peso no momento em que ficou incontinente e a idade em que manifestou sinais de IU (p=0,47), entre o aumento de peso desde a esterilização e a idade em que ficou incontinente p=0,62). Existem alguns fatores que podem influenciar a UI após esterilização, no entanto mais estudos necessitam de ser realizados mais estudos adicionais, uma vez que este ainda é um assunto bastante controverso entre os diversos autores.

Document Type Master thesis
Language English
Advisor(s) Carmo, Anália Georgina Vital; Miranda, Sónia Margarida Rodrigues
Contributor(s) Oliveira, Inês Serra Fé Acabado
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